Raphael Vermattos Vai acabar virando um hábito, se Luíza continuar a me pegar pela mão e me levar para o seu quarto, na hora de dormir. Sabendo que ela se sente bem com isso, eu nem discuto mais e acabo dormindo ali mesmo, prefiro ficar por cima dos lençóis e cobertas, para evitar "acidentes", de minha parte, é claro. Há dois dias aconteceu a festa desastrosa de quinze anos de Luíza. Ontem ela acordou chorando no meio da noite, relembrando em sonho, a insanidade de Henrique. Hoje ela está gemendo. Não aquele gemido que presenciei, depois que bati em sua bun.da. É um gemido insistente e ela começa a se contorcer na cama. Eu a chamo, mas ela não responde. Coloco a mão em sua testa, ela sua um pouco, mas nada anormal. Então eu coloco as mãos em seus ombros e a chacoalho levemente e a chamo.

