Começo a andar de um lado para o outro no corredor do hospital. No centro cirúrgico, os médicos estão reposicionando a costela quebrada de Henrique, para que pare de esmagar seus pulmões e ele volte a respirar direito. A falta de oxigenação adequada o fez perder os sentidos. — Pare de andar, Raphael. Ele vai ficar bem. — Não é com ele que estou preocupado, Olivier. Essa ideia ridícula que ele teve ainda está tirando o meu sossego! — paro e olho nos olhos dele. — Você mesmo viu o estado em que ela ficou. — E você queria estar lá com ela em seus braços agora. Dando carinho e conforto. — Por favor, não distorça os meus sentimentos. — falo em tom de súplica. — Não estou distorcendo nada, Raphael. Estou dizendo onde você gostaria de estar e o que gostaria de estar fazendo. É você quem está

