Oito

2490 Words
Meus amigos mais íntimos estavam espalhados pela casa toda, o som estava alto, além de ter muita bebida e comida. Eu fiquei chocado quando Jimin e Namjoon chegaram com um montão de bebidas, dizendo que era o essencial para uma festa de 18 anos, como se eles não fossem dois cachaceiros. Já Jin e Hoseok chegaram cheios de comidas, jogos de luzes e outras coisas. Me mandaram sentar e esperar tudo ficar pronto, pois o aniversariante não devia se cansar. Eu me deitei no sofá e fiquei brincando de dar ordens a eles a tarde inteira. Taehyung chegou logo quando tudo estava pronto, grudou no seu namorado e não o soltou mais. Eu liguei para o Yoongi e disse que ia buscá-lo. Infelizmente eu ainda não podia dirigir, então, o motorista me levou. Ele estava de pé na frente do hotel, lindo como sempre, nas suas roupas escuras que se ajustavam perfeitamente ao seu corpo e combinavam com sua pele pálida. Desci do carro e segurei a sua mão, o levando para dentro. Ele olhou desconfiado para o motorista, ao perceber isso, encostei a boca na sua orelha e disse para ele não se preocupar. Yoongi deu de ombros, eu sabia que ele achava minha vida estranha. Passei meu braço por cima dos seus ombros e fiquei mexendo na sua orelha. Yoongi deitou a cabeça no meu ombro e bem baixinho o ouvi resmungar seu medo: — Eu acho que não vou me encaixar... Com os seus amigos e o ambiente. — Não se preocupe com isso, eles não são diferentes da gente. — Jungkook, você e eu somos bem diferentes, de outros mundos e realidades. — Eu não vejo assim e você não devia ver também. Ele me encarou e encostou a boca na minha. — Então eu acho que pensamos diferente também. — finalizou com uma mordida. O segurei, me virando para ele e beijei o seu pescoço. Yoongi arrepiou-se e eu sussurrei para ele que isso não era um problema, ter pensamentos diferentes não mudava nada. As pessoas não eram todas iguais e eu amava cada diferença sua, o que importava saber agora era: — E você? — Eu o que? — se fez de desentendido. — Você me ama e ama as minhas diferenças? Yoongi mordeu o seu lábio e seu rosto ficou bem vermelhinho. Sua respiração também ficou falha e seus olhos estavam diferentes, seu costumeiro olhar entediado agora estava um pouco... Submisso. O encarei exigente, queria minha resposta e ele percebeu, abriu a boca, amedrontado, mas o sortudo acabou sendo salvo naquele minuto. — Sr. Jeon, chegamos. — o carro estacionou e Yoongi abriu a porta saindo, ou melhor, fugindo. Saí atrás dele, rindo, e o peguei pela mão. O fiz parar e o encarei ainda sorrindo. — Você acha que vai escapar só com isso? — Jungkook, vamos entrar logo. Revirei os olhos e o segui para dentro, se ele não queria falar agora, não ia forçá-lo, mas daqui pro final da noite eu queria ao menos tentar arrancar do Yoongi os seus sentimentos por mim. Entramos na casa e já estava cheio, claro que quando eu entrei muitas pessoas nos cercaram, boa parte eu nem conhecia e isso me fez encarar Jimin aborrecido e ele sorriu se fazendo de inocente e apontou para o Namjoon. Yoongi ainda segurava minha mão firme e as pessoas acabaram se espalhando de novo. — Jungkookie! Seus presentes estão lá em cima... Esse é o Yoongi? — Jimin o encarou animado. Já Taehyung acenou para ele, que retribuiu. — Sim, esse é o Yoongi. — apontei para o pequeno grupo que continuava perto da gente. — Jin, Hoseok, Namjoon e Jimin. O Taehyung você já conhece. — dei de ombros. Yoongi acenou para todos, ele não parecia nervoso ou desconfortável. Me fazia lembrar da primeira vez em que o vi, com o seu olhar entediado e sorriso desafiador. Ele me puxou para longe dos outros sem se intimidar e pegou algo para beber. O primeiro copo, ele bebeu todo de uma vez, eu nem me atrevi a mandá-lo ir com calma, jamais mexeria na independência que ele tinha. Yoongi era um rapaz acostumado a se virar sozinho desde os seus 17 anos, mas na realidade ele o fazia bem antes disso, ainda na tutela de seus pais, ninguém o controlava e eu não desejava isso. Ter e domá-lo eram coisas diferentes. Ele me arrastou para o meio da sala e começamos a dançar juntos, nossos olhos seguiam o outro e em menos de um minuto eu tentei beijá-lo. Yoongi agarrou a minha nuca e me fez parar, só para rir, só para debochar, e aí ele me deixou continuar e nossas bocas se misturaram em um beijo lento, no ritmo da música. Acariciei a sua cintura e cheirei o seu pescoço, Yoongi virou-se de costas para mim e seu corpo mexia-se colado ao meu. Yoongi com certeza se destacava de todos ali. Era como ele dizia, ele era diferente e se para ele isso era empecilho, para mim só deixava ele mais incrível. — Yoongi, eu te amo. — sussurrei na sua orelha. E mesmo que ele tenha travado, eu senti seu coração batendo forte. O virei para mim e segurei seu rosto, roçando o meu nariz no seu. Ele mordeu seu lábio, me encarando, a gente não dançava mais. Vi seus lábios se moverem devagar: "Idiota.", acariciei seus cabelos, eu não esperava que ele dissesse nada além, nem aqui, nem agora, mas eu tinha que dizer, eu senti que era o momento, só porque eu não pude segurar as palavras, meus sentimentos estavam transbordando. — Vamos partir o bolo antes que todos fiquem muito bêbados! — Jin gritou, parando o som. Ele veio com o bolo para junto de mim, as velas soltavam faíscas e dava pra ver um monte de celulares erguidos, filmando e tirando fotos, enquanto palmas eram batidas e a típica música de parabéns era cantada em coro. Yoongi se afastou um pouco para que eu pudesse estar no foco da atenção, mas eu o queria ali comigo. — Faz um pedido. — Jimin gritou. Meus olhos correram para o Yoongi, pelo seu olhar eu sabia que ele tinha entendido e fiquei surpreso quando um sorriso fofo contagiou seu rosto e ele manteve nosso contato visual. Pisquei para ele e soprei as velas, apagando cada uma delas com facilidade. Todos gritavam e a música de repente voltou, enquanto todos iam para a cozinha para pegar pedaços do bolo real, aquele era só pra comemoração. Encontrei o Yoongi lá também, ele estava escorado na parede comendo bolo, enquanto bebia. Quando ele me viu, veio até mim e segurou a minha cintura, encostando a boca na minha orelha. — Tem algum cômodo vazio por aqui? Eu te devo uma dança. Eu sorri malicioso e o tirei do meio dos outros. O levei para uma sala que meus pais usavam para passar o tempo aliviando o estresse do trabalho, praticamente só tinham livros, o aparelho de som e lugares confortáveis para descansar. Nenhum som exterior entrava ou saia. Assim que a porta bateu, ele me empurrou até um divã em um canto da sala, onde caí sentado e fiquei olhando Yoongi ir até o aparelho de som que tinha ali e ligá-lo conectado ao seu celular. Uma música que transbordava erotismo acabou com o silêncio do ambiente. Yoongi já deu seus primeiros passos na minha direção, movimentando os seus quadris lentamente no ritmo da música. Ele segurou os seus quadris e subiu as mãos por sua cintura, em seguida pelo seu peito. Yoongi as fez continuar escorregando pelo seu tronco, até que elas alcançaram o seu baixo-ventre e ele me encarou, mordendo a sua boca. Era uma grande provocação, mas eu não esperava pelo seu passo seguinte. Suas mãos deslizaram pelas suas coxas e ele as abriu, como se fossem as mesmas que as afastava. Ele foi se acocorando devagar e sensualmente, empinando a sua b***a redonda, enquanto segurava os seus joelhos e rebolava. Sua b***a se movia no ritmo da música e eu assistia a tudo atento, nem piscava. Aí Yoongi ficou de quatro no chão, curvou bem sua coluna e moveu os quadris de um jeito que um lado e outro subiam e desciam de cada vez. Era sexy pra c*****o e eu quase levantei e fui até ele, mas eu queria ver seu show até o final e ele continuou. Engatinhou até mim e levantou-se, acariciando os seus cabelos e movendo os quadris. Ele passou uma das suas pernas por cima da minha coxa e encaixado ali, ele agarrou meu pescoço e se esfregou na minha coxa, me encarando. Ele até soltou um gemido baixo e eu senti que seu p*u estava ficando duro. De repente ele levantou a outra perna e passou por cima da minha outra coxa. A música ficou um pouco mais lenta e ele rebolou bem devagar em cima de mim, aproximou o seu rosto, deixando sua boca semi aberta bem perto da minha e eu realmente achei que a gente ia dar um beijão daqueles, mas ele só queria me enlouquecer de novo e se afastou, enfiou os dedos nos meus cabelos e aí o roçado da sua dança na minha ereção era lento, porém intenso. Eu estava ficando sem ar. Quando pensei em agarrar sua b***a e perder um pouco o controle, ele se virou de costas, — bem quando o ritmo da música acelerou — empinou bem a b***a, encaixando ela no meu p*u e se esfregou gostoso. Eu estava muito e******o em ver o controle que ele tinha em cada movimento. Acariciei a sua b***a. Yoongi gemeu manhoso e eu acabei gemendo junto com ele. Minha cueca já estava bem molhada de tão e******o que ele tinha me deixado. Em alguns movimentos eu quase sentia o meu g**o vir, mas eu queria fazer isso dentro dele. Apertei os seus quadris e ele deixou eu mandar um pouco no ritmo. Eu me imaginava todo dentro dele, enquanto ele rebolava daquele mesmo jeito. Me encostei no divã e gemi, agarrando as coxas do Yoongi. Sem controle, ataquei a sua b***a e ele gemeu como se estivesse sendo fodido de verdade. — Kookie, p***a, como você ficou duro. — levantou-se e me encarou satisfeito. Abri as minhas calças e dei um pouco de liberdade a minha ereção que estava sendo maltratada pelo aperto do jeans. — Vai b*******a pra mim de novo? Eu gosto de ver seus dedos molhados apertando o seu p*u. — Yoongi, volta pra cá. — pedi frustrado e enfiei a mão na minha cueca. Estendi a outra mão para ele, enquanto me masturbava e ele fez que "não" com o seu dedo indicador, mas antes que eu protestasse, ele começou a tirar as suas roupas de um jeito sensual. p**a merda, o Yoongi agora ia fazer um strip para mim? Eu pensava e aí sua camisa voou para o meu rosto. A peguei e tirei logo para que eu continuasse vendo ele tirar todo o resto. Quando Yoongi ficou pelado nem parecia que eu já o tinha visto tantas vezes antes. Ele me pediu para que eu tirasse as minhas roupas. Me levantei e o obedeci, aí eu fui até ele e segurei o seu rosto, o beijando. Peguei suas coxas e o coloquei em meu colo, levando para o divã. O deitei lá e me deitei sobre ele, esfregando os nossos corpos, enquanto nossos beijos e toques calorosos se intensificaram. — Jungkookie... — deslizou os dedos pelo meu maxilar e pescoço. — Quer fazer amor comigo hoje? Você quer amar o meu corpo? — seu timbre era baixo e carinhoso. Ele me fez ficar deitado no sofá e sentou-se em cima de mim, abracei o seu corpo e o encarei. — Eu amo o seu corpo todas as vezes, Yoongi. — confessei e lhe dei uma palmada forte na b***a. — Só que eu dou amor a ele do jeito que você gosta. — abri a sua b***a e encaixei meu p*u no meio, atacando as suas nádegas fartas e meu p*u escorregava tão gostoso no meio delas. Ele gemeu, arfando e quicando no meu colo. Ataquei o seu pescoço, enchendo sua pele de chupões e beijos e, como eu adorava, Yoongi pediu para eu fodê-lo como somente eu sabia e isso me deixou trêmulo de vontade. Nosso sexo era incrível mesmo e eu adorava quando ele dizia implicitamente que eu era a sua melhor f**a. Ele também era a minha. — p***a, eu não tenho camisinha aqui. — resmunguei. — Shiii. — ele encaixou a boca na minha e segurou o meu p*u, ergueu os seus quadris e me fez entrar todo nele. Yoongi sentou-se com meu p*u bem enfiado na sua b***a e rebolou no ritmo da nova música. Segurei sua coxa e cintura e o estoquei, enquanto Yoongi acariciava os meus cabelos. — Fez uma playlist para gente t*****r? — Fiz. — me mordeu rindo. — É o meu presente. O abracei forte e o beijei. Com certeza, eu não ia ganhar nada melhor essa noite, mas ainda assim eu ia arriscar. Lambi os seus lábios pequenos e lhe dei uma nova palmada o fazendo tremer em cima de mim. Sua entrada estava me apertando forte e eu pulsava dentro do seu calor. Sinceramente, eu podia gozar agora, tudo dependia do Yoongi. Segurei seu pênis e o esfreguei devagar. Ele jogou o corpo para trás e se apoiou no estofado do divã, quicando forte em cima de mim. — p***a, eu vou gozar, Yoongi. — ataquei a sua b***a violentamente e gozei tudo dentro dele, cravando as unhas na sua b***a macia. Yoongi jogou a cabeça pra trás e gritou de prazer, tremendo inteiro, então ele sujou a minha mão com a sua p***a vicosa. Ele me encarou ofegante e acariciou o meu rosto. O deitei no sofá e fui pra cima dele, beijando sua boca incansavelmente. — Yoongi, você... Ele colocou o dedo sobre os meus lábios, me impedindo de continuar minha frase de sempre. — Jungkook, se apaixonar nos deixa vulneráveis... — É isso o que você pensa? Ele afirmou com um aceno e apertou minha nuca me puxando para um beijo de novo. — Então é isso? — o olhei entristecido, achando que aquilo era o máximo que teríamos, que não importava o quanto eu tentasse, ele não ia confiar em nós dois e no nosso amor. — Não. — mexeu a cabeça. — Qual é? Você sabe, né? Eu já me apaixonei de todo jeito, eu já te amo, Jungkookie. O encarei surpreso e acariciei o seu rosto. Ele estava dizendo o que eu achava? E assim, eu abri os meus lábios, feliz, por fazer aquele pedido pela última vez...? — Quer namorar comigo? — Sim. Aquela simples palavra só tinha uma maldita sílaba, nem demorou muito nos seus lábios, mas era como um sonho.
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