Pérsia. Alguns minutos antes. — Eu não vou me casar de preto — eu exclamei, olhando para Antônia que não sabia mais o que fazer para me enfiar dentro daquele vestido. — Mas foi Hector que escolheu pessoalmente. Até mesmo as joias. Antônia insistia em nome de seu patrão. — Noivas precisam se casar de branco — eu insisti, olhando para o vestido que, mesmo que fosse lindo, não era o certo. Aquilo não podia ficar pior do que estava. — Senhora, por favor — pediu. — Você já deveria estar arrumada. O jardim está cheio de convidados aguardando você. O falatório ao lado de fora não a deixava mentir, mas tudo o que eu conseguia pensar é que no momento em que eu saísse daquele jardim, não haveria mais volta. Eu seria sua esposa, mas com o passar dos dias, eu tive a impressão tola de q

