Arregalei os olhos. Como ele não havia feito nada, mesmo sabendo que eu premeditava sua morte? — O quê? — murmurei, afrouxando minha mão, encarando seus olhos cinzentos que cintilavam no meio da noite. — Acha que foi a única que tentou me matar enquanto dorme comigo? Acha que foi a única a se achar capaz de me matar? Por qual p***a de motivo acha que pessoas me classificam como a própria morte, Pérsia? Acha que eu sou um i*****l pra não perceber? Não aprendeu com as tentativas fracassadas de sua mãe que nada passa despercebido por mim? Você se entrega nos mínimos detalhes. — Eu era incapaz de esboçar qualquer reação, mesmo com esforço. — Você é só mais uma na enorme fila. — Arregalei os olhos atônitos. — Eu não vou ser mais uma… — Tentei puxar a adaga, mas, notoriamente, não tinha

