Acordei e assim que abri meus olhos, notei que estava sozinha na cama. Após aquele evento de ontem a noite, não acordei mais nenhuma vez, exceto agora.
Tomei coragem e me levantei, indo até o berço para me certificar de que Judith ainda estava lá. Está dormindo. Abri a porta e fui até a sala, onde Maggie está sentada no sofá lendo uma revista.
-Ah, oi Sofia. -Retirou a atenção da revista.
-Não queria te atrapalhar. -Encostei minhas mãos nas costas do sofá.
-Imagina.
-Sabe onde Carl está? Ainda não o vi hoje.
-Disse que ia dar uma volta para ver se encontrava alguém.
-Entendi. -Saí da sala e fui até a cozinha para pegar algo para comer.
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-Oi.
Levantei o corpo do sofá e olhei na direção da porta.
-Oi, Carl.
-Como passou o restante da noite?
Sorri levemente.
-Bem, muito bem.
Ele se aproximou e se jogou ao meu lado.
-Quer ajuda pra procurar mais tarde?
-Sim, seria ótimo. -Respirou fundo e relaxou seu corpo. -E Judith?
-Dormindo ainda. -Deitei minha cabeça na parte traseira do sofá.
-Precisamos entrar em algumas casas mais tarde. Ver se a gente encontra alguns cobertores e roupas de frio. O que acha?
-Claro, vamos sim.
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-Está pronta? -Perguntou entrando no quarto.
-Sim. Antes precisamos avisar pra Maggie.
-Vai lá, eu fico aqui com a Judith pra você.
Sorri e saí, indo em direção ao quarto em que Maggie está.
-Posso entrar? -Bati na porta e fiquei na espera de alguma resposta. Como isso não aconteceu, fiquei preocupada e abri assim mesmo. -Maggie?
Ela está sentada em sua cama olhando na direção da janela.
-Oi. -Falou ao me ver.
-Você está bem? -Me aproximei dela.
-Apenas preocupada. Ainda não sei se Glenn e Beth estão vivos.
-Eles estão bem. -Sorri e peguei em sua mão. -Eles também devem estar preocupados com você, mas logo logo vamos estar todos juntos de novo.
Após sorrir tristemente ela concordou.
-Eu e Carl estamos de saída. Vamos dar uma volta aqui por perto para ver se encontramos alguém.
-Obrigada. -Colocou sua outra mão em cima da minha.
-Sofia? -Carl chamou do lado de fora.
-Tenho que ir agora. -Me levantei. -Não vamos demorar.
-Tomem cuidado, por favor.
Concordei e fui em direção a porta. Assim que saí, dei de cara com Carl.
-E então... -Começou a falar assim que saímos em direção a porta principal.
-E então o que?
-Você demorou lá dentro. Sobre o que falavam?
-Acha mesmo que vou te contar? Deixa de ser curioso. -Ri.
-Pensei que fossêmos amigos, Sofi.
-Sofi? -O olhei sem entender. -Esse definitivamente é um apelido muito vergonhoso.
-Só vou parar de te chamar assim quando me contar sobre o que conversavam... Sofi.
Sorri e abri a porta.
-Qual é, eu aceito qualquer outro apelido. -Olhei para ele mais uma vez.
-Aceita é? -Pareceu pensar. -Já sei.
-Lá vem.
-Anjinho combina perfeitamente. Até porque quando eu olho pro seu cabelo essa é a primeira coisa que consigo pensar. -Deu de ombros.
Sorri e abaixei o olhar. Definitivamente esse apelido é muito fofo.
-E então, prefere Anjinho ou Sofi?
-Ahn... -Fingi estar pensando. -Eu prefiro Sofia.
-Está decidido então. Anjinho. -Ele sorriu e eu olhei para frente, vendo dois zumbis vindo até nós.
Levantei a a**a mas Carl tocou em meu braço.
-Temos que economizar. Deixa comigo.
Ele corre até os zumbis e enfiou a faca na cabeça dos dois. Em seguida voltou para perto de mim.
-O que acha daquela casa ali? -Apontei para uma casa feita de madeira.
-Vamos lá.
Assim que chegamos em frente da porta, Carl a abriu e já deixou sua a**a preparada para caso precisasse. Fiz o mesmo.
-Vamos nos separar, assim fica mais fácil de encontrar alguma coisa.
Concordei e fui na direção da sala, já ele foi para o meu lado oposto. Parei de frente para um armário e fiquei admirando os porta retrato.
Aqui morava uma família composta por duas garotinhas e um homem, que provavelmente era o pai.
Assim que me virei para sair, dei de cara com um zumbi. O mesmo do porta retrato. O empurrei para trás e tentei posicionar minha a**a, só que não foi possível pois me desesperei e quando me dei conta ele já estava em cima de mim de novo.
-Sai! -Tentei o empurrar mas acabei caindo para trás e ele logo em cima.
Droga, ele é pesado demais.
-Carl! -Gritei ao ver que o zumbi estava tentando morder meu rosto.
Escutei seus passos vindo correndo até mim e em seguida o zumbi caiu para o lado com uma faca enfiada em sua cabeça.
-Ele te mordeu? -Perguntou tentando recuperar o fôlego.
Antes de responder sua pergunta, não pensei duas vezes antes de o abraçar. Isso quase o fez cair ao meu lado no chão.
-Obrigada. -Falei e o apertei mais.
-Está tudo bem, ele já está morto.
O soltei e vi que seu rosto estava um pouco vermelho.
-Acho melhor ficarmos juntos. -Disse.
Sorri e concordei. Ele me estendeu sua mão e me ajudou a ficar de pé.
-Vamos na cozinha. Aqui deve ter algum tipo de comida.
Fomos até lá e começamos a abrir todos os armários.
-Uau. -Falou ao abrir uma porta que dá acesso a despensa. -Foi a melhor escolha de casa que fizemos.
Fui para perto dele e sorri ao ver a quantidade de coisas.
-Isso com certeza...
-Fica quieta. -Me cortou. Ele ficou em silêncio durante alguns segundos. -m***a.
Carl pegou em minha mão e me puxou para dentro da despensa.
-O que você...?
Ele colocou sua mão em minha boca e isso me fez ficar mais nervosa ainda.
Droga, são vozes vindas do lado de fora.
-Então essa era a casa que você disse estar com a despensa intacta?
-Sim, está com tudo em ordem. Eu falei que não íamos passar fome hoje.
-E você está esperando o que pra abrir essa porta?
Carl tirou sua mão de minha boca e me puxou para trás de si.
-Não abre, não abre. -Falei.
-Faça tudo o que eu fizer, tá?
Concordei e logo em seguida a maçaneta começou a rodar.