Capítulo 6

1023 Words
Acordei e assim que abri meus olhos, notei que estava sozinha na cama. Após aquele evento de ontem a noite, não acordei mais nenhuma vez, exceto agora. Tomei coragem e me levantei, indo até o berço para me certificar de que Judith ainda estava lá. Está dormindo. Abri a porta e fui até a sala, onde Maggie está sentada no sofá lendo uma revista. -Ah, oi Sofia. -Retirou a atenção da revista. -Não queria te atrapalhar. -Encostei minhas mãos nas costas do sofá. -Imagina. -Sabe onde Carl está? Ainda não o vi hoje. -Disse que ia dar uma volta para ver se encontrava alguém. -Entendi. -Saí da sala e fui até a cozinha para pegar algo para comer. ### -Oi. Levantei o corpo do sofá e olhei na direção da porta. -Oi, Carl. -Como passou o restante da noite? Sorri levemente. -Bem, muito bem. Ele se aproximou e se jogou ao meu lado. -Quer ajuda pra procurar mais tarde? -Sim, seria ótimo. -Respirou fundo e relaxou seu corpo. -E Judith? -Dormindo ainda. -Deitei minha cabeça na parte traseira do sofá. -Precisamos entrar em algumas casas mais tarde. Ver se a gente encontra alguns cobertores e roupas de frio. O que acha? -Claro, vamos sim. ### -Está pronta? -Perguntou entrando no quarto. -Sim. Antes precisamos avisar pra Maggie. -Vai lá, eu fico aqui com a Judith pra você. Sorri e saí, indo em direção ao quarto em que Maggie está. -Posso entrar? -Bati na porta e fiquei na espera de alguma resposta. Como isso não aconteceu, fiquei preocupada e abri assim mesmo. -Maggie? Ela está sentada em sua cama olhando na direção da janela. -Oi. -Falou ao me ver. -Você está bem? -Me aproximei dela. -Apenas preocupada. Ainda não sei se Glenn e Beth estão vivos. -Eles estão bem. -Sorri e peguei em sua mão. -Eles também devem estar preocupados com você, mas logo logo vamos estar todos juntos de novo. Após sorrir tristemente ela concordou. -Eu e Carl estamos de saída. Vamos dar uma volta aqui por perto para ver se encontramos alguém. -Obrigada. -Colocou sua outra mão em cima da minha. -Sofia? -Carl chamou do lado de fora. -Tenho que ir agora. -Me levantei. -Não vamos demorar. -Tomem cuidado, por favor. Concordei e fui em direção a porta. Assim que saí, dei de cara com Carl. -E então... -Começou a falar assim que saímos em direção a porta principal. -E então o que? -Você demorou lá dentro. Sobre o que falavam? -Acha mesmo que vou te contar? Deixa de ser curioso. -Ri. -Pensei que fossêmos amigos, Sofi. -Sofi? -O olhei sem entender. -Esse definitivamente é um apelido muito vergonhoso. -Só vou parar de te chamar assim quando me contar sobre o que conversavam... Sofi. Sorri e abri a porta. -Qual é, eu aceito qualquer outro apelido. -Olhei para ele mais uma vez. -Aceita é? -Pareceu pensar. -Já sei. -Lá vem. -Anjinho combina perfeitamente. Até porque quando eu olho pro seu cabelo essa é a primeira coisa que consigo pensar. -Deu de ombros. Sorri e abaixei o olhar. Definitivamente esse apelido é muito fofo. -E então, prefere Anjinho ou Sofi? -Ahn... -Fingi estar pensando. -Eu prefiro Sofia. -Está decidido então. Anjinho. -Ele sorriu e eu olhei para frente, vendo dois zumbis vindo até nós. Levantei a a**a mas Carl tocou em meu braço. -Temos que economizar. Deixa comigo. Ele corre até os zumbis e enfiou a faca na cabeça dos dois. Em seguida voltou para perto de mim. -O que acha daquela casa ali? -Apontei para uma casa feita de madeira. -Vamos lá. Assim que chegamos em frente da porta, Carl a abriu e já deixou sua a**a preparada para caso precisasse. Fiz o mesmo. -Vamos nos separar, assim fica mais fácil de encontrar alguma coisa. Concordei e fui na direção da sala, já ele foi para o meu lado oposto. Parei de frente para um armário e fiquei admirando os porta retrato. Aqui morava uma família composta por duas garotinhas e um homem, que provavelmente era o pai. Assim que me virei para sair, dei de cara com um zumbi. O mesmo do porta retrato. O empurrei para trás e tentei posicionar minha a**a, só que não foi possível pois me desesperei e quando me dei conta ele já estava em cima de mim de novo. -Sai! -Tentei o empurrar mas acabei caindo para trás e ele logo em cima. Droga, ele é pesado demais. -Carl! -Gritei ao ver que o zumbi estava tentando morder meu rosto. Escutei seus passos vindo correndo até mim e em seguida o zumbi caiu para o lado com uma faca enfiada em sua cabeça. -Ele te mordeu? -Perguntou tentando recuperar o fôlego. Antes de responder sua pergunta, não pensei duas vezes antes de o abraçar. Isso quase o fez cair ao meu lado no chão. -Obrigada. -Falei e o apertei mais. -Está tudo bem, ele já está morto. O soltei e vi que seu rosto estava um pouco vermelho. -Acho melhor ficarmos juntos. -Disse. Sorri e concordei. Ele me estendeu sua mão e me ajudou a ficar de pé. -Vamos na cozinha. Aqui deve ter algum tipo de comida. Fomos até lá e começamos a abrir todos os armários. -Uau. -Falou ao abrir uma porta que dá acesso a despensa. -Foi a melhor escolha de casa que fizemos. Fui para perto dele e sorri ao ver a quantidade de coisas. -Isso com certeza... -Fica quieta. -Me cortou. Ele ficou em silêncio durante alguns segundos. -m***a. Carl pegou em minha mão e me puxou para dentro da despensa. -O que você...? Ele colocou sua mão em minha boca e isso me fez ficar mais nervosa ainda. Droga, são vozes vindas do lado de fora. -Então essa era a casa que você disse estar com a despensa intacta? -Sim, está com tudo em ordem. Eu falei que não íamos passar fome hoje. -E você está esperando o que pra abrir essa porta? Carl tirou sua mão de minha boca e me puxou para trás de si. -Não abre, não abre. -Falei. -Faça tudo o que eu fizer, tá? Concordei e logo em seguida a maçaneta começou a rodar.
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