É, ela!

1048 Words
CAPÍTULO 03 Glauco Parker Fiquei inquieto com a lembrança que está me perseguindo daquela moça. Se pelo menos eu soubesse quem era, mas não! Não me lembrei de perguntar. O Boris sumiu, eu falei que ele só voltasse com notícias, e já faz uma semana que homem não voltou, então hoje, ele terá que me dar uma satisfação decente. Ligação on... — Boris! Venha até a minha sala, por favor! — Falei. — Já chego, patrão! — Respondeu ele, e desligou. Ligação off... Ao entrar, estava receoso, nem brincando estava. — O que aconteceu Boris? Cadê as informações que eu pedi? — Perguntei ao apoiar as minhas mãos sobre a mesa. — Eu estou tentando, patrão! Mas parece que a mulher era um fantasma! Já analisamos todos os contratos de moças na empresa, até os vinte e cinco anos, e nenhuma se enquadra nas suas descrições! Eu não sei mais o que fazer! — Que merda, Boris! Como pode isso? Vai ter que procurar melhor! Olha, fiz um desenho melhor, dá uma olhada. — Terminei de falar, e o meu pai entrou na sala. — Bom dia, filho! Como está? — Perguntou ele. — Nervoso! A nossa equipe não foi capaz de descobrir, quem é essa funcionária! É pra acabar! — Falei já nervoso. — Deixa eu ver! — Falou ao pegar o papel na mão. Fiquei analisando, e ele olhou tudo com atenção, mexendo as sobrancelhas. — Essa é a doutora Lucy! De onde conhece ela? — Perguntou o meu pai confuso. — Eu cruzei com ela aqui no nosso andar, e ela disse que trabalhava aqui! — Não! Ela trabalha pra mim, e veio esses dias, cuidar de... de... alguns exames! Mas, porquê o interesse? — Nada demais, fiquei curioso com uma coisa! Então ela se chama, Lucy? Como pode ser médica com no máximo dezenove anos? — Perguntei. — Ela não tem dezenove, pois se forma esse ano, seria impossível! — Explicou o meu pai sentando na cadeira. — Hum... não deveria fazer exames ou consultas com estagiários! — Falei para ele. — Ela é uma ótima médica, e muito esforçada! Te aconselho a investir! Vai por mim, a doutora Lucy, é uma mulher de respeito! — Não, nem vem! Vou voltar a trabalhar, que o serviço não se faz sozinho! Mas, você está bem? Disse que estava fazendo exames? — Perguntei. — Estou bem! São apenas para controle! — Respondeu, e se levantou. — Vou trabalhar também! Se quiser encontrar ela, trabalha no Presbyteriam Hospital! — Falou isso, e logo saiu, me deixando com os meus pensamentos. Esperei ele sair, e fechei a porta, voltando rapidamente para falar com o Boris: — Boris... já sabe o que fazer, né? Quero saber tudo sobre ela! Pesquise a sua vida, familiares, o que faz nas horas vagas... tudo! Agora já temos um nome! — Falei. Não gosto de contar muito da minha vida para o meu pai, ele se mete demais, e fica tentando dar opinião em tudo, e não gosto nada disso! — Sim, pode deixar! Vou descobrir até a cor da calcinha! — Falou, e eu fiquei puto com ele. — Mais respeito, Boris! Não ouse fazer esse tipo de coisa! — Falei já bravo. — Tá, entendi! Vou indo, que hoje já vi que o bom humor não vai voltar mais! — Ergueu as mãos, e foi saindo da minha sala. Celular tocando... — Alô! — Oi irmão! Não esquece que combinamos de sair, hoje! Vê se não me dá bolo de novo! — Falou o meu irmão Jackson. — Tá! Promessa é dívida, não é? Eu vou, pronto! — Falei. — Ótimo! Vou mais cedo, e vou reservar uma boa mesa, sei onde ficam as garotas mais bonitas, elas sempre sentam no mesmo lugar! Tô de olho em uma faz dias, mas ela nem me olha, quem sabe você não me trás sorte! — Falou ele. — Tá, ok! Até mais! Chamada off Hoje vou me divertir um pouco! Já faz tempo que eu me escondo das mulheres por culpa da Leda, e hoje vou tirar o atraso! Terminei o expediente, e fui para a balada que havíamos combinado, logo avistei o Jackson, sentado em uma mesa, e haviam algumas mulheres na mesa bem ao lado. — Glauco! Que horror! Não acredito que você veio na balada de terno? Tira logo isso, arranca essa gravata, e afrouxa o botão dessa camisa! — Falou isto já fazendo pra mim. — Ah... tira um pouco da camisa pra fora da calça! — Isso ele não fez, e eu meio que dei uma ajeitada, pois fiquei sem graça. — Você é chato, hein! Pelo menos tem mulher bonita aqui! — Falei olhando para os lados. — Desse jeito, não sei se vai conseguir pegar mulher, pois elas gostam de cara descolado, e você está sério demais! Olha aquela ali! — Apontou para uma morena de cabelo comprido, e olhos de jabutucabas. — Eu achei linda, mas não me dá bola! — Ouvi a amiga a chamando de Jhuly, mas ainda nem me aproximei! — Falou o Jackson no meu ouvido. — E, depois eu que sou o sério! — Falei. — Vou salvar a sua pele! — Falei e fui me levantando, e indo em direção a mesa delas. Me aproximei, e vi várias garotas lindas, mas meu foco era a tal morena. — Boa noite! — Falei para ela. — O meu nome é Glauco, muito prazer! — Boa noite! Me chamo Jhuly! — É... Jhuly! O meu irmão ali. — Apontei paravo Jackson. — Ele quer te conhecer, você teria interesse em conversar com ele? — Perguntei. — Mas, porquê ele não veio? Fala pra ele vir, se quiser conversar, eu não vou lá atrás dele! — Tudo bem! Ele já vem aí! — Acenei com a mão para as garotas, e voltei para a nossa mesa. — Cara, vai lá! Ela quer te conhecer! — Falei para o Jackson o incentivando. — Sério? Valeu irmão! — Falou e se dirigiu a mesa dela. Eu fiquei sozinho, parabéns pra mim! Pedi algumas bebidas, e fiquei aproveitando a música. Até que um rosto muito familiar me chamou a atenção... Olhei firme para a bela mulher na minha frente, e agora tive certeza... Era ela!
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