— para ser uma boa bailarina e preciso saber descansar e aproveitar a vida pois se focamos demais em um aspecto acabamos prejudicando nosso corpo como a nós mesmo - digo para a Vika
— meu país sempre me dizia que distrações eram r**m que eu tinha que focar apenas no balé - responde a Vika
— Amanhã é domingo, aceita me acompanhar a minha corrida matinal para que possamos nos manter em forma? - pergunto para ela
— Claro, adorava correr… será um prazer! - responde ela toda animada
Vika tinha aproximadamente uns quinze anos mas para mim não deixava de ser uma menina ou seja uma criança e ainda não conseguia acreditar que os pais dela tratavam a mesma daquela forma como aquela professora que simplesmente expulsou ela ao invés de corrigi-la e estava me dedicando para ensiná-la tudo que eu aprendi tanto com a minha mãe quanto com a minha professora, assistimos filmes, dormimos tarde e domingo foi quase igual a ontem sendo que a única diferença foi nossa corrida matinal depois os dias acabaram passando cada vez mais rápido, Vika estava melhorando rapidamente o que era impressionante de se ver, como se ela fosse uma esponja absorvendo tudo que lhe passassem se dedicando a cada passo que fazia.
Um ano passou muito rápido e logo o dia chegou, seu pai assistiu tudo de braço cruzados sem uma palavra e assim que Vika terminou logo abaixou a cabeça e certa que ele iria chutá-la para longe mas por sua maior surpresa levantou-se aplaudindo a sua filha vindo até a direção da mesma abrindo seus braços para recebê-la em um abraço que Vika se jogou neles sem pensar duas vezes e assim foi aceita de volta pela família e pela antiga professora que agora quem não queria mais era a Vika querendo ficar com a gente aceitando ela de volta e assim ficou.
Depois daquele ocorrido não vi mais a Vika pois havia sido transferida para uma outra turma, torcendo que tudo desse certo para ela, voltando agora a focar em mim e começando a me concentrar pois queria participar daquele grande espetáculo que ocorreria daqui quatro anos mas para isso precisava melhorar ainda mais, tendo mais ensaios, mais estudos para quando chegar o dia não ter nenhuma bagagem faltando.
Tendo recentemente trocado de turma também agora estando em uma mais avançado e ter finalmente saído dos “junior” como eles chamaram presta a passar por uma nova fase, enfrentando novos desafios com novos colegas, novos professores e que dessa vez não me escondia mais onde me apresentava como Sarah Martins filha da maior bailarina conhecida no mundo do balé, minha mãe mas vendo que haviam alguns colegas que não iriam me facilitar pois como eu queria aquele papel principal iniciando uma guerra interna que estava cem por cento pronta para isso.
Com isso mudei toda a minha rotina, acordando mais cedo, tornando a fazer minha corrida matinal todas as manhãs que por coincidência acabava as vezes encontrando a Vika que tinha voltado a correr, voltando para casa em seguida ia diretamente até o banheiro tomar um banho morno pois não podia ser muito frio para não pegar um resfriado e nem tão quente para não pegar febre acabando pondo um fim ao sonho em seguir a carreira de bailarina sendo que tinha regras básicas para ser seguida no mundo do balé caso contrário você estava fora, como alimentação, se manter em forma, fazer check-up no médico uma vez no mês, fazer o teste de balé para certificar que estava boa para continuar e assim vai, que inclusive meu teste de balé estava chegando.
Estava de férias no trabalho então aproveitava a ensaiar cada vez mais, tentando comer saudável evitando de comer besteira que poderia atrapalhar o balé, os dias foram se passando e logo chegou o teste que após me apresentar iniciei a dança deixando-me levar pelo poder da música e minhas sapatilhas seguindo o ritmo da música que assim que se encerrou agradeci o juíz aguardando novamente pela resposta que não demorou a chegar, o moço responsável veio até mim me parabenizando por ter passado, instalando um grande alívio assim que me avisarem que passei já pronta para ir embora quando um homem aproximadamente da mesma idade que o moço que me informou do resultado veio até mim me deixando surpreso pois não era nem mais nem menos do que o próprio Higor Oliveira como o professor mais conhecido do balé sendo além do melhor o mais rígido mas que também com ele ensinando as bailarinas saiam daquela escola amém com mais bagagens de quando entraram dançavam com perfeição de chegar a tirar o seu fôlego por esquecer de respirar o tanto que prendia a sua atenção e aí estava Higor Oliveira vindo em direção para falar comigo.
— Senhorita Sarah Martins, a escola Lavelo de balé gostaria de lhe oferecer uma bolsa para entrar em nossa escola , me faria a honra? - pergunta o Higor Oliveira
Marcos:
Não demorou muito para a gente chegar em casa, Rozie correu obviamente em direção ao meu quarto se jogando assim na minha cama que fui até a mesma fazendo cócegas nela onde começou a chorar de tanto rir mas logo a mesma bocejo estando cansada após um dia tão cheio que teve hoje então após trocá-la vestindo um pijama que peguei em sua bolsa, fomos até o banheiro escovar seus dentes para em seguida voltar para cama que Rozie se aconchegou bem para acabar adormecendo logo em seguida e assim que tinha certeza que havia dormido sai de fininho do quarto tomando cuidado para não acordá-la, fechando a porta do quarto o mais devagar possível, indo até a sala onde peguei o controle da televisão que liguei a mesma colocando baixinho para que o barulho não acordasse a Rozie, assistindo uma coisa aleatória que estava passando por ela.
As imagens iam passando enquanto eu estava quase dormindo, m*l prestando atenção quando acabei despertando assustado ao ouvir meu celular tocar indicando ser do hospital me fazendo adivinhar que alguma emergência teria acontecido, desligo a televisão, indo até o meu quarto vendo a pequena Rozie dormindo tranquilamente dando pena de ter que acordá-la mas não tendo outra alternativa acabei acordando a mesma que ao acordar estava meio desorientada, querendo saber o que estava acontecendo.