Valentina Estávamos andando no parque, de mãos dadas, porque aquilo tinha se tornado um gesto muito comum entre a gente, eu não me importava mais, até gostava e sentia falta quando ele ficava com receio de pegar em minha mão logo de cara. Às vezes, sentia uns olhares “na falta de perna” do Lucas ou a mão dele apertando a minha um pouco mais forte, inseguro. Eu segurava nossa mão mais forte ainda e o puxava incentivando-o para a nossa caminhada. Até que passamos por um grupo de adultos não produtivos, aqueles filhinhos de papai que se achavam o máximo só por andarem com roupas de marca, carros de luxos e gastando o dinheiro suado dos pais, sem fazer absolutamente nada em troca. Alguns eu reconhecia como amigos da Vanessa, já os tinha visto na casa de nossos pais, como eu disse, eles er

