CAPÍTULO 08

1464 Words
Anahí As luzes dos Globos coloridos que haviam no teto iluminavam cada canto dessa maldita boate, havia ali um som ensurdecedor que agitavam os clientes sobre as cadeiras. Quer dizer, clientes não, velhos milionários que vem a procura de diversão. Muitas meninas andavam por ali pois éramos obrigadas a ficar desfilando o tempo todo como se estivéssemos nos oferecendo, éramos mercadoria, e quando não estávamos desfilando, tínhamos que ficar dançando em barras de ferro. Não tínhamos escolha, se nos negássemos a fazer, recebíamos castigo. Era um lugar sujo, onde eu olho vejo lixo no chão, em nossos quartos as paredes estavam descascadas, os colchões eram rasgados, no banheiro haviam somente o chuveiro e a privada, não tínhamos como lavarmos as mãos e não podíamos deixar nossas escovas ali, pois haviam muitas baratas. A cozinha? Era uma imundice e eu já estava começando a me acostumar a conviver com os ratos. As únicas áreas perfeitamente limpas era onde os clientes podiam circular: os quartos de programa eram perfeitamente limpos e o banheiro brilhava, empregadas eram contratadas para limpar especificamente esses lugares. O restante éramos nós que tínhamos que limpar, mas era praticamente impossível pois tínhamos que trabalhar praticamente o dia todo para eles. Estou aqui há uma semana e quando não estou trabalhando, estou deitada no meu quarto chorando de saudades da minha família e lamentando por eu ter acreditado nessa história de ser modelo famosa na Europa. Faz quase 1 semana que estou aqui Eu estava encostada no bar, usava uma saia curta rosa, top Branco, nos pés Scarpin, era uma regra sempre usar Scarpin. Carlos - Boa noite senhorita, sou o Carlos, poderia me acompanhar Essa voz me despertou a atenção, me tirando dos meus pensamentos e me fazendo encolher no banco. Era mais um cliente, um maldito cliente. Eu nada respondi, olhei pelo salão e percebi que estava sob os olhares de Roux, gerente desse lugar e posso dizer p*u mandado do dono, outro homem asqueroso mas que não me recordo o nome Eu sabia que não podia negar o pedido, os castigos costumam ser bem severos, ainda mais agora que o chefe estava ao seu lado, então eu não tinha muita escolha Anahi - Sim - respondi O homem esticou os braços para mim para que eu envolvesse os meus, novamente eu não poderia recusar. Subimos para um dos quartos de programa e a cada degrau que eu subia, sentia uma lágrima rolar pelo meu rosto, eu não quero mais fazer isso, aliás eu nunca quis fazer isso. Entramos no quarto e ele foi logo tirando a roupa e se sentando na cama Carlos - Venha gostosa! - batendo na cama Respirei fundo, tentei enxugar um pouco o meu rosto, tirei a Minh roupa e me sentei ao seu lado. Ele começou a passar as mãos por minha perna, subindo até a minha i********e, eu simplesmente fechei meus olhos torcendo para que essa hora passasse logo, sim o maldito havia contratado os meus trabalhos por 1 maldita hora. 1 hora de angústia e de sofrimento, melhor dizendo, 24h. Carlos - Vem, quero você cavalgando em mim Abri meus olhos e vi ele se masturbando e olhando para mim. Eu nada respondi, permaneci ali no meu lugar, quieta e abraçada a mim mesma Carlos - Eu estou falando com você! - rude Anahi - Eu não vou fazer nada com você! - Chorosa Carlos - VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE ESCOLHER NADA, EU PAGUEI PARA FUDER VOCÊ! - Gritando Ele se levantou bruscamente, veio até mim e me agarrou pelo braço e novamente sentia lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Ele me jogou na cama e subiu em cima de mim me penetrando com violência. Anahi - Sai de cima de mim por favor - supliquei chorando Eu suplicava enquanto ele me penetrava com força, dando tapas na minha perna. Carlos - VOCÊ SERÁ FODIDA DO JEITO QUE MERECE! - Gritando Me pegou pelos cabelos e não sei se foi um ato por querer ou não, fez a minha cabeça bater no armário que havia atrás da cama, eu fiquei desnorteada, eu não podia lutar, na verdade eu quero morrer. Carlos - AI SUA DESGRAÇADA, VOCÊ ME MORDEU! Sim, eu havia por impulso mordido ele, ele ia me dar um soco quando ouvimos alguém o ranger da porta, o cliente esqueceu de trancá- la. Era Roux Roux - Está acontecendo algo aqui? - sério Carlos - Eu paguei por essa vagabunda e ela se recusa a fazer o trabalho direito. Quero que tome as providências Roux - Anahi, vem comigo Roux me puxou pelo braço, me arrastou ainda nua para um outro quarto e me empurrou, minhas costas bateram com força na parede e eu soltei um grito abafado, não podia gritar se não o castigo seria ainda pior Roux - Acha que pode desobedecer assim? Acha que pode t*****r quando quer? Você está aqui a trabalho sua p**a! Colocou a palma de sua mão sobre o meu pulso e começou a pressionar, vi meu pulso sumir dentre aquela mão enorme, eu queria gritar, a dor estava terrível. Quando soltou o meu pulso, desferiu um tapa em meu rosto Roux - Não ouse desobedecer mais se não o castigo será ainda pior - assenti assustada Ouvi ele dando ordens para Norbert, um dos funcionários para que falasse para o cliente arranjar uma outra garota lá embaixo. Roux olhou para mim novamente, notei que reparava em meu corpo, passando a língua nos lábios Roux - Vem! E novamente ele pegou em meus braços e saiu me puxando pelo corredor a fora, quando finalmente paramos em frente a uma porta. Roux continuava a me comer pelos olhos enquanto aguardava o encarregado destrancar a porta. Roux abriu a porta com os pés. Olhei para o chão e notei que ali havia um colchão fino rasgado e, ao lado dele, um copo. Ele me jogou em cima do colchão e eu novamente bati as costas, o punho que estava dolorido e o braço que estava roxo Anahi - Vocês ainda vão me matar Eu limpava o meu rosto que novamente estava banhado em lágrimas de tristeza e de dor Roux - É aqui que você vai ficar de castigo por 2 dias, sem comida, somente tomando água. Depois que sair, trabalhará o dobro para pagar, mas eu tenho uma proposta para lhe fazer Ele olhava para o meu corpo, passando as mãos por sua barba enquanto me comia com os olhos Anahi - E qual seria a proposta? Roux - Você quer largar esse trabalho, não quer? - eu assenti - pois bem, você pode passar a trabalhar somente a mim, sendo a minha p**a de luxo, o que acha? Anahi - Acho que você está louco, não quero você e nem homem nenhum Roux - Você tem dois dias para pensar, e quem sabe não resolva em minutos Ele começou a tirar suas roupas e veio para cima de mim, me penetrando com violência. A cada estocada era mais uma lágrima rolando pelo meu rosto, além de todas as que já narrei aqui. Meu Deus que dor, que agonia e que pesadelo! Eu fechei os olhos me xingando mentalmente de todos os nomes por ter aceitado ir para a Europa Ele terminou de me fuder, se vestiu e saiu, dando ordem para o encarregado vir trancar a porta. Eu imediatamente me cobro com um lençol velho que havia ali, meu intuito era deitar, dormir e não acordar mais. Anahi - Eu sinto nojo disso tudo, sinto nojo de mim, que merda! - soluçando Me assustei quando ouvi uma voz masculina dizer " moça, não se sinta assim, logo você sairá daqui", era uma voz masculina Anahi - O que você quer? Eu não... - me interrompeu XX - Calma moça, eu sou o encarregado que abriu a porta, mas não se preocupe pois não sou igual eles, eles também me ofereceram o emprego dos sonhos e me fazem de escravos. Não s****l, mas trabalho praticamente 24h por dia. Anahi - E como eu vou acreditar em você? XX - A começar pelo simples fato de que eu estou aqui contando isso para você, e não te dando ordens para t*****r com alguém ou te castigando - dando de ombros Anahi - hum... - pensativa XX - Estou aqui há 2 anos, praticamente não durmo e como somente 1 refeição por dia, mas um dia eu vou conseguir tirar todo mundo daqui O moço estava na porta e ouviu passos próximos XX - Vou precisar sair antes que me peguem aqui, se der eu volto Anahi - Ok, mas antes... Qual é o seu nome? - receosa XX - Alfonso, mas pode me chamar de Poncho! Vi que ele sorriu de canto e saiu rapidamente dali.
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