CAPÍTULO 18

1752 Words
Dulce Maria Assim que acordei senti o peso do corpo de Christopher praticamente todo sobre mim, eu estava presa embaixo dos seus braços e suas pernas. O remorso sobre a madrugada caia sobre mim, eu me sentia um lixo mas ao mesmo tempo não queria sair dali, não queria sair daquele abraço mas quando ouvi o barulho de notificação do meu celular e ao olhar vi que eram 08:30 e tinha mensagem de Juliana dizendo que Maria Paula chamava por mim eu pulei de cama, vesti minhas roupas em questão de segundos, sem querer acordando Christopher também Ucker – Acho que está dando para ouvir daqui o choro dela Dulce – Ela deve estar morrendo de fome – Colocando os sapatos Ucker – Fala pra ela que eu mamei todo o mamá dela essa noite Dulce – Você não cansa de falar besteira não? – Franzindo a sobrancelha Ucker – Seja menos amarga e entenda o que é uma brincadeira – rindo – Depois eu vou lá, quero conhece- la, já que agora pelo que vejo eu serei uma espécie de padrasto para ela, não? Dulce – Não, Christopher, não vai acontecer mais Ucker – Você falou isso também da outra vez e transamos feito loucos hoje novamente, então nunca diga não Ele se ajeitou na cama, eu nada respondi e segui para o meu quarto, no corredor podia- se ouvir mesmo o choro desesperado da minha pequena. Assim que abri a porta ela veio engatinhando até mim, eu a peguei no colo e ela se aninhou nos meus braços Dulce- mamãe chegou meu amor Olhei para Juliana e vi que ela estava sentada na cama, vendo tv Dulce – Bom dia, Juliana Juliana – Bom dia, Dulce, onde estava? A bebê chamou muito por você Dulce – Estava resolvendo coisas do trabalho mas fique tranquila que isso não vai acontecer mais Minha filha agora pedia pelo tetê dela, então eu me sentei na minha cama, ajeitei ela no meu colo, levantei minha blusa e a coloquei para mamar. A pequena estava com tanta fome que sugava rapidamente, ficando algumas vezes sem ar Dulce – Calma meu amor, você vai passar m*l Olhava para mim com os olhinhos ainda cheios de lágrima e eu sentia suas mãozinhas passar pelo meu rosto. Peguei sua mãozinha e comecei encher de beijos Dulce – A mamãe tem falhado bastante com você, não é meu bebê? Mas eu prometo que logo tudo isso vai passar, tá bom? Ficamos ali durante algum tempo somente eu e ela no nosso mundinho, conversando, rindo, hora ou outra ela largava o peito para tentar falar algo. Eu sou perdidamente apaixonada por ela. Quando terminou de mamar pediu para ir ao chão, indo até onde estavam seus brinquedos Maria Paula – Mamã..Bincá Ela fazia sinal com a mãozinha, para eu ir com ela brincar Dulce – Mamãe vai brincar, mas só um pouquinho tá bom? Daqui a pouco mamãe vai trabalhar Fui até onde ela estava, me sentei já pegando um bichinho de pelúcia que era um elefante Dulce – Oi, eu sou o elefante, como você se chama? – Fazendo voz engraçada Maria Paula – Maia Dulce – E quantos aninhos você tem ? Ela falava e se esguelava de rir com a minha voz estranha e quando eu esfregava o ursinho nela, fazendo cócegas. Olhei para a televisão e vi que passava o jornal da manhã, tudo estava indo bem até começarem a falar sobre a nossa invasão ao galpão, eu me levantei e me aproximei para ver " Policiais da cidade e membros do FBI, juntos, localizaram e invadiram um galpão onde crianças eram escravizadas. Juan Álvarez, acusado de ser o dono do galpão, está morto " Dulce – EU MATEI VOCÊ COM GOSTO SEU DESGRAÇADO! – Gritei Ouvi alguém batendo na porta e prontamente atendi, era Christopher Ucker – Já está pronta para irmos? Dulce – Não me arrumei ainda – Aponto para a tv – Está passando no jornal a nossa invasão de ontem Ucker – Sério? - Perplexo Ele se aproximou e sentou na cama, assistiu a matéria do jornal até o fim, eu já me arrumava, estava pensativa e lembrando de Juan e mais algumas coisas quando me deparei com a seguinte pergunta Ucker – Da onde você conhece esse cara que matamos? Dulce – Por enquanto não posso dizer muita coisa, já disse pra você que na hora certa eu contarei...- Respiro fundo com as mãos na cintura – Mas esse filha da p**a – falando baixo – faz parte da quadrilha, eu tenho quase certeza. Eu comecei a andar desesperada e nervosa de um lado para o outro, passando as mãos em meus cabelos e Christopher me olhava Dulce – Eu não devia ter matado ele, devia ter apertado o pescoço dele até fazer ele falar, merda! Ucker - Calma Dulce, ele já está morto e nada vai mudar Dulce- ISSO NÃO PODE ESTAR ACONTECENDO DE NOVO, EU VOU FAZER PICADINHO DE CADA UM DELES – Gritando Foi aí que eu perdi todo o resto de sanidade mental que me restara naquele momento e comecei a jogar no chão tudo o que via pela frente, a começar pelas coisas que estavam em cima da penteadeira e depois em cima da cama. De fundo eu já podia ouvir o choro da minha filha mas eu estava tão alucinada que não dei atenção Dulce – ELES VÃO COMER O PÃO QUE O d***o AMASSOU – Continuando a gritar Ucker – Por favor leva a menina lá para o meu quarto até eu acalmar a Dulce, ela está totalmente fora de si e a menina está ficando assustada Comecei a chutar tudo o que havia no chão, inclusive portas e paredes também, estava fora de mim e lágrimas de ódio e tristeza corriam pelo meu rosto quando senti Christopher me agarrar por trás e fazer eu me sentar na cama Ucker – Se acalma Dulce, por favor Dulce – Tá tudo uma bosta Christopher, minha vida é uma bosta Ucker – Porque diz isso? Dulce você é um mulherão da p***a, e não digo só de corpo porque te acho uma gostosa, mas porque é uma mulher inteligente, autêntica, caramba Dulce se enxerga. E olha só, é uma das melhores investigadoras do FBI, não tem medo de ninguém e agora está enfrentando o mundo para salvar sua amiga e aquelas meninas Dulce – É porque você não passou por tudo o que eu passei, Christopher Ucker – E o que você passou? Me conta, sei que não nos damos muito bem mas as vezes é preciso desabafar Dulce – Não sei se devo – Engulo seco, passando as mãos pelo rosto Ucker – Talvez você se sinta melhor Dulce – Está bem, vou te contar tudo, o Juan era amigo d.... Eu tinha decidido contar tudo a ele, mas ouvi o ranger da porta de abrir e de pronto percebi que estaria fazendo uma loucura e minha própria filha me salvou disso. Juliana entrava com ela chorosa e levantando os bracinhos para mim Juliana - Ela não quis ficar lá Novamente ela estava assustada, minha filha estava se assustando quase sempre ultimamente mas isso não é para menos, nossas vidas tiveram uma mudança radical, é tudo muito novo para ela, quase foi sequestrada e acabou de me ver em um surto fora do normal. Fui até Juliana e peguei minha filha no colo Maria Paula – Qué bobô mamã Além de tudo sente falta do " bobô " dela, Sr Lewis e Sra Emiliana realmente fazem muita falta, talvez ele tivesse as palavras certas para me dizer nesse momento Dulce – Quando chegarmos em casa vamos ligar para o vovô, tá bom? Para de chorar, mamãe já não está mais um monstro – beijando ela Maria Paula – bom – Concordando com a cabeça Me sentei com ela no chão, Christopher olhava para a gente e mexia no celular, até que eu tive uma idéia Dulce – O que acha de tirarmos uma foto bem linda e mostrar para o vovô ver? Maria Paula – Bobô – Batendo palminhas Dulce – Então vamos tirar, quero que você faça um sorrisão bem lindo Eu me levantei, fui até minha bolsa e peguei meu celular, na hora que eu me virei vi Maria Paula equilibrando nas pernas de Christopher e ele a pegando no colo, ela sorria pra ele e ele brincava com ela fazendo cócegas em sua barriga Dulce- Filha, vem tirar a foto – Me sento no chão novamente Maria Paula – Non mamã..Titi – Fazendo não com a cabeça Ucker – Acho que ela não quer ir não – rindo Dulce – Não se acostume com isso, Christopher Ucker – Está com ciúmes da sua filha, Dulce? Pelo amor de Deus ela só quis vim no meu colo, eu sou um estranho pra ela – rindo ainda Eu nada respondi, só observei Dulce – Tá bom, vamos tirar a foto no colo dele então Me levantei novamente, Christopher arrumou ela em seu colo, ela sorriu e eu bati a foto, enviando para o Sr Lewis logo em seguida. Dulce – Bom, agora temos que ir que já estamos atrasados – Olhando a hora e guardando celular Ameacei tirar ela do colo de Christopher e o berreiro se instalou novamente, Maria Paula pelo visto hoje acordou com a corda toda e estava afim de acordar o hotel inteiro também Dulce – A mamãe precisa ir trabalhar meu amor, fica com a tia Ju Maria Paula – Non mamã, non – Chorosa Juliana – Ela está bem agitada hoje Dulce – Sim Ucker – Não poderíamos fazer isso, mas vamos levar ela então, assim ela fica mais calma e você não se sente culpada em ficar longe dela Dulce – Bom – pensativa – Acredito que hoje não seja agitado como ontem, então vamos levar ela – Olho para Ju – Ela vai comigo, você pode tirar uma folga e ir passear se quiser Juliana – Irei sim, obrigada Juliana pegou uma bolsa e saiu, sem nem se despedir da gente e muito menos de Maria Paula, estranhei mas deixei para lá. Peguei minha bolsa e sai, seguida de Christopher Dulce – Vamos no meu carro hoje, preciso encontrar ele pois a cadeirinha dela está lá Ucker – Está bem, vamos logo pois já estamos atrasados. Demoramos um pouco mas sim, achamos meu carro, eu havia estacionado ele bem longe da onde eu achava que estava.
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