CAPÍTULO 24

2155 Words
Dulce Maria A delegacia estava movimentada, as meninas estavam sendo mantidas nas celas enquanto seus familiares estavam sendo levados para alojamentos onde teriam toda a segurança, porém antes de irem para o alojamento, permitimos que viessem aqui vê- las. Resolvemos manter elas aqui não com o intuito de acusa- las de algo, pois sabemos o quanto são vítimas mas sim para conversamos com elas, já que estavam relutantes em nos dizer algo. Não sabíamos por quanto tempo manteríamos elas aqui, mas vamos tentar de todas as formas fazer com que falem, são peças chaves para descobrirmos tudo sobre essa quadrilha. Eu estava na sala de escritório, tinha acabado de desligar o telefone, eram os policiais responsáveis por trazer a vó de Maria Eduarda, eles disseram que durante o percurso ela ficou tão feliz queria rever a neta e isso acabou causando um infarto e agora estava em estado grave no hospital, e eu seria a responsável por contar isso a Maria Eduarda. Dulce – Como vou contar isso a ela? Sussurrei isso a mim mesma, quando ouvi alguém falar " – Falando sozinha, Dulce Maria ? " e eu acabei me assustando e derrubando todo o café que estava em minha mão Dulce – p***a, Christopher, olha o que você fez! Ucker – Não tenho culpa se você está com a cabeça na lua – Rindo – O que aconteceu? Porque estava falando sozinha? Dulce – Os policiais responsáveis por buscar a avó de Maria Eduarda acabaram de ligar – Suspiro mirando ele – Durante a vinda para a delegacia, ela teve um infarto e agora está em estado grave no hospital Ucker – Caramba, que merda! Christopher agora passava as mãos pelo cabelo pensativo e se eu conheço ele bem, estava preocupado também Dulce – Pois é e eu estou responsável por contar isso a ela, não sei como falar isso – Negando com a cabeça Ucker – Se quiser eu vou com você e te ajudo Dulce – Ok, mas eu precisava ir agora, porém minha camisa está toda suja de café por sua culpa Ucker – Minha culpa? Eu só perguntei se você estava falando sozinha, você que estava no mundo da lua e se assustou - rindo Dulce – f**a- se o que aconteceu, eu preciso falar com ela mas não tenho outra camisa para trocar e não posso aparecer assim Ucker – Eu sei como resolver isso, vem cá Ele me pegou pelo braço e saiu me puxando em direção ao banheiro, trancando a porta pelo lado de dentro Ucker – Tira a camisa, vou lavar ela pra você Dulce – Mas como? Ucker – Ué, na pia – Apontando para a pia Dulce – Mas não vou tirar a camisa para você ficar me olhando Ucker – Dulce, eu já cansei de te ver pelada e você de 4 para mim, agora está com vergonha que eu te veja de sutiã? Está louca? Dulce – Está bem Ele me olhava enquanto eu tirava meu casaco e desabotoava a camisa, não vou mentir dizendo que não estava gostando dele me olhando, por mais que fosse errado e por isso eu demorei para terminar de tirar a camiseta, estava sim provocando. Assim que terminei, ele continuou olhando. Dulce – Para de olhar para o meu corpo e faz o que você quer fazer Ucker – Nesse momento eu quero te agarrar e te fuder até você gritar pelo meu nome Dulce – Estou falando da camisa Joguei a camisa para ele, que pegou ela no ar. Percebi ele respirar fundo enquanto se virava em direção a pia do banheiro. Ele estava lavando com sabonete somente onde estava sujo e vi que esfregava da maneira correta, mesmo não tendo ali todos os produtos para lavar roupas. Dulce – Não sabia que você sabia lavar roupas Ucker – Não é porque eu tenho empregada em casa que não sei fazer as coisas. Nesse momento me lembrei de Beatriz, sua empregada que também era sua amante. Como Marian não percebia tudo isso? Dulce – Pode ir um pouco mais rápido? Preciso ir logo falar com ela Ucker – Já estou terminando Christopher agora havia parado de estregar e torcia a camisa para tirar a água. Fiz menção para que ele me entregasse a camisa para eu vestir mas ao invés de entregar, ele pendurou ela em um cabide que havia ali Dulce – Christopher, eu preciso da camisa Ucker – Deixa ela lá pendurada e secando um pouco, enquanto isso – me olhando – vamos aproveitar um pouco Me pegou pela cintura e me empurrou contra a parede, já iniciando um beijo quente. Nossas línguas se entrelaçavam enquanto eu sentia suas mãos correrem pelo meu corpo e apertar a minha b***a. Ele desceu os beijos agora para o meu pescoço e uma das mãos baixava o meu sutiã, começando a massagear meus s***s, apertando o biquinho. Eu já estava louca, queria ele dentro de mim, meu corpo precisava do seu mas eu sabia que isso não era o certo, não pode acontecer. Me senti como se tivesse um anjinho e um diabinho em cima dos meus ombros dizendo " não faz isso " e " vai boba, aproveita ". Decidi ouvir o anjinho Dulce – Christopher, isso não pode acontecer, não pode Eu dizia gemendo baixo Ucker – Deixa acontecer, eu quero você, quero o seu corpo Em momento nenhum o vi parar de me beijar para responder, ele respondia enquanto me beijava e com uma voz tão excitante que eu acabei desistindo de acabar com aquele momento. Mesmo por cima das nossas roupas, eu já podia sentir seu p*u grande e duro. Desci minhas mãos pelo seu corpo, abrindo sua calça e colocando por dentro da cueca, fazendo ele soltar com gemido rouco. Christopher agora brincava com os meus s***s enquanto eu tocava seu p*u. Porém algo aconteceu, deixando Christopher puto e me trazendo de volta a realidade e evitando que eu fizesse um grande besteira novamente, Maite entrara na sala chamando por mim. Maite – Dulce, você está por aqui? Está no banheiro ? Olhei para Christopher e fiz menção para que ele evitasse até mesmo respirar nesse momento, não podem saber jamais que estávamos quase transando, principalmente no banheiro da delegacia Dulce – SIM, JÁ ESTOU SAINDO – Gritei Maite – Ok, MARIA EDUARDA ESTÁ CHAMANDO POR VOCÊ – Gritando também Dulce – AVISE ELA QUE JÁ ESTOU INDO, POR FAVOR – Gritei Maite – ESTÁ BEM, VOU AVISÁ -LA – Gritando novamente Ouvi o ranger da porta e ela se fechar, olhei para Christopher que agora parecia estar mais aliviado Ucker – p***a, acabaram com a nossa f**a! Dulce – Isso é errado Christopher, não pode acontecer, já falei mil vezes Ucker – E em todas as mil vezes você acaba se rendendo Neguei com a cabeça e não respondi, peguei a camisa que estava pendurada e a vesti. Estava molhada mas não estava mais suja. Eu estava saindo do banheiro quando Uckermann me puxou de volta Ucker – Nós ainda vamos terminar essa transa Me deu um selinho demorado e depois em soltou. Eu estava saindo novamente quando novamente ele falou comigo Ucker – Não esquece do seu casaco – Jogando o casaco para mim – Coloca ele por cima da blusa e fecha, para evitar que vejam ela molhada e também evitar que você pegue mais friagem e fique doente. É isso mesmo? Christopher estava preocupado comigo? Ele nunca havia se preocupado comigo, nunca se quer havia demonstrado preocupação nem mesmo quando eu estava com cólica e ele insistia que transássemos. Dulce – Obrigada – Vesti o casaco e sorri de canto – Vai me acompanhar? Ucker – Acho que agora quem não vai poder ir sou eu, olha o que você fez comigo Ele apontou para o p*u que estava de fato marcando a calça, então não havia chances dele sair dali daquela forma sem ser notado. Sem mais demoras eu sai do banheiro e também da sala de escritório, indo em direção a outra sala onde Maria Eduarda me aguardava Maria Eduarda – Até que enfim você apareceu Dizia ela enquanto eu fechava a porta Dulce – Desculpe, tive alguns contra tempos, mas estou aqui e precisamos conversar Maria Eduarda – Eu sei que vocês querem que eu conte tudo, mas só contarei quando minha vó chegar, cadê ela? Vocês prometeram e disseram que estavam trazendo ela para cá! Todas as meninas já viram seus parentes mais próximos e minha vó ainda não chegou Dulce – Maria Eduarda, eu preciso te contar algo, mas você vai precisar ser forte! – Passando a língua pelos lábios Maria Eduarda – O que? Por favor me fala – Alterando a voz Dulce – Quando a polícia estava trazendo a sua vó, durante o caminho ela teve um infarto e foi levada para o hospital e... – Me interrompendo Maria Eduarda – Não vai me dizer que minha avó faleceu Ela começou a chorar desesperadamente ali na minha frente e eu pude sentir minha garganta fechar também Dulce – Não, ela não faleceu mas está em estado grave no hospital Maria Eduarda – Meu Deus – Colocando as mãos no rosto – Minha avó não pode falecer Agora mirava o chão, passando as mãos pelo cabelo enquanto o seu rosto era lavado por lágrimas, até que segundos depois direcionou novamente o seu olhar para mim e se levantou Maria Eduarda – ISSO É TUDO CULPA DE VOCÊS! SE NÃO TIVESSEM NOS ACHADO NADA DISSO TERIA ACONTECIDO, MINHA VÓ ESTARIA EM CASA E COM SAÚDE! – Gritando nervosa Dulce – Maria Eduarda, sua vó teve um infarto depois de saber que você está livre da quadrilha, ela passou m*l de tanta felicidade Maria Eduarda – MAS AGORA ELA ESTÁ EM UMA CAMA DE HOSPITAL CORRENDO RISCO DE MORRER, EU NÃO POSSO PERDER ELA PELO AMOR DE DEUS! EU SÓ TENHO ELA E ELA SÓ TEM A MIM Ela continuava gritando desesperadamente, andando pela sala até que se ajoelhou no chão. Me levantei no mesmo minuto e fui até ela e me abaixei, olhando para ela Maria Eduarda – Pelo menos ela está segura? Dulce – Quanto a isso você pode ficar tranquila, temos uma equipe lá fazendo a segurança dela Maria Eduarda – E – E – Eu posso ir vê- la? Por favor Dulce – Está bem, vamos armar uma equipe de segurança e vamos até o hospital ver sua avó Maria Eduarda – Está bem Dulce Maria – Eu já volto, por favor me aguarde aqui Me levantei rapidamente, saindo da sala e indo de encontro a Maite e Christian, pedindo para que fosse armada a nossa equipe de segurança, quero levar ela o mais rápido possível para ver a avó. Christian – Pode deixar, vou organizar tudo rapidamente e assim que estiver pronto, vamos lá na sala te avisar Dulce – Muito obrigada Voltei para a sala e logo depois que fechei a porta, eu pude sentir o calor do abraço de Maria Eduarda, um abraço de desespero e de pedido de ajuda. Maria Eduarda – Assim que minha vó estiver melhor e estiver sã e salva, eu contarei tudo a vocês, quero que vocês acabem com essa quadrilha e salvem as meninas, Anahi, Manoela, Andréia e mais milhares de meninas estão sofrendo muito nas mãos deles, Dulce – Você disse Anahi? Você conhece a Anahi? Maria Eduarda – Sim, nos conhecemos lá e ficamos muito amigas Dulce – Somos amigas há muitos anos e eu estou louca para matar quem levou ela e todas vocês Maria Eduarda – Meu Deus! – Mãos na boca – Espera ai, você então é a Dulce Maria, mãe da afilhada dela? Dulce – Sim, eu mesma Maria Eduarda – Salva elas, só peço isso! Mas peço que tome cuidado. Eles tem uma foto de sua filha lá Ficamos conversando, eu estava perplexa com com tudo o que Maria Eduarda havia acabado de me contar, desde a ameaça que fizeram a Anahi de matar Marichello, Ana Paula e até mesmo minha filha, até as vezes em que Anahí havia apanhado, ora por tentar fugir e ora por não querer t*****r com algum cliente. O que ela me contou era mil vezes pior do que eu imaginava e isso doía tanto em mim. Até quando isso? Porém sobre a quadrilha em si ela não contou nada ainda, não disse nomes e muito menos onde a quadrilha ficava. Mas suponho que com o tempo vou conseguir que ela fale, precisamos disso, Maria Eduarda é a peça chave Agora estávamos um pouco quietas, eu estava pensativa até que Christian entrou para avisar que a equipe já estava pronta para irmos até o hospital Dulce – Obrigada Christian – Olho para Maria Eduarda – Vamos? Maria Eduarda – Vamos sim! Sem mais delongas, saímos rumo ao hospital e por questões de segurança fomos com a viatura.
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