O sábado finalmente chegou. Aurora havia marcado com Isaque de encontra-lo às duas da tarde na esquina da rua dele, em outro bairro suburbano ao lado do que ela morava antes de assinar o contrato com Gabriel. Enquanto ia para lá de ônibus, para evitar que o motorista de Gabriel acabasse falando para o chefe onde ela passara a tarde, Aurora pensava e repensava nas palavras de Hugo sobre o contrato. Um plano se formava em sua cabeça. Segundo o advogado, o contrato a impedia de falar ou de transmitir as informações diretamente, mas não dizia nada sobre usar meios indiretos para isso. Tudo o que Aurora precisava era encontrar meios de registrar as conversas com o bando de abutres e depois envia-las anonimamente para Gabriel ou para quem quer que ela desejasse compartilhar as informações. No fi

