Por puro reflexo, Aurora desviou o olhar de Priscilla ainda grudada ao pescoço de Gabriel e tentando a todo custo enfiar a língua pela goela dele, para a decoração no resto da sala. Nunca observou tão minuciosamente as luminárias de um ambiente como observou as daquele salão. Ela tentou piscar de forma normal enquanto encarava o lustre de cristal pendendo no meio do espaço, tentava ignorar a sensação oca e o monstrinho do ciúme mais uma vez rugindo em seu estômago. Mas era muito difícil ignorar. – Mas o que você está fazendo, Pri? – Gabriel perguntou em tom descontraído, afastando a loira delicadamente do corpo. Ele sorria para ela de forma condescendente. – Você está tão gato que foi difícil de controlar – ela retrucou sorrindo. Aparentemente o comportamento nada discreto de Priscilla

