Eles se despediram pouco depois. Abraços rápidos, promessas de repetir o jantar. Noah dirigia, a cidade passando em luzes borradas pelo para-brisa. Fernanda falava, animada, sem perceber o silêncio dele. — Você viu como esse livro tá em todo lugar? — comentou. — Dizem que é daqueles que grudam. Acho que vou comprar pra ler. Noah assentiu, automático. — Uhum. Ela continuou: — A dedicatória é estranha, né? Meio ácida, meio… íntima. Deve ser alguém importante pra ela. Ele apertou o volante um pouco mais forte. A mente, porém, não estava ali. Estava em corredores de escola, em carteiras riscadas, em risadas altas demais. Estava na boca de Sarah, no jeito como ela sempre inclinava o rosto quando ele se aproximava. No gosto doce e gelado que ela comentava entre um beijo e outro. “Você

