A noite tudo estava calma no apto. Noah estava dormindo no quarto de hóspedes, onde colocaram um berço a mando de Christian. O quarto não tinha nada de criança, mas na segunda feira isso seria providenciado. Christian queria um quarto bem moderno para Noah. Ele não iria deixar nada a desejar. Já havia pedido a Andréa, sua secretária, para que contratasse pessoas para deixar o quarto de Noah bem à carinha de criança. Quer tudo do bom e do melhor para o menino.
Ana estava sentada no sofá assistindo TV, enquanto Christian estava trancado no escritório. Ele estava ordenando várias coisas para Andréa e Ross pelo telefone. Trabalhara por algumas horas, até mesmo para passar o domingo com sua família, não queria se preocupar com nada. Somente o que estava em sua mente era a conversa que teria que ter com sua família sobre Noah. Ele acha que a conversa não será difícil, mas teme que seja julgado por eles, afinal de contas, eles sabiam que Noah era filho dele, e até insistiam em um DNA, mas por achar que Ana era a mãe de Noah, nunca deu ouvido. Ele já tinha falado para Ana sobre o almoço na casa dos, e Ana também estava apreensiva com essa conversa, estava com medo de ser hostilizada, deles a acusarem de esconder a verdade. Ela está muito nervosa com essa conversa.
Christian saiu do escritório e seguiu para a sala. Viu Ana sentada no sofá e foi até ela.
-Oi, tudo bem? Christian fala
-Oi, tudo e você? Ana responde sem ânimo
-Bem, estou faminto, podemos pedir comida.
-Para mim tudo bem, eu não estou afim de fazer nada.
-O que foi? Christian pergunta preocupado.
-Eu estou meio nervosa com o almoço de amanhã na casa dos seus pais.
-Não se preocupe, Ana você não fez nada de errado, pelo contrário, você salvou Noah de um orfanato, de ficar jogado na rua, ou até mesmo de ser criado por alguém sem coração. Meus pais vão entender isso, afinal de contas eles salvaram três crianças de um fim horrível. Ele acaba de dizer, e Ana olha franzindo a testa.
-O que você quer dizer com eles salvaram três crianças? Ela perguntou não entendendo.
-Meus pais adotaram eu, Eliot e Mia. Somos três filhos adotivos, filhos que minha mãe fez um enorme favor de tirar das ruas e de um lar r**m. Eles não se importaram de como nós três estávamos, só se importaram de ficar com os três e dedicarem o amor incondicional a cada um de nós. Ele termina de fala, e Ana fica sem reação com suas palavras. Ela não imaginava que isso pudesse acontecer logo com Christian Grey.
Mas era a total verdade, Grace e Carrick não se importaram em adotar três crianças, não se importaram como eles vieram para ela, a única coisa que ela pediu a eles que fossem felizes, e que fossem gente de bem. E cada de seus filhos cumpriram esse desejo. Todos seus filhos são pessoas de bem. Christian por não ser muito de família, sempre andava afastado de tudo e todos, até mesmo porque vivia em seu mundo fechado, onde cabia somente ele e suas submissas. Porém ele queria mudar isso. Depois de conhecer Ana, e principalmente Noah, ele estava mais aberto, estava mais família, queria poder construir sua família, já estava meio caminho andado, já que tinha um filho, agora só faltava a mulher, que com certeza, seria Anastásia. Ele já tinha em seu coração um enorme sentimento por ela, agora saber que ela é a mãe do seu filho, já estava mais que certo afirma essa relação.
-Nossa eu nunca pensei que você ou os seus irmãos fossem adotados. Ana dizia impressionada com que acabara de saber.
-Pois é Srta Steele, você deveria ter feito o dever de casa, achei que você tinha lido sobre mim, antes de vir trabalhar na editora Grey. Ele diz, e Ana arqueia a sobrancelha
-Não, não procurei saber de nada. Só me informei mesmo sobre a editora, mas o dono da mesma não me interessava. Ela diz com malícia.
-Hum, é mesmo? Mas e agora ele ti interessa? Ele perguntou a apertando em seus braços e beijando o pescoço dela.
-Hum, sabe que eu ainda não sei. Eu ainda estou avaliando.
-Avaliando? Posso saber o que? Já ti digo que não importa a sua avaliação, você não se livrar de mim. Ele diz já beijando a boca dela. Eles encerram o beijo sorrindo. Eu vou pedir o nosso jantar, minha fome está aumentando.
Christian pede o jantar, e enquanto ficam esperando, ele e Ana ficam conversando. O jantar chega. Ela coloca a mesa para os dois e ambos começam a comer, sempre sorrindo e trocando olhares. Após o jantar, eles sentam na sofá novamente e pega um filme para verem. Noah acorda para mamar e acaba dormindo novamente. Christian achou que sua noite seria interrompida pelo seu filho, mas o mesmo agradeceu pelo menino ter dormido novamente. Ambos foram para o quarto, e fecharam a porta já que tinha a babá eletrônica. Ana parecia cansada. Ela não estava realmente com ânimo para nada. Ainda se encontrava pensativa no almoço. O que será que iria acontecer? Será que eles realmente iriam entender? Pensara ela. Christian por sua vez, estava mais tranquilo, ele não queria estragar sua noite com Ana pensando no julgamento que seus pais e irmãos poderiam fazer. Ele naquele momento queria somente te-la e amá-la. Terminar o que haviam começado a dois dias e ainda não conseguiram terminar. Seu corpo estava quente, querendo muito ela.
Ana se deitou e ficou absorta em pensamento. Christian saiu do banheiro e já foi logo para o lado dela. A abraçou, beijando o pescoço.
-O que foi? Ele indaga vendo o quanto ela estava distante.
-Eu não consigo parar de pensar no almoço, eu estou nervosa.
-Ana, olha para mim, para de pensar e deixe as coisas acontecerem. Meus pais se não entenderem no começo, eles entenderão em outro momento. Não fique se martirizando assim. O que será, será e nada vai mudar isso. Ele acaba de dizer. E ela olhando para ele dando um sorriso fraco.
-Posso ti perguntar uma coisa? Ela questiona a ele.
-Pode meu amor. O que foi?
-O que você fez a Leila para ela nunca querer você perto de Noah?
Christian suspira pesado. Ele não sabe como responder a Ana sem contar a verdade sobre a vida dele, e neste momento ele não quer contar, pois ainda tem medo que ela não entenda, e se afaste dele, e levando Noah com ela. E isso ela não irá permitir. Mas também como ele vai sair dessa conversa? O que eu poderei dizer a ela, sem deixá-la desconfiada ou até mesmo triste pela minha evasiva.