Vitória sentiu o abalo do objeto maciço arremessado contra o veleiro. Ela desequilibrou-se, mas, pouco antes de cair, Godofredo envolveu os braços em torno de sua cintura e a segurou. Mas as pessoas por perto não tiveram a mesma sorte. Algumas sortudas despencaram do parapeito para o mar e as mais azaradas caíram sobre o chão com violencia, batendo suas cabeças em objetos de madeira e utensílios de ferro. — Você está bem? — Godofredo a ergueu. De pé, Vitória desamarrotou o vestido e assentiu. — Sim. — O que foi isso? — perguntou ela. — Não sei. Mas não deve ter sido coisa boa. Godofredo segurou firmemente em sua mão. Juntos, passaram pelo tapete de corpos humanos sobre o chão que, aos poucos, erguiam-se, até alcançarem a parte da frente do veleiro. Godofredo uniu as sobrancelhas e

