Je muir, je muir d'amourete

3172 Words
No momento em que Meverick retornou ao pórtico do convés, deparou-se com um insólito trovador se pondo a dedilhar uma arpa e entoar os versos amenos da poética canção de Adam de la Halle, “Je muir, Je muir d'amourete”, logo em seguida, entrou, na estrofe do cântico, um alaúde, concernido por um confrade. Ao escutar tão venusta sinfonia, Meverick estacou a poucos metros da proa, comtemplando a vista para o cais, seguida do porto e o vislumbre do vilarejo mais adiante, recordando-se de sua infância. Antes de servir a nobreza, ele residia em um orfanato não muito distante dali, denominado Enfants d'Adélaïde, um casebre de tábuas construído no interior da cidade, cercado por dois prédios, e regido por uma senhora exímia, que o agredia física e mentalmente. Foi naquele pobre sobrado que adquiriu as instruções primárias da leitura e da escrita, perscrutou, ali, as escrituras de Pedro Aberlado e Gilbert de Poitiers. Mas, após incontáveis seções de punições injustas com a “vara do castigo” (nome batizado assim pelos órfãos a um chicote de hastes curtas, instrumento de tortura da madame Adelaide), Meverick decidiu escapar. Nas ruas insalubres de Marselha, passou necessidades. Repetidas vezes, ainda criança, ele sentou-se a beira daquele porto, para admirar o mar revolto, as águas agitadas que batiam nos cascos dos naus, as ondas encrespando-se e quebrando-se na encosta das pedras, as aves migrando para o sul, pelicanos andando em terra firme. Isso tudo o distraía da sua barriga doendo de fome. Eventualmente, neste exato instante, era sobre isso que pensava enquanto a âncora era alçada. Do ângulo em que estava, a vista para fora parecia uma deprimente pintura de Sandro Botticelli, o público assistia do cais, melancólico, a partida do veleiro. Pescadores arremessavam suas tarrafas na água escurecida e as traziam de volta, vazias. Até o céu estava com nuvens denegridas e umbrosas. O dia estava de luto pelas perdas sofridas naquele lugar. Meverick conjecturou sobre quantas mães despediram-se dos filhos ali. Quantas esposas deram adeus a seus maridos? E qual a certeza de que um dia iriam se ver de novo? Nenhuma. Nem ele sabia ao certo quando voltaria à Marselha. Depois do ocorrido da noite passada, onde Lorde Angrehand, embriagado, se expôs publicamente, durante o evento palaciano, deixando perplexos imperadores e imperatrizes, condes e condessas, Lordes e Ladies, barões e baronesas, Meverick não tinha pretensão de retornar tão cedo a cidade francesa. Mas, como pajem, essa decisão cabia apenas a seu senhorio, Angrehand, que, por seguinte, acatava ordens de seu pai, Thereford. Sendo assim, Meverick esperava que ambos optassem por passar um tempo longe dali, ao menos até os rumores sobre o infeliz episódio parassem de transcorrer na corte, coisa que dificilmente iria acontecer. Mas, de qualquer forma, mesmo que quisesse retroceder à França, com Meverick à seu lado, Lorde Angrehand não poderia ficar por muito tempo, afinal, seu tio, Aidan Marlowe, único parente que estanciava em Marselha, deixou bem claro que, em hipótese alguma, o hospedaria novamente, e, se ser expulso da moradia do grão-duque não dissesse muito, a carta que o nobre enviou à Thereford certamente falava. E ela contava muito mais que o pai de Angrehand deveria saber. Seja qual for a reação de Thereford ao ver o filho, Meverick não iria querer estar perto o bastante para testemunhá-la. O fidalgo, com assiduidade, costumava ser bruto com o garoto, o que contribuiu para fazer com que o mesmo se rebelasse contra seus comandos. Por conta dessa rebeldia, o garoto foi enviado à França, para puni-lo por seus atos infanto-juvenis, com a desculpa de que adquiriria maturidade e conhecimento sob a tutela do tio. De qualquer modo, Angrehand possuía um apreço maior por Aidan Marlowe que pelo próprio pai, e o tio viúvo, que perdera a mulher grávida em um trágico acidente de carruagem, o considerava, similarmente, como o filho que nunca pudera ter. No entanto, ao voltar no tempo e analisar de maneira critica a atitude de Thereford, de nada adiantou ter enviado o garoto para a cidade portuária, pois a liberalidade que Aidan concedia a Angrehand, ele usufruía para a prática de fins libertinos, vivendo ali uma vida dissoluta. — Içar velas! — Esgoelou o proeiro, trazendo Meverick de volta de seu devaneio. O conjunto de velas fora erguido, e, sob a pujança ventaneira, que fazia ondas em sua sobreveste, a embarcação se afastou, lentamente, do cais. Enquanto os tripulantes a bordo escutavam o ressoar de je muir, je muir d’amourete. Ele fitou o porto que ia ficando para trás. Percebeu, à vista disso, que havia mentido para Lorde Angrehand, há poucos minutos atrás, no corredor daquele mesmo veleiro. Por mais que houvesse passado aperreios naquele lugar remanso, Meverick iria sentir, sim, saudades da França. — Adeus, Marselha — sussurrou. Assim que chegou ao que era para ser a latrina do veleiro, um passadiço estreito na parte de trás do convés, entre a cabina do comandante e o parapeito, Angrehand viu uma fileira de tripulantes sentados a borda da embarcação, com as nádegas à mostra e as calças baixadas à altura do joelho, defecando em alto-mar. A cada flatulência ressoada, o ar azedava e fazia Angrehand enrugar o nariz por conta do m*l cheiro. Mas, ignorando o odor, ele se deslocou pelo piso de madeira até onde havia marujos despidos, com corpos hirsutos, capturando água em vasilhas de cerâmica e jogando-a acima da cabeça. Passou o olhar pelos presentes, não que estivesse procurando conhecidos ali, mas o único fulano cujo qual Angrehand distinguiu dos demais, fora Eliot, que o recepcionou na entrada, há poucos minutos atrás. Ele estava parado alguns metros a frente, perto o suficiente para avistá-lo. Mas, contudo, o marujo não o viu, estava concentrado tanto na conversa com um mutualista quanto no ato de limpeza do b***o. “Há rumores de que a rainha Elisabella e seus filhos receberão um jantar esta noite, como cortesia do comandante, em forma de pêsames pela morte da princesa Jennifer”, murmurava Eliot, para o sujeito. “Uma fatalidade o que aconteceu. E não faz nem seis meses que a rainha perdeu o marido, o rei Dom Paulo I. Imagino que lidar com outra perda em sua família deve estar sendo devastador”. Angrehand, parado a poucos passos dos dois, achou, por um instante, que o confrade que se comunicava com Eliot era, para seu revés, seu pai, Thereford. À vista disso, considerou a ideia de dar meia volta, desistir do banho semanal, e retroceder a sua repartição, mas, estreitando os olhos, percebeu, aliviado, que cometera um engano. O homem ali era anafado e calvo, características essas que nada tinham a ver com seu progenitor. Mesmo assim, após constatar o equívoco, Angrehand achou que teria dificuldade em progredir com seus raros atos de higienização, pois havia apenas três barris de madeira cheios d'água, sendo utilizados por um conjunto de indivíduos que guarneciam no convés. Reparou, também, que não havia sabão, pois este era caro demais, até mesmo para um feérico navio como aquele. Os tripulantes utilizavam pedaços de limão cortados em uma tábua para remover a catinga. Vendo a situação que teria de se sujeitar para proceder com o banho, Angrehand ergueu o braço e cheirou sua axila, verificando se necessitava realmente de um, constatou que sim, como imaginara — o odor avinagrado recendia de sua cavidade inferior sob a junta do braço com o ombro. Acostumado a pagar poucas moedas de ouro para receber, uma vez por semana, um banho com leite de égua, perfumes, sais, flores, e espumas, ele jamais iria habituar-se ao modo como eram ministrados a higiene em embarcações. Porém não havia outra opção. Então retirou a peça de linho que cobria seu corpo, ficando nu, e colocando-a apoiada em um pendulo ali perto. Apesar de, normalmente, gostar de exibir seu corpo despido, não achava um motivo estimulante para fazer isso, pois, devido aos crescentes casos de assédio, não havia mulheres naquela parte do veleiro, sendo assim, não poderia se divertir ao causar uma vergonha por deixar uma dama nesta situação indecorosa. Ademais, caso sentissem vontade de fazer suas necessidades fisiológicas, elas poderiam dispor de uma latrina particular, localizada no interior de uma repartição, oferecida gratuitamente pelo comandante do navio. O banho, porém, teria de ficar para ser realizado em outra ocasião, na qual não estivessem no veleiro. As mais abastadas realizavam uma higiene mais simplória ao esfregar um pano úmido pelo corpo. Nessas horas ele agradecia por ter nascido homem, pois não recebia restrições ou imposições de limites da mesma forma que mulheres, exemplo disto era que ele poderia expor seu m****o sem pudor, da forma como estava fazendo agora. Angrehand tascou uma vasilha, enfiou-a dentro do barril, depois, esforçando-se, a puxou repleta de água em seu interior. Ele jogou sobre sua cabeça, deixando que o fluido escorresse pelo corpo todo, pegou um pedaço de limão de cima da tábua e passou entre as axilas, adiante, entornou mais duas vezes o recipiente sobre o torso, lavou, ulteriormente, as partes íntimas, finalizando o lavatório. Depois deslocou-se até o pendulo, pegou sua peça de linho e cobriu-se novamente. Retornando a sua repartição, ele desceu, seminu, por uma escadaria de madeira, recebendo olhares de cobiça das aias e prestadoras de serviços que trabalhavam no passadiço. Sua posição perante a tal comportamento era de retribuir, com amabilidade, as demonstrações de interesse das senhoras. O corredio que dava acesso à sua guarita estava, de forma ádvena, iluminado por feixes de luz que atravessavam as frestas da madeira na parede e no teto. Angrehand deslocou-se descalço com o ranger das tábuas rilhando sob seus pés, foi quando parou, a entrada de uma repartição, ao ouvir um gorjeio incomum, provindo do interior do recinto. O que? Mas que diabos está a acontecer? O som era emitido com notas céleres, que transpassavam a f***a da porta entreaberta, com trinados graves, fazendo seu coração ribombar no peito. Bisbilhoteiro, ele se aproximou, e, ignorando os princípios éticos e morais, colocou a cabeça entre o vão do acesso, espionando, com os olhos verdes estreitos, a anômala cena que realizava-se atrás daquelas paredes. Sentado no leito do outro lado do cômodo, estava um rapaz, branco, despido, com os olhos fechados, com os cabelos nivelados grudados na testa por causa do suor causado pelo tempo que passou ali ou o esforço que fazia, os músculos tensionados estavam também. Outro rapaz, ajoelhado em frente a este, baixava e elevava a cabeça, com as mãos do primeiro segurando firmemente em suas madeixas encaracoladas. Pelas joias que usavam, os dois pertenciam a nobreza. — Continua, isso, mais um pouco, coloca tudo, sua boca é tão macia — dizia o ativo. Angrehand arregalou os olhos, reconhecendo, pela voz, seu primo de terceiro grau. — Godofredo? — vindicou ele. Ambos os corteses que cometiam o e******o se espantaram, desvencilhando-se cada qual para um lado da repartição. O passivo escondeu o rosto sob um capuz. Enquanto Godofredo, sem opções, cobriu apenas o m****o com a mão direita. — Angrehand? Eu posso explicar... — a voz dele ficou trêmula. — Não é o que você está pensando. Angrehand olhou, com uma expressão de contempto, de um para o outro. Seu primo, acuado, abriu a boca para se justificar, porém, antes que pudesse dizer qualquer coisa em sua defesa, Angrehand fechou a porta, cortando a voz de Godofredo, e saiu dali. Mesmo que tivesse habituado a libertinagem, Angrehand jamais chegou ao ponto de copular com alguém de seu s**o semelhante. E ver seu primo com tal preferência o deixou boquiaberto, principalmente após Godofredo ter sido condecorado com o título de o jovem mais promissor entre os parentes de consanguinidade, justo pelo fato de ele depreciar atos libidinosos, coisa que poucos de seus entes queridos fazia. Ao abrir a porta de seu dormitório, e adentrá-lo, a escuridão reivindicou a posse do local. Angrehand sentou-se brandamente sobre o leito, absorto. Não conseguia demover de sua mente aquela visão estapafúrdia: Ele realmente viu aquilo? Godofredo se colocou a ter relações sexuais com alguém do mesmo s**o? A menção em si era esdrúxula. E o ato cometido era repulsivo. Mesmo assim Angrehand não conseguia parar de pensar na face de Godofredo enquanto desfrutava do s**o o**l daquele homem, o modo como seu primo abria a boca de leve e gorjeava de olhos fechados, como sua mão agraciava o cabelo do rapaz, parecia sentir regozijo. Angrehand jamais imaginou que um cavalheiro pudesse de alguma forma oferecer o mesmo prazer que uma dama daria, mas, de qualquer forma, ele não gostaria de ficar pensando a respeito. Angrehand sentiu um calor incomum entre as pernas, então, sentado sobre o colchão, olhou para baixo, percebendo, estarrecido, que seu m****o ficara ereto. Merda. Ele tinha que dar um jeito de esconder isso antes que... Alguém bateu na porta, fazendo-o saltar. Reparou, então, que seu coração estava pulsando desenfreadamente. — Já estou indo — notificou Angrehand, procurando algo que pudesse usar por cima do falo para disfarçar sua rigidez. Afinal quem bateria a sua porta aquela hora? Talvez fosse Godofredo querendo se explicar, ou, quem sabe, Meverick, seu cavalheiro de companhia, que ficara incumbido de lhe trazer algo para dissuadir a sensação de náusea, então deveria ter encontrado. Angrehand pegou um cobertor e foi, hesitante, até a porta, abrindo-a, morosamente, para colocar a cabeça para fora, percebendo que a pessoa ali na entrada não era quem ele pensou que fosse. Thereford, seu temido pai, estava de pé a sua frente, usando uma casaca velha, calças marrons, e aderia uma fisionomia de fúria. Ele era um sujeito delgado, tinha uma barba acinzentada, sobrancelhas cinzas unidas e cabelos da mesma cor, alcançado o ponto mais elevado da casa dos cinquenta anos. Angrehand sentiu um frio em seu âmago, sua rigidez amoleceu, então, nervoso, abriu um sorriso forçado ao vê-lo. — Benção, pai. Thereford estendeu a mão e a disparou rumo ao rosto de Angrehand, esbofeteando a face do garoto, cujo qual virou a cara para a lateral. — Onde você estava com a cabeça?! — Thereford empurrou a porta com força, compelindo Angrehand para trás, depois, invadiu a repartição do garoto. — Perdeu o juízo? Não faz ideia da proporção de suas ações?! — Como foi que o senhor soube que eu estava confinado nesse repartimento? — perguntou Angrehand, massageando a bochecha no local onde o t**a o acertou, no qual estava prurindo, dando certeza da vermelhidão da área. — Assim como as roupas de tecido caro que você usa, eu paguei sua estadia neste veleiro. Angrehand podia ver, na testa de seu pai, uma veia saltada de estresse. Os olhos carminavam. — O que significa isso? — Indagou Thereford, atirando para Angrehand um pedaço de pergaminho amassado. Ele pegou o papiro no ar e o leu em voz alta. Caro Thereford Litchfield, Através desta epístola venho eu, Grão-duque Marlowe, lhe informar a respeito dos estudos de vosso filho, o então aprendiz Angrehand Alison Conford Litchfield de La Bahera, no decorrer dos dias retrógrados em que o mesmo estanciou em minha residência... O citado escrito seguia relatando que Thereford esperava, com toda certeza, que Marlowe dissesse que ocorrera tudo conforme o planejado, que seu unigênito efetuou as tarefas delegadas a ele com êxito, que fez companhia ao grão-duque durante as reuniões de negócios, que mostrou profundo interesse em aprender seu ofício, porém, seguia lamentando ao dizer que não foi assim que tudo aconteceu, e que Aidan não iria acoitar de forma alguma a indiferença de Angrehand quanto aos estudos, pois o mesmo passava a maior parte do tempo diurno dormindo, levantando-se, tarde, apenas para alimentar-se, ademais, adquiriu o costume de sair a noite, às escondidas, para envolver-se com a plebe, para embriagar-se em lugares libertinos, dos quais não iria mencionar para preservar a dignidade dele, ou o que restou dela. Para sustentar sua vadiagem, dizia o remetente, ele usou todo o dinheiro que era para ser investido em seu estudo, logo após, como se não fosse r**m o bastante, o tio percebeu, aterrado, que diversas joias despareceram misteriosamente de seus pertences. Em sua última peripécia, Angrehand embriagou-se e se expôs nu para os monarcas da França, o que o levou ao cárcere de Marselha, onde teria sido enforcado, não fosse pago uma subornação, para que fosse liberto, na manhã seguinte. Em vista disso não restou outra alternativa senão Marlowe expulsá-lo de seu lar. E, além de tudo, reprová-lo nos estudos. Ao rodapé da carta, lia-se, ATENCIOSAMENTE, MARLOWE, A. Thereford cerrou as mãos em punho. — Relação de estreiteza com a plebe? Visitas noturnas a locais de banho públicos? Idas a tavernas? Por acaso você deseja me m***r de desgosto e decepção? — Ele caminhava em círculos enquanto falava, dando a parecer que estava em um monólogo e não em um diálogo, um velho hábito hereditário da guilda Litchfield, que aos poucos Angrehand também adquiria. — O senhor vive me chamando de preguiçoso e m*l criado, não imaginei que esperava muita coisa de mim — disse o garoto, abrindo um sorriso malicioso. — Acha isso engraçado? — Thereford fitou o filho com fúria. — Graças a você, a casa Marlowe está m*l vista aos olhos de diversos consortes e, consequentemente, a Litchfield também. — Com todo respeito pai, quem se importa com a opinião de um monte de abanados extravagantes que usam perfume de rosa nas nádegas? — Angrehand sorriu. — Por acaso tem noção do que fez? — Não faço a mínima ideia — ele deu de ombros, sorrindo, despreocupado. — Por conta de seu espetáculo durante o evento passado, os monarcas presentes especularam a respeito do acontecido e decidiram marcar uma reunião com a finalidade de depor sobre a competência de Marlowe nos deveres com o estado e, dependendo de quem for depor, irão destituir seu tio do cargo de grão-duque de Marselha. O sorriso de Angrehand desapareceu. — Não pode estar falando sério. — Acha que eu estou brincando? Sorte sua ser meu filho, caso contrário eu o enforcaria. — E o que faremos a respeito? — perguntou Angrehand, sentindo a culpa apertar o peito. — Nós?! Eu não moverei mais um passo sequer para tomar frente em seus delitos. Desta vez está por conta. — Mas pai... — Sem mas, está passando da hora de você crescer. Você vai ter de achar um jeito de reverter o que fez antes de seu tio sofrer as consequências disso. Angrehand sentou-se com a postura curvada, ponderando, com o queixo apoiado na mão em punho, o que poderia fazer para ajudar o tio. — Aonde eu estava com a cabeça? — refletiu. — Calhorda, você desempossou o uso da razão. — Eu sei. — Vou deixá-lo refletir sozinho — Thereford se deslocou até a porta, mas, antes de sair, virou-se. — A propósito, esqueci de mencionar, hoje a noite haverá um jantar com a presença da família real de Sintra, Portugal, ao cair da noite, então não se atrase. Diversos consortes estarão presentes e se deseja se redimir comece causando uma boa impressão. Thereford saiu. Um minuto depois, outra martelada a porta.
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