O sol ainda não havia nascido quando Helena entrou na sala de reuniões principal da empresa. O ambiente estava vazio, as luzes acesas revelando a frieza das mesas de vidro e cadeiras de couro. Ela se sentou na cabeceira, a postura ereta, o olhar fixo na pasta preta que trazia nas mãos. Dormira pouco, quase nada, mas isso não importava. O que vinha agora exigia mais que descanso: exigia sangue frio. Minutos depois, a porta se abriu. Estevão entrou, impecável como sempre. O terno escuro realçava sua figura firme, os passos medidos denunciavam controle absoluto. Mas havia algo nos olhos dele que Helena reconheceu de imediato: cansaço. Talvez da noite anterior, talvez dela. Ele não disse nada de imediato. Apenas se sentou no lado oposto da mesa, abriu a pasta que trazia e ajustou os papéis c

