Carta Nunca Lida

1041 Words

Helena ainda sentia a vibração silenciosa do cemitério dentro dela quando chegou em casa naquela noite. O túmulo do pai continuava vivo em sua mente como uma cicatriz recente, e a saudade latejava. Ela abriu a porta do apartamento com mãos trêmulas, sem saber se o que carregava era paz ou um novo peso. O silêncio da sala parecia diferente, quase acolhedor. Helena retirou os sapatos, deixou a bolsa sobre o sofá e respirou fundo. A visita ao cemitério havia mexido demais com suas certezas. Mas havia algo mais: uma inquietação crescente que ela não conseguia explicar. Era como se estivesse prestes a encontrar uma peça perdida do quebra-cabeça da própria vida. Movida por um instinto inexplicável, caminhou até a pequena estante onde guardava livros antigos e alguns objetos herdados da família

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