O sol da tarde entrava pelas janelas do escritório, iluminando cada canto da sala, mas para Helena, nada parecia claro. Cada feixe de luz parecia expor sua vulnerabilidade, cada sombra parecia sussurrar sua derrota recente. Ela estava novamente diante da equipe, desta vez para apresentar os resultados iniciais de suas mudanças, mas uma sensação estranha lhe percorria a espinha: não se tratava apenas de reuniões ou gráficos, mas de olhares que pesavam sobre ela como pedras afiadas. Estevão estava lá, como sempre, mas algo havia mudado. Não era apenas sua postura firme, não era apenas o controle da situação. Havia um leve sorriso nos cantos da boca, um sorriso que, embora discreto, parecia zombar dela, lembrando-a constantemente de que ela não era mais a rainha absoluta que sempre acreditou

