Helena Duarte não dormira naquela noite. A madrugada foi atravessada em silêncio, com o olhar perdido no teto, as mãos inquietas e a mente martelando as últimas palavras de Estevão. O corpo sem valor. A sentença ainda ecoava, c***l, lembrando-lhe de que não havia espaço para ilusões. O poder que sempre cultivara com tanto zelo estava ruindo, e cada ruína expunha não apenas a vulnerabilidade, mas também a necessidade de reinvenção. Quando finalmente o sol atravessou as cortinas, Helena já havia tomado uma decisão: precisava testar seus limites. E, acima de tudo, precisava suportar humilhações sem permitir que elas a destruíssem por completo. Era a única forma de se preparar para derrotar Estevão. Chegou à empresa mais cedo que o habitual. O salto ecoava pelo corredor ainda vazio, e cada p

