Uma semana. Uma semana sem dormir direito, sem comer de verdade, sem trabalhar. Qualquer coisa já é motivo para eu perder o controle e gritar com alguém. Secretárias, investigadores, policiais — ninguém escapa do meu mau humor constante. Já revistamos o país inteiro. Aeroportos alertas, fronteiras monitoradas, câmeras analisadas até a exaustão. Nenhum registro. Nenhuma imagem. Nada. É como se Amy tivesse evaporado. Charlie pediu desculpas mais vezes do que deveria e, ainda assim, está comigo todos os dias. A faculdade fez tudo o que pôde. Protocolos, comunicados, contatos. Tudo inútil. Eu não sei mais o que fazer. Me levanto da cama depois de trinta minutos de sono picado e cento e sessenta e oito horas de pesadelos contínuos. Sempre o mesmo: Amy gritando, e eu chegando tarde demais.

