A noite já vai alta quando meu celular vibra sobre a mesa. Encaro a tela por alguns segundos antes de atender. - Daniel, posso atender? quero um pouco de paz...- ele deu outro sorriso que iluminou seu rosto - Claro, fica a vontade - — Oi? — Amy… — a voz de Edgar vem arrastada, pesada. — Eu sinto muito pelo que disse mais cedo. Eu não quis ser rude, nem indelicado com a sua dor. Por favor, me perdoa. Fecho os olhos. — Você está bêbado? — pergunto, incrédula. O silêncio do outro lado responde por ele. — Eu não acredito que você escolheu me ligar nesse estado. Se não teve coragem de falar comigo sóbrio, não deveria ter ligado. — Respiro fundo. — Eu não quero continuar nada, Edgar. Boa madrugada. Desligo antes que ele diga qualquer coisa e coloco o celular no silencioso. Seco a lág

