O amor nasce de pequenas coisas, vive delas e por elas às vezes morre. — Lord Byron Hipólita mordeu o lábio inferior, e com cautela delineava o pincel sob o tecido posto sobre a madeira de álamo. Apesar do frio, o sol brilhava com força na chuvosa e fria Escócia, acordara com um clima agradável, especialmente por saber que neste lugar, raramente as temperaturas esquentavam. Otimista, resolveu não pôr as muitas camadas de roupas e, descalça, juntou seu material e deslocou-se até o jardim para realizar algo que a muito tempo ansiava por fazer: Pintar. Era um hobby que praticava sempre que sentia-se feliz, pintar era como uma poesia silenciosa, que ganhava vida a cada novo traço. Era seu coração quem ditava cada traço na tela. — Então estás aqui! — A voz de seu marido reverberou atrás

