Fecho a porta do apartamento e volto para o meu quarto pensando na f**a deliciosa que tivemos e na atitude estranha de Caroline. Ela sempre foi safada, sempre gosta de dar pra mim, mas dessa vez a atitude dela foi estranha. Mas quer saber? Em alguns dias, vai estar implorando pra sentar no meu p*u novamente. Aproveito que estou só, visto um roupão e vou à cozinha comer um lanche, afinal, trabalhei bastante essa noite e, apesar de satisfeito, estou exausto. Claro que preferia dormir com a gostosa na minha cama, mas já que ela preferiu ir embora, o melhor que tenho a fazer é descansar o meu belo corpo, porque o dia seguinte será f**a. Tenho trabalho até dizer chega. Depois de comer um lanche, vou pro meu quarto e me jogo na cama, pronto pra descansar. Apenas fecho os olhos e fico na esperança de adormecer logo…
Acordo com o dia amanhecendo ainda. Aproveito e coloco uma calça de moletom, uma camiseta e um tênis, e os fones no ouvido, e saio rapidamente para dar uma corrida no Central Park, que fica de frente para o meu apartamento. Assim que saio do prédio, dou uma olhada ao redor e vejo que está tudo tranquilo e sei que não correrei nenhum risco. Me dirijo a passos largos e, assim que entro no parque, inicio um alongamento e logo depois a corrida, que não pode demorar tanto quanto eu gostaria. Afinal, o dever me chama. Assim que começo a minha corrida ao som de Flo Rida, aos poucos fui acelerando o ritmo, fazendo por alguns instantes esquecer dos problemas que tenho que enfrentar na empresa assim que chegar.
Depois de aproximadamente 1 hora de corrida, volto para o meu apartamento e vou direto tomar uma ducha para começar a me preparar para o trabalho. Ao olhar a hora, me surpreendo ao ver que já são 7:00hs. Agora preciso correr pra não chegar tarde, afinal, preciso colocar tudo em ordem.
Assim que termino de vestir meu terno azul escuro com uma camisa azul clara, me olho no espelho, arrumo o cabelo e coloco algumas gotas de perfume. Em seguida, pego a chave do carro e saio em direção à empresa. Durante o percurso, volto a pensar no pedido do meu pai. Isso está me incomodando bastante. Não sei o que o velho quer, mas com certeza boa coisa não é. Afinal, ele me convocou. Respiro fundo e, alguns metros depois, me vejo estacionando o carro. Saio já esticando bem minha roupa, afinal, a aparência é muito importante.
Logo após adentrar o prédio, vejo a recepcionista suspirar ao me desejar bom dia. Apenas a olho e dou um meio sorriso, afinal, não quero i********e. Mas noto também que todos ao redor começam a trabalhar. Sabem que não tolero que fiquem zanzando pelos corredores e, se forem flagrados, já sabem o resultado. Entro no elevador e, assim que ele para, me deparo com Paul dando em cima da minha secretária gostosa e safada. Passo por eles e paro na porta, já sem muita paciência…
— Paul, deixa pra comer a secretária fora do horário do expediente ou terei que demiti-la. Você entendeu?
— Nossa, Axel, a f**a foi tão r**m assim ontem à noite? Cara, relaxa, você acabou de chegar e já está azedo, irmão?… Precisa que eu chame a Caroline novamente pra acalmar esse teu gênio de cão? — Bufei com a fala dele, mas escuto a risadinha da secretária…
Respiro fundo pra não descarregar o meu desconforto em ninguém…
— Traz dois cafés pra minha sala, e você sabe perfeitamente como eu gosto. — Falo para a secretária, que imediatamente se levanta e sai pra buscar o que pedi.
— Paul, entra. Sei que não está aqui apenas por causa do decote da secretária. Fala logo, desembucha, que tenho muito trabalho hoje… — Sou direto, não tenho muita paciência com a safadeza de Paul. Se deixar, o cara toma todo o meu tempo…
— Cara, o que você fez pra Caroline ontem que ela me ligou de madrugada pedindo que eu a levasse pra casa? Ela estava com muita raiva e chorando bastante, mas não quis me falar nada…
— Como assim ela te ligou? Não mandei ela ir embora, não. Ela foi porque quis…
— Axel, cara, eu te conheço, irmão. De verdade, sei que tu aprontou alguma coisa. A Caroline é fissurada em você.
— Eu estou tranquilo. E aí, você levou ela, deixou ela na casa dela, em segurança. Isso é o que importa. Mas mudando de assunto, o que te trouxe à minha sala? Desembucha…
— Fiquei sabendo por alto que seu pai está para fazer uma fusão com uma empresa grande, mas as coisas não estão batendo, cara. Tem algo de errado nas informações que consegui… Acho que você deveria conversar com ele sobre isso… Mesmo que você esteja como CEO, sabe muito bem que seu pai ainda decide muitas coisas e você só assina…
— Mais do que você está falando? De que empresa está falando? Porque, até onde sei, não estamos fundindo com ninguém…
— Acho melhor você conversar com seu velho, cara… Não quero me precipitar… Eu trouxe esses documentos pra você dar uma olhada e ver que, se realmente for verdade, tem que haver um motivo escondido por trás. Uma empresa com esses números não pediria fusão assim com o nosso grupo, concorda?
Logo em seguida, Paul joga os documentos em cima da minha mesa e praticamente se deita no meu sofá de couro preferido. O peste sabe como me irritar e gosta de o fazer…
— p***a, Paul, levanta essa b***a daí, cara. Deixa pra dormir na tua casa…
Assim que termino de falar, a minha secretária bate à porta com os cafés e, assim que autorizo a sua entrada, ela se aproxima, deixando os cafés em cima da mesa e fica parada me olhando…
— Algum problema? — Pergunto a olhando…
— Não, senhor. É que preciso lembrar-lhe da reunião às 9:00hs, e seu pai ligou, exigiu que o senhor esteja lá para o jantar e não deve se esquecer…
Tudo bem, agora pode ir e comece a organizar os documentos que preciso na sala de reuniões. Assim que a diretoria chegar, me avise…
— Sim, senhor. Com licença…
Assim que ela sai, volto a minha atenção a Paul, que já estava sentado esperando por alguma ordem. O ignoro completamente e começo a olhar os documentos que ele me trouxe e, realmente, pelo que noto, não tem nada de errado com a empresa para que eles estejam querendo se fundir a nós. E isso realmente é algo que não está batendo…
Depois de uma rápida análise nos documentos, tenho ainda mais certeza de que meu pai estava aprontando alguma coisa pelas minhas costas e isso está me deixando ainda mais irritado, diga-se de passagem. Da última vez que ele fez algo assim, acabei sendo obrigado a assumir como CEO e agora, com certeza, ele vai me aprontar mais alguma coisa…
Os minutos passaram e, finalmente, sou avisado que os diretores já se encontram na sala de reunião. Em seguida, me direciono até lá, já pronto pra descarregar minha raiva neles. Afinal, essa reunião tem motivos. Não tolero falhas e esses dias tiveram algumas…
A minha secretária me segue até a sala, carregando os dados que eu preciso. Entro e sento-me na cadeira do presidente, esperando que todos estejam bem acomodados…
— Bom dia, senhores. Como sabem, esta reunião tem a ver com as perdas que tivemos nestes últimos dias e, como o responsável por ela é o diretor financeiro, estou pronto para ouvir a sua explicação…
A reunião foi tensa, bem desgastante. Entre reclamações, explicações e, finalmente, dei um prazo para que resolvessem o problema ou alguém com certeza sairia perdendo e, com certeza, não serei eu…
Protestos e mais protestos aconteceram, mas finalizei a reunião, que demorou muito mais do que eu esperava, e finalmente consegui sair da sala e fui tomar um ar. Afinal, o ambiente ficou pesado demais…
Aproveito o tempo livre que tirei e faço uma ligação para a Caroline. Ainda não engoli essa história dela sair do meu apartamento e ligar para o Paul ir buscá-la…
O telefone toca e nada dela atender. Depois de ligar mais duas vezes, o telefone simplesmente vai direto pra caixa de mensagens…
Desisto e vou até um restaurante próximo para almoçar. Depois, decido o que faço em relação a essa diaba…