Durante todo esse tempo eu falei com ele sobre Dylan e disse que ele estava de viagem e que logo voltaria para estar conosco. Bem, foi a única maneira que encontrei de manter uma figura paterna. Terminei a sopa, com um emaranhado de borboletas no estômago. Sempre que o via na televisão ou numa revista percebia que o amor que sentia por ele ainda estava lá, intacto. Nada mudou nem um pouquinho. — É hora de dormir Dylan, vamos para o seu quarto que vou ler uma história para você. Eu disse ao meu lindo filho. E mesmo que eu estivesse morrendo de cansaço, todas as noites eu o fazia adormecer com uma das milhares de histórias que lia para ele. E por que negar isso? Ele havia se tornado tão viciado em leitura quanto o seu pai. Ele adorava colecionar livros e, embora ele ainda não soubesse ler

