Quando Gonzalo e Sol saíram, subi ao quarto da minha mãe, ela olhava da varanda para a escuridão do jardim. — Helen filha… que bom que você veio. Eu a abracei por trás. — Mãe, que bom ver você andando, amanhã vou viajar e espero que a enfermeira a leve nas consultas médicas nos dias que estarei fora. Eu disse a ela, odiando a ideia de ter que me separar dela. — Era sobre isso que eu queria falar com você, filha, gostaria de voltar para casa. Posso visitar você um dia ou outro, mas a verdade é que sinto muita falta de casa. Disse ela com os olhos marejados. — Você não estará aqui e eu prefiro ir para casa. Não era fácil se acostumar a ser cuidada e morar num lugar diferente do seu, pelo menos para minha mãe, que estava acostumada a preparar os seus pratos preferidos, não era fácil. —

