Boate !

1289 Words
Elaila Jones Estava terminando de me arrumar, quando a porta do meu quarto abre, logo que percebi de quem se tratava. O Furacão chamado Ângela. - Vamos ? está pronta? Olho para ela , e ela estava vestida com um sobre tudo preto e um batom vermelho. A Ângela é linda , ela tem um metro 1,70 em média e ruiva , de olhos esverdeados. Como você está linda ! - Olha só quem fala , uma loirona dessa de olhos azuis , falando de mim. Temos nossas particularidades. Promete que quando chegar lá , vai se apresentar e vamos embora ? - Prometo - eu não suporto ficar muito tempo lá. - fala direcionado para mim um olhar triste. Se te magoa por que você faz ? - Você não entenderia. Como não , Ângela? - Vamos embora ? Eu sempre soube que você me esconde algo coisa , hoje tenho certeza. - Não é nada disso , vamos embora ou não ? - Fala com irritação na voz. Só falta o perfume. Calma... - Te espero lá em baixo. - Ângela fala batendo a porta. Logo em seguida eu desço. Tia não me espera acordada tá? - Se cuidem meus amores. - Tia Simone fala com uma voz doce. - Durma bem tia , Simone - Ângela a abraça e deposita um beijo em sua testa. Vamos Elaila , o táxi já está nos esperando. Um silêncio domina aquele carro. Ei não fica triste comigo , amiga. Eu só queria que me contasse tudo. - Eu não me sinto bem, ainda . Prometo te contar quando eu estiver pronta. Prometo não insistir. - falo pegando em sua mão. - Obrigada! Chegamos. Vamos em direção , a entrada . - Vem por aqui , Elaila anda. Eu nunca aprendo né ? - É pelos fundos sua maluca. A boate é toda preta com luzes vermelhas e azuis. Um palco enorme, com polidences. O primeiro andar e as mesas da frente são para os que pagam mais , digamos que para os sócios. Carinhas bem escrotos costumam frequentar esse lugar. Por aqui rola de tudo inclusive, já presenciei várias vezes casais frenquantando esse lugar. E pessoas bastante ricas também, com salas privadas. A Ângela nunca me contou quem comanda esse lugar , mas sei que tem gente muito poderosa por trás disso aqui, pela quantidade de segurança e sofisticação do lugar. Os poderosos tem uma entrada diferente dos demais. Eu sempre fico no bar para esperar minha a Ângela , fico aflita sempre que ela me diz que é dia dela dançar. E sempre que posso tento acompanhá-la. E enquanto a espero já consegui traçar o perfil de várias pessoas, aqui. Consigo perceber quem está aqui obrigada vendendo o corpo. E consigo perceber quem está aqui por dinheiro. Eu só não consegui ler ainda a minha amiga , que coisa né ? Algum motivo a trouxe aqui e é o mesmo motivo que a mantém. - Que bom te ver aqui! Já estava sentindo sua falta - Rogério fala me entregando um drink. Olá Rogério, como vai ? - Eu vou bem , e você ? - me responde com um sorriso encantador. Estou ótima , e formada! - Que incrível, você é brilhante garota. Esperando a Ângela né ? Simm! - Falo entre os dentes. - Já, já ela entra. Está quase na hora. Tem gente que só vem aqui para vê-la. Ainda não me acostumei com a ideia. - Eu até entendo. Quem sabe não acostuma com o passar do tempo. De quanto tempo será que preciso ? - Respondo sorrindo, e termino minha bebida em só gole. - Calma, calma garota. Eu preciso beber , só assim para ver minha amiga fazendo isso. Dói em mim sabe ? - Ela deve ter os motivos dela , acredite. Porquê será que acho que você sabe de algo que eu não sei ? - Isso só ela poderá lhe responder. Estou aqui apenas para te fazer companhia. De repente as luzes do palco se acendem e a Ângela sobe no palco. Com uma roupa extremamente sexy, e seus cabelos ruivos solto, e uma máscara. Consigo ver através dessa máscara sua tristeza, e eu prefiro não olhar fico de costa para o pouco, olhando para o Rogério. - Olha só quem chegou ! - Fala olhando para um rapaz alto de barba feito cabelos negros e cumpridos amarrado em um r**o de cavalo, vestido em um terno visívelmente caro. Mulheres sentam em seu colo e ele as segura pela cintura. Ele não consegue tirar os olhos da Ângela um minuto se quer. O carinha que pega no pé dela , o tempo todo. - Esse carinho é o braço direito do dono disso tudo aqui, as meninas aqui tem ciúmes da Ângela , que por incrível que pareça é a única que ele dá atenção. Só vejo ele a distratando. - Cada um gosta de um jeito diferente - Rogério sorri como se ele tivesse contado uma piada. Vocês homens são estranhos. - Não , agora é sério eu já notei . Ele só desce quando é dia das apresentações da Ângela , a não ser isso eu só recebo recados da parte dele. E o chefe disso tudo se bem me lembro só o vi uma fez. Sei quando ele está aqui , quando os seguranças aparecem. Aqui é cheio de segurança, maluco. - Eu retruco. - Eu sei , se você olhar em volta, os dele são bem diferentes. Olha em volta. Faço o que o Rogério me pede, olho em volta. E vejo que os seguranças realmente são diferentes, são mais altos e mais fortes e todos tem a mesma tatuagem no pescoço. Meu Deus , é verdade Rogério. - Estou de falando, Elaila. As meninas acham que o Marcos, tem uma queda pela Ângela. - Chegou a hora do show. - Rogério fala quando as luzes se apagam. Ela terminou a apresentação! Tá maluco? - O Márcos agora , tira as meninas do colo dele , vai até a Ângela fala alguma coisa no ouvido dela, pegando em seu braço. Ângela se irrita com o que ele fala e puxa seu braço da mão do Marcos. Olha para ele com uma cara de raiva e segue para o camarim. Marcos agora faz sinal com a cabeça para as meninas que havia deixado na mesa segundos antes, e elas vão até ele. Ele sobe com elas. Tudo que o Rogério narrou aconteceu, detalhe por detalhe. Para onde ele levou as garotas? - Certamente para sala dele, os comentários que circula aqui , é que como ele não pode ter a Ângela, ele se alivia com as meninas. - Rogério enche me entrega outro drink. Como você ? - Sei disso tudo ? - fala me interrompendo. Simmm! - Você aqui atrás desse balcão, passa a observar coisas que quem está desse lado ai , nem sonha. Eu já observei várias coisas do lado de cá. Só que você tem informações privilegiadas. - Eu só monto o caso com elas. Nos dois caímos na risada. - Posso saber o que fez com minha amiga ? - Ângela chega. - Nada ! Só conversamos e servi dois drinks para ela. Como sempre faço. - Eu vou te bater Rogério. Vamos mocinha ! Vamos embora. - Não , não leva ela. A conversa estava ficando boa. - fala esticando o braço sobre o balcão. De jeito nenhum , fico nesse lugar mais um minuto. Vamos ! - falo me levantando do banco. Vamos a um barzinho , preciso de um lugar claro. - Até mais meninas ! - Rogério fala sorrindo. Nos despedimos dele e enfim, saímos daquele lugar.
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