Cooper acordou após algum tempo. O sol do final da tarde entrava através das venezianas abertas, espalhando retângulos dourados de calor nas paredes e na cama. Ele estava deitado ali, saboreando o momento. Sua mulher recostava-se, quente e relaxada, em seu peito, o corpo enroscado nele como um gato pequeno e sensual. Ela se mexeu. – Cooper? – disse, sonolenta, e sorriu. – Eu o amo. Mas esta... esta intimidade... quando a afeição simplesmente brotava dela, e pequenos beijos desajeitados o enchiam com esta doçura penetrante... Ele sentia-se no limiar de... de quê? Do abismo? Isso o aterrorizava, e ainda assim o enchia com uma fome voraz. Ela o dissera novamente. Eu o amo, Cooper. Estas eram somente palavras, disse a si mesmo. Mulheres as usavam o tempo todo. Parecia mais fácil para el

