Betão narrando Tava deitado na minha cela, mermão, olho fechado, só ouvindo o barulho do presídio respirando pesado como sempre, Lugar frio, seco, onde cada segundo é guerra mental. Aí veio o guarda na grade. Guarda: Betão, visita, Sala reservada. Na hora eu já soube quem era, A mina do Saci. O gravata tinha me passado tudo antes. Fiquei curioso, queria ver de perto a mulher que tava disposta a se arriscar no inferno pra sair das garras daquele otári0. Levantei devagar, ajeitei o uniforme, dei aquela passada de mão na cara só pra tirar a cara de sono, No presídio, tudo é processo. Primeiro o trancamento da cela, depois dois guardas armados me escoltando, passo por três trancas, revista completa, scanner, tudo cronometrado, Lá ninguém anda sozinho. Só chega na sala quando tudo tá veri

