" O DESTINO estava traçado.
Não adianta tentar mudar.:
Letícia narrando
Seis meses depois...
- Assim - Eu falo para Catarina ensinando ela a costurar. - Está ficando muito lindo. Você vai ser a menina mais linda com esse vestido.
- Pena que ninguém vai me ver.
- Não fala isso, eu vou e o Lucas também, seu pai e os seus outros irmãos também.
- Só você e o Lucas se importam comigo - ela diz triste.
- Eu sempre vou está do seu lado - Ela me olha e sorri - Eu prometo.
- Obrigada - Ela me abraça.
Pedro entra na sala.
- Catarina já e quase 18h - Ele diz e eu o encaro - Vá deitar. - Catarina se levanta.
- Até amanhã meu amor - Ela me dar um beijo e eu dou um beijo nela e ela sai.
Pedro entra e me encara.
- Boa noite meu marido - Eu sorrio de leve para ele como todas às vezes.
A relação entre nós não mudou nada, era sempre a mesma coisa. Todos os meses era a pressão para saber se eu estava grávida ou não.
- Boa noite Letícia. - Ele diz sério entrando pelo quarto.
- Eu posso te perguntar uma coisa - Eu falo olhando para ele e ele me encara - Porque você trata Catarina dessa forma? Ela é sua única irmã.
- Sua menstruação desceu? - Ele muda de assunto.
- Não, está atrasada a três dias já. - Ele me olha.
- Espero que dessa vez você esteja grávida. - Ele diz firme.
- Eu vou descer arrumar à sua janta.
- Se arruma, vamos jantar fora. Se arruma rápido que estou saindo em meia hora.
- Vou me arrumar rápido.
Eu entro no closet e me arrumo rapidamente, e quando saio ele estava arrumando o relógio no pulso, Ele me encara e não diz nada.
Pedro nunca me elogiou ou falou palavras bonitas para mim, nem sequer um dia me deu um carinho, Ele era sempre exigente, grosso, bruto e de cara fechada. Ele não era nem um pouco amigável comigo.
- Vamos. - Ele diz sem nem me olhar direito e eu vou atrás dele.
Entramos dentro do carro e eu entro atrás porque na frente Lucas entra e ele sai à mil. Era poucas vezes que eu saia de dentro dessa casa, normalmente para acompanhar eles em jantares de negócios.
Assim que descemos do carro e entramos no restaurante , Tinha poucas pessoas mas o restaurante estava fechado para aquele jantar.
- Pedro - Um homem que já tinha visto algumas vezes.
- Nicolas - Pedro aperta à sua mão. - Eu sinto muito pela perda do seu pai.
- Obrigado. Podemos conversar?
- Claro. Lucas fique com Letícia. - Lucas assente.
Era sempre assim, sempre Lucas ou Gabriel acompanhava nos jantares e ele saia deixando um deles comigo.
Quando era Lucas a gente sempre conversava e a noite ficava mais agradável.
- Você quer ir tomar um ar lá fora?
- Adoraria.
Saímos para fora e ficamos no Jardim do restaurante.
- Esse lugar é bonito. É um jantar de negócios?
- Parece que sim.
- Você não parece participar muito dos negócios da família.
- Não, Pedro cuida de tudo junto do nosso pai. Mas parece que as coisas não estão muito boas.
- Não?
- Eu não sei detalhes. Meu pai quer me mandar para o Brasil para estudar.
- Para o Brasil?
- SIM.
- Você quer ir Lucas ?
- Eu ainda não sei - Ele diz me olhando.
- Seria uma pena para Catarina.
- Eu sei. Isso me pesa bastante - Ele diz com um ar triste.
- Não se preocupa, Eu cuidarei dela - Eu olho para ele e ele me olha.
Eu sinto uma dor estranha embaixo da barriga e olho para baixo.
- Merda - Eu falo olhando e vendo que eu estava sangrando.
- Eu te ajudo - Ele diz.
- Não isso não. - Eu começo a entrar em desespero vendo as minhas mãos sujas de sangue. - Isso não. - Ele me olha e Pedro se aproxima e me encara.
- Eu não acredito. - Ele diz me olhando e eu olho para ele desesperada e chorando.
- Calma Pedro. - Lucas fala.
- Não se meta Lucas - Ele diz me pegando pelo braço e me tirando de lá.