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738 Words
" O DESTINO estava traçado. Não adianta tentar mudar.: Letícia narrando Seis meses depois... - Assim - Eu falo para Catarina ensinando ela a costurar. - Está ficando muito lindo. Você vai ser a menina mais linda com esse vestido. - Pena que ninguém vai me ver. - Não fala isso, eu vou e o Lucas também, seu pai e os seus outros irmãos também. - Só você e o Lucas se importam comigo - ela diz triste. - Eu sempre vou está do seu lado - Ela me olha e sorri - Eu prometo. - Obrigada - Ela me abraça. Pedro entra na sala. - Catarina já e quase 18h - Ele diz e eu o encaro - Vá deitar. - Catarina se levanta. - Até amanhã meu amor - Ela me dar um beijo e eu dou um beijo nela e ela sai. Pedro entra e me encara. - Boa noite meu marido - Eu sorrio de leve para ele como todas às vezes. A relação entre nós não mudou nada, era sempre a mesma coisa. Todos os meses era a pressão para saber se eu estava grávida ou não. - Boa noite Letícia. - Ele diz sério entrando pelo quarto. - Eu posso te perguntar uma coisa - Eu falo olhando para ele e ele me encara - Porque você trata Catarina dessa forma? Ela é sua única irmã. - Sua menstruação desceu? - Ele muda de assunto. - Não, está atrasada a três dias já. - Ele me olha. - Espero que dessa vez você esteja grávida. - Ele diz firme. - Eu vou descer arrumar à sua janta. - Se arruma, vamos jantar fora. Se arruma rápido que estou saindo em meia hora. - Vou me arrumar rápido. Eu entro no closet e me arrumo rapidamente, e quando saio ele estava arrumando o relógio no pulso, Ele me encara e não diz nada. Pedro nunca me elogiou ou falou palavras bonitas para mim, nem sequer um dia me deu um carinho, Ele era sempre exigente, grosso, bruto e de cara fechada. Ele não era nem um pouco amigável comigo. - Vamos. - Ele diz sem nem me olhar direito e eu vou atrás dele. Entramos dentro do carro e eu entro atrás porque na frente Lucas entra e ele sai à mil. Era poucas vezes que eu saia de dentro dessa casa, normalmente para acompanhar eles em jantares de negócios. Assim que descemos do carro e entramos no restaurante , Tinha poucas pessoas mas o restaurante estava fechado para aquele jantar. - Pedro - Um homem que já tinha visto algumas vezes. - Nicolas - Pedro aperta à sua mão. - Eu sinto muito pela perda do seu pai. - Obrigado. Podemos conversar? - Claro. Lucas fique com Letícia. - Lucas assente. Era sempre assim, sempre Lucas ou Gabriel acompanhava nos jantares e ele saia deixando um deles comigo. Quando era Lucas a gente sempre conversava e a noite ficava mais agradável. - Você quer ir tomar um ar lá fora? - Adoraria. Saímos para fora e ficamos no Jardim do restaurante. - Esse lugar é bonito. É um jantar de negócios? - Parece que sim. - Você não parece participar muito dos negócios da família. - Não, Pedro cuida de tudo junto do nosso pai. Mas parece que as coisas não estão muito boas. - Não? - Eu não sei detalhes. Meu pai quer me mandar para o Brasil para estudar. - Para o Brasil? - SIM. - Você quer ir Lucas ? - Eu ainda não sei - Ele diz me olhando. - Seria uma pena para Catarina. - Eu sei. Isso me pesa bastante - Ele diz com um ar triste. - Não se preocupa, Eu cuidarei dela - Eu olho para ele e ele me olha. Eu sinto uma dor estranha embaixo da barriga e olho para baixo. - Merda - Eu falo olhando e vendo que eu estava sangrando. - Eu te ajudo - Ele diz. - Não isso não. - Eu começo a entrar em desespero vendo as minhas mãos sujas de sangue. - Isso não. - Ele me olha e Pedro se aproxima e me encara. - Eu não acredito. - Ele diz me olhando e eu olho para ele desesperada e chorando. - Calma Pedro. - Lucas fala. - Não se meta Lucas - Ele diz me pegando pelo braço e me tirando de lá.
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