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3476 Words
Quando chegamos ao shopping, ele estacionou a moto e nós seguimos de mãos dadas para as portas duplas. - Olha só... meu cabelo está uma bagunça! - Passei a mão no meu cabelo que estava todo bagunçado com o vento. - Tá linda. - Ele disse, m*l olhando para mim. - Você foi pago para sair comigo ou oquê? - Eu brinquei. - A única coisa que você sabe fazer é me elogiar! E eu preciso de um amigo, não de um fã. Eu ri, e ele também. - Bom, posso dizer que... ele disse para te elogiar o tempo todo. Disse que você gosta disso. Eu franzi a testa. - Quem disse? - O cara que me pagou. - Ele riu. - Você está me assustando. - Eu ri, mas era verdade. Entramos no shopping que estava cheio de gente, como todos finais de tarde de sábado. As lojas cheias de roupas e sapatos lindos nas vitrinis, e pessoas de todas as idades fazendo compras, assistindo filmes, comendo, brincando... ou fugindo da vida, igual a mim. Eu amo este lugar! - Quer comer alguma coisa? O filme é daqui meia hora. - Humm, quero. Andamos para a mesa mais próxima na praça de alimentação. - Então, diz oque você vai querer minha dama. - ele disse, com um tom dramático de filmes antigos. - Humm, que cavalheiro. - Coloquei minha bolsa na outra cadeira. - Pode aquelas batatas fritas que eu adoro comer, e... suco de maracujá com hortelã. - Nossa! Que combinação legal. Achei que você iria pedir salada, igual as outras fazem. - Ele riu. - Eu não sou "as outras"... e eu sei me controlar. - Eu pisquei para ele, e ele saiu da mesa rindo, e foi na direção do restaurante para fazer o pedido. Eu abri as mensagens do chat no meu celular, para ver se tem alguma coisa que valia a pena responder. - Amiga, oque você está fazendo? - A Bia perguntou no g***o de amigas. - Estou no shopping. - Com quem? - Mateus. - Vocês estão namorando? - Não! Estamos só saindo como amigos. - Ah sei. - Nós não ficamos nem uma vez mais, depois daquele beijo rápido no portão da minha casa. - Mas pelo que eu estou vendo... Logo vão ficar. Eu ignorei esse comentário dela. - Que filme vão assistir? - A Carol entrou na conversa. - Drácula. - Sério? Você viu o status da Ju? - Não, por que? - Pronto. - ele chegou e sentou na cadeira ao meu lado. - Já fiz o pedido. - Obrigada. - Coloquei o celular na bolsa e fiquei olhando nos olhos azuis lindos dele, e me perguntando oque tem de errado comigo. - Mateus, eu posso te falar uma coisa? - Qualquer coisa. - Jura que não vai ficar bravo? - Acho que sim. - Ele apoiou os cotovelos na mesa para me ouvir, enquanto sorria gentilmente para mim. - Olha, eu estou saindo com você... mas só como amiga. Não tenho a intenção de ficar com você. - Depende do rumo das coisas. - Ele riu, e apertou os olhos sedutoramente. - Como assim? - Se você resistir a mim... no escurinho do cinema, resistir aos meus olhos azuis. - Ele piscou os olhos. Eu fiquei um pouco irritada, mas ri em seguida. - Engraçado, mas sério. Eu não tenho a intenção. - Você não sabe. - Sim, eu sei sim. - Como você pode saber? - ele cruzou os braços. - Eu só sei! - Não. Você não sabe. - Nós não vamos ficar. Entendeu? - Eu insisti. - Você não é vidente. - Ele continuou brincando, e eu apenas olhei para ele um pouco furiosa. - Tá, eu me rendo. Eu não sou vidente. Depois que chegou os nossos pedidos, nós comemos e fomos para a sala de cinema. *** Quando eu e o Mateus sentamos um ao lado do outro nas poltronas da fileira, eu fiquei surpresa ao ver a Ju e o Ricardinho sentandos à algumas fileiras atrás da gente com pipocas e refrigerantes na mão. Ela usando calças jeans, blusa de sua banda de Rock favorita, e ele usando uma blusa vermelha de mangas cumpridas e calças apertadas. Como um casal, eles estavam cochichando e rindo ao olhar para os créditos iniciais do filme. - Olha a Ju e o Ricardinho! - o Mateus disse, empolgado. Eu quase pulei de susto, quase me esquecendo que ele estava sentado ao meu lado. - Não vamos estragar o momento deles. Depois nós falamos com eles. - Ah... Tá. Assim que começou o filme, eu olhei de soslaio para trás e vi que a Ju estava olhando atenta para a tela, mas o Ric estava olhando diretamente para mim. Me observando com um olhar estranho, indecífravel e muito sério. Eu desviei o meu olhar, assim que ele olhou nos meus olhos. O Mateus estava com os braços ao meu redor, então eu deitei no ombro dele de propósito, para ver se o Ric parava de me secar. E quando eu olhei para ele para checar, achei que ele faria o mesmo com a Ju só para se mostrar, mas ele continuou imóvel. Ainda me observando. Isso me deu um frio na nuca. No meio do filme, eu já estava me sentindo desconfortável com o olhar do Ric sobre mim, então, eu tomei a atitude inesperada e a mais imatura que eu pensei em fazer: eu virei o rosto vidrado no filme do Mateus para mim e o beijei. Devia ser o primeiro beijo que eu tomei a iniciativa. Tirando o Léo é claro. Não dei um beijãoo... mas este não foi um beijo amigável. Não. Com toda a certeza não foi. Principalmente, porque o Mateus empolgou e me puxou mais para ele e tomou o controle do beijo que me deixou sem folêgo. Eu empurrei ele devagar, a única maneira de fazer ele parar. - Eu não disse que você não resistiria? - Ele sussurou. - Você se acha. - E você beija bem. - Humm... você também... beija muito... bem. - gaguejei. Eu inclinei meu pescoço discretamente para olhar para o Ric, mas eu não o vi lá, só a Ju estava assistindo o filme bem ligada, enquanto enfiava as pipocas na boca. E quando eu olhei para a saída embaixo da escadaria, eu vi ele saindo com sua inconfundível forma de andar: que parece com um anjo gato, mas com preguiça. - Mateus, eu vou lá fora e já volto, tá? - Quer que eu vá com você...? - Ah, não precisa, eu vou fazer uma ligação. - Então não demore. - Ele sorriu, esticando os braços. - Pode deixar. Eu desci as escadas correndo atrás do Ric, com a esperança de encontrar ele. Assim que eu abri as portas duplas da sala de cinema, para minha surpresa, encontrei ele encostado na parede de cabeça baixa e inquieto, enquanto digita algo no celular sem paciência. Eu achei bem estranho, mas caminhei até ele com atitude e o puxei pelo braço. - Por que você está com a Ju? Você prometeu não contar nada para ela. - E você prometeu que esqueceria o beijo. - Ele disse, alto e grosso o bastante para me assustar. Eu me encolhi um pouco mas continuei. - E eu esqueci. - Não parece! Porque está me evitando e me odiando o tempo todo. - Ele estava com o rosto vermelho de raiva, e com toda certeza escondendo sua irritação. - Eu disse que não falaria mais com você. - O problema é que tudo oque eu faço e onde eu estou, você está. - Isso é por que você está me perseguindo! Oque você quer de mim afinal? Ele ficou quieto, enquanto varria o corredor vazio das salas de cinema com os olhos. Evitando olhar para mim. - Eu não estou te perseguindo. - ele disse. - Ah, não? Então por que você foi até a minha casa? - Eu tinha uma coisa para te falar, mas você não quis me ouvir. - Vai me dizer que a Sabrina não te contou que eu estaria aqui hoje? - Na verdade não. Isso, foi coincidência. - Então tá... '' coincidência''. Então, oque você quer com a Ju? Você está afim dela, ou oque? - Eu arrisquei, tentando esconder minha irritação também. - E se eu estiver?! - Ele gritou, se aproximando e olhando nos meus olhos. Completamente irritado. - Oque você tem à ver com isso? - Hey! Não vem descontar a raiva que você está sentindo de alguém em mim não! - A raiva que eu estou sentindo é de você! - ele disse, alto o bastante para me fazer engolir em seco. - E aquele showzinho, lá dentro? Era para me irritar? Saiba que não funcionou nadinha. - Eu não estava fazendo showzinho nenhum! - eu gritei, furiosa. Minha respiração estava irregular, e eu tive que respirar pela boca para manter a calma. - E por que isso te irritaria? Ele me encarou com aqueles olhos cor de mel brilhantes e desesperados. - Você não sabe por que? Cada palavra... - Ele disse devagar, deixando as palavras bem claras nos meus ouvidos. - Que eu te disse aquele dia pelo celular... era verdade. Eu não menti. Parei de respirar por uns segundos, só consegui ver os olhos dele à poucos centimetros do meu rosto, mais nada. - Tudo oque você disse? - gaguejei. - É que eu não me lembro direito... - Eu disse que tinha medo de te beijar... e não querer mais beijar outra garota. - Cada palavra saia da boca dele, com mais peso do que antes, porque desta vez, ele estava bem na minha frente. - Ah, tá. Então já que você já superou o seu medo, e já está tudo explicado. Podemos seguir com as nossas vidas, e você pode ficar com outras garotas... - eu gaguejei, desajeitada e sem saber oque dizer. - É só... - Acho que você não está me entendendo... - Ele ia se aproximar mais de mim, mas se afastou no mesmo instante. - Nossa Rick, você demorou... - A Ju desviou seu olhar do Ricardo quando me viu, e veio correndo me abraçar. - Isa! Não sabia que você estava aqui. Você está sozinha? - Humm, não. Eu estou com o Mateus... e ele está me esperando lá dentro... eu já vou, nos vemos depois. Eu caminhei até a porta da sala de cinema novamente. - Oque deu nela? - Acho... que ela não vai muito com a minha cara. - Desculpe. Acho que é por minha causa. Eu disse coisas ruins de você para ela. - Não é culpa sua. Acho que é mais por causa dos nossos pais mesmo. Sabe como é, filhas ciumentas... - Não acho que a Isa seja ciumenta. Mas... você não vem terminar de assistir o filme? - Claro. Eu ignorei eles conversando atrás de mim e subi as escadas para encontrar o Mateus novamente. *** - Obrigada por me fazer companhia. Estava precisando sair. Sabe, desde quando eu terminei com o Léo... não sai com outro garoto. E, acho que ajudou muito... - Estou aqui para o que você precisar, amigos são para essas coisas. - Ah, claro! Amigos, são mesmo para essas coisas. - fingi indiferença. - Mas... mesmo assim, valeu. E acho que agora eu tenho que ir... Eu me virei para ir para o carro da Tati, que já estava na esquina da minha casa. - Hey, nada mudou entre a gente, não é? - ele gritou. - Claro que não! Continuamos amigos. Como sempre. - Tudo bem. Te vejo no colégio? - É claro. - Eu sorri para ele, e depois eu entrei no carro e eu e a Tati fomos para minha casa. Que estava à três casas dali. - Você demorou. E passou do horário combinado. - Mãe, um filme não dura só vinte minutos! - E nem quatro horas! - Por favor... eu vou para o meu quarto. - Não quer jantar? - Não, obrigada. Eu já comi uma porção de batatas fritas. Eu fui para o meu quarto. Tudo oque eu quero é ficar sozinha. Depois da noite de hoje, quero pensar melhor sobre oque aconteceu, e não há momento melhor, do que durante o sono. - Oi Isa, tudo bem? - A Ju disse, pelo celular. - Oi. Tudo. E você? - Estou bem, eu queria conversar com você sobre eu ter saído com o Rick. - Tudo bem, você não precisa... - Eu disse coisas ruins dele para você. E quero dizer que eu me enganei. Ele é um cara bem legal. Meu estômago doeu. Ela acha que ele é legal! Eu queria tanto contar à ela. Minha amiga querida, e despreocupada... eu não consigo! - Tudo bem, e por que você saiu com ele afinal? - Ele me chamou para ir ao cinema, e eu aceitei. Bem, não sei bem porque aceitei, mas foi legal. E não quero que você fique chateada com ele por minha causa. Não quero criar confusão entre vocês... que são como irmãos. - Tudo bem Ju. Não precisa se preocupar. - Tá... é que você saiu daquele jeito... achei que você estava brigando com ele. Mas ele não é m*l. - Mas ele é amigo da... - eu me interrompi. - Não que isso seja um problema para mim, eu não me importo com isso. - Nós conversamos sobre isso. Eu disse as coisas horríveis que a Manu já fez para você e falei sobre as amigas dela. Avisei à ele, que ele é da nossa banda agora, ele precisa tomar cuidado com ela. - Acho que é você que tem que tomar cuidado com ele. - Como assim? Isa! - ela se assustou. - Você sabe de alguma coisa sobre ele e não quer me contar? - Não é nada. É que a gente não conhece ele direito, não sabemos do que ele é capaz. - Eu sei disso, fica tranquila quanto à isso. Eu sei me cuidar muito bem. E você e o Mateus, enh? Estão juntos... namorando agora? - Não. Ju, olha... eu só saí com ele porque eu precisava sair um pouco, para esquecer o... - O Léo? - Ela me salvou de contar oque não queria. - Amiga, achei que você já tivesse superado isso. - Eu superei... Mas é que às vezes é inevitável. - Menti. - Tudo bem. Precisamos conversar pessoalmente. Te vejo Segunda? - Claro. - Lembrando que é o nosso primeiro dia de ensaio como The Amity! - Ah, claro que eu me lembro. - fingi estar entusiasmada. - Até logo Ju. - Até logo. Eu desliguei, e depois de tomar um banho noturno muito relaxante, e ir na cozinha comer um brigadeiro escondido. Eu fui dormir. Nem percebi o quanto eu estava cansada. Acho que deve ser estresse. Ai meu Deus, eu odeio ficar estressada! *** Quando acordei, tive um domingo "maravilhoso" como qualquer outro. À noite minha mãe, o Edu, e eu fomos a apresentação de balé da Sabrina, e - "por incrível que pareça" - Minha mãe chamou o Marcelo e os filhos para irem com a gente. Mas para minha sorte o Ricardinho tomou vergonha, e não quis comparecer no ''passeio em família''... Só vieram o pai e a irmã dele. Observo as meninas fazendo o teatro com o ballet. Eu até acho interessante... umas cisnes alegres com tutus e asas brancas, e umas cisnes negros com tutus e asas negras. Mas mesmo todas dançando e rodopiando muito bem, e mesmo sabendo que no final todas ficam juntas e vivem felizes em seu lago, não deixo de sentir um pouco de pena pela minha irmã não estar entre as cisnes lindas e alegres. Bem... ela que deve ter escolhido ficar lá atrás, porque gosta de ser sempre a "patinho f**o" da turma. Mesmo assim eu fico na dúvida. - Você foi muito bem querida, eu te vi dançando e você foi a melhor de todas! - Minha mãe abraçou a Sabrina no camarim das meninas saltitantes e estéricas. - Obrigada. - ela sorriu. - Parabéns Sabrina, você estava muito linda. - O Marcelo disse à ela, dando-lhe um sorriso "padrasternal" muito gentil. - É Sabrina, você mandou bem melhor que aquelas meninas da frente! - A Natasha veio abraçar a Sabrina, que apenas com ela estava mesmo alegre. As duas cochicharam alguma coisa e a Sabrina riu em seu "roupão-pós-show". - E você Isa? - Minha mãe me perguntou. - Ah, eu? Oque foi? - Eu estava concentrada no celular, neste momento. Zero mensagens do Ricardo. - Não vai dizer oque achou da sua irmã? - Ela me lançou um olhar gentil de mãe, que diz: "Magoa ela, que eu te deixo de castigo pelo resto da vida!" - Ah, claro... Sabrina, você dançou muito bem... é sério. Foi uma patinha n***a muito linda. - Era um cisne. - ela me olhou de cara f**a. - Eu sei. - Eu ri, amassando ela em um abraço f*****o. - Eu só estava brincando. Mas você foi ótima maninha. - Obrigada sua chata. - ela olhou para a minha mãe depois de se livrar de mim. - Mãe, eu estou com fome. - Porque não aproveitamos que estamos todos juntos, e não vamos jantar no seu restaurante preferido? - Seria legal! - Ela abriu um sorriso grande e correu para trocar de roupa. Eu ia protestar e dizer que quero ir embora. Mas apesar de eu estar sendo a "chata inconformada", o dia hoje era da Sabrina. E nada que eu disser para a minha mãe, vai mudar isso. *** - Então Isa, - o Marcelo tentou puxar assunto comigo, enquando nosso jantar chegava. - O Ricardo me contou que vocês formaram uma banda, é... The amity, não é? Eu poderia me isolar nesta mesa de restaurante e evitar falar com o pai do cara que eu não paro de pensar um minuto, e meu possível padrasto. Mas a Sabrina, o Edu, e a Natasha resolveram fugir para o parquinho e me deixar ouvir as conversas de casal do Marcelo e da minha mãe. E quando o assunto acabou, eles rescolveram me tirar do silêncio. - Sim. - eu disse. - Filha, por que não me contou? - minha mãe me olhou como se eu tivesse escondido um segredo mortal. - É que eu não tive a oportunidade. Mechi na toalha de mesa de linho branco, e observei um pouco o restaurante ao redor para pensar. Estava cheio de gente, e a nossa mesa, com pratos de porcelana, talheres de prata, e taças com água, vinho, e refrigerantes. A Sabrina tem uns gostos estranhos para restaurantes. Concluí que esse jantar ia demorar bem mais do que eu imaginava. - Isso é legal. - minha mãe me dispertou do meu pensamento tedioso. - Oque você vai tocar? - Vou cantar. Já temos todos os instrumentos que precisamos. Não sobrou um para mim. - Nossa Isa, você fala isso como se fosse algo r**m. Afinal, você é a vocalista. É tão importante quanto os outros. - O Ricardo me disse que amanhã vocês vão ensaiar em nossa casa. Fico feliz por você e ele serem tão amigos. - Ele não é meu amigo! - Eu disse muito rápido, o Marcelo franziu um pouco o cenho de empresário "muito bem educado e comportado". - Quero dizer... eu acabei de conhecer ele. - Filha, mas já vão fazer dois meses que eu e o Marcelo estamos juntos. Vocês ainda não se conheceram? Temos que sair mais juntos... - Não! - Eu elevei a voz, e minha mãe me fuzilou com o olhar. - Quer dizer... não precisa, agora que estamos na banda juntos, já vamos fazer muita coisa, e podemos nos conhecer mais. Não se preocupem. Dei o meu melhor sorriso de "boa menina". - É, tem razão. Espero que vocês dois fiquem tão amigos quanto a Natasha, o Edu e a Sabrina. - minha mãe sorriu, orgulhosa. Ela olhou para os meus irmãos e a Natasha e eu segui o olhar dela. Eles estavam brincando no escorregador com outras crianças como se já se conhecessem à anos. Me senti um pouco deslocada neste momento. *** Depois que o jantar acabou, nós fomos para casa e chegou a hora maldita em que eu fico pensando no canalha do Rick. No celular vejo que ele desistiu de mandar mensagem para mim, oque é bom. E eu vejo que não tenho mais ele no f*******:, acho que ele me excluiu como amiga. É melhor assim mesmo, para que eu me esqueça dele, só que oque ele não sabe é que amanhã, vamos nos ver novamente, e vamos tocar juntos todos os dias. Na mesma banda. Que ótimo! Minha vida não poderia estar melhor.
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