Alessandro Ferraz Montemor Eu ainda via o rosto dela na minha frente. O rosto ferido. A pele marcada. A voz tremendo, tentando parecer forte, tentando segurar tudo enquanto o filho dela — o nosso filho — crescia dentro de um inferno. Joguei o copo na parede. O som do vidro quebrando não era suficiente pra calar o rugido dentro de mim. Vitor apareceu segundos depois, entrando na minha sala na empresa sem nem bater. — O que foi agora? — Gustavo. Aquele desgraçado… Sentei, passei as mãos no cabelo, o maxilar doendo de tão travado. — Ele bateu nela, Vitor. Mesmo com ela grávida. Mesmo com tudo o que já fez. Ela foi parar no hospital por causa dele! Vitor ficou em silêncio por alguns segundos. Depois se aproximou e sentou na minha frente. — E o que você vai fazer? — Tudo o qu

