Rebeca Vasconcellos Prado Os dias antes do casamento foram os mais longos da minha vida. Dormir? Quase não dormia. Comer? Só o necessário pra não desmaiar. Mas o pior de tudo… era o celular. As ligações. As mensagens. A voz que eu sonhava ouvir e que precisei ignorar. "Rebeca, fala comigo." "Por favor, me escuta." "Você não precisa fazer isso." Eu li. Cada palavra. E chorei. Sozinha. Em silêncio. Porque responder significava abrir uma porta que, se eu atravessasse… ele ia morrer. ** Gustavo aparecia todos os dias. E cada dia era um novo veneno. — Tá se preparando pra fingir que me ama, boneca? — ele debochava. — Vai sorrir bonito pras câmeras, né? Engoli em seco. Não respondi. — Você tem sorte, sabia? Vai ser a mulher do futuro presidente. Deveria estar ajoelh

