Sophie . . .
Mergulhei de cabeça no caso. Passei horas pesquisando e
estudando todas as evidências e detalhes relacionados à
Matheus Braga, meu cliente.
Tive que entender cada aspecto desse caso. Cada detalhe
que podia fazer a diferença.
Policial: Por aqui, senhorita! Me guia até a sala do
meu mnais novO cliente.
Obrigada! - Ele assenti.
Policial: Estarei do outro lado da porta, qualquer coisa é
só bater. Assinto e ele fecha.
Entrei na sala de visitas da prisão para o encontrar pela
primeira vez.
Meu olhar fixou nele, sentado no outro lado da mesa. Ao
vê-lo, senti uma mistura de curiosidade e apreensão , e
um sorriso tímido surgiu em meus lábios.
–Olá, Sr. Matheus. Sou Sophie, sua advogada. Estou aqui
para ajudá-lo.
Meu cliente me olha com as sobrancelhas erguidas, com
desconfiança, mas posso perceber um brilho de esperança
em seu olhar.
Seu casoé muito mais difícil do que se pode imaginar.
Braga: Ah, é? Você acha que pode lidar com um caso
como o meu? Acha que consegue me defender? Já tive
outros advogados que não conseguiram nada. E me
chama de Braga, jae?
Me inclino para frente, mantendo o contato visual com
ele.
- Eu entendo sua preocupação, mas idade não define
habilidade, Braga. Estou determinada a encarar isso. Vou
fazer tudo que estiver ao meu alcance para tirá-lo daqui.
Ele franze o cenho, provavelmente ainda incerto.
Braga: Tá pensando que é fácil, gatinha? É difícil eu
acreditar nisso porque eu sei o quanto meu casoé
complicado.
- Eu sei que pode parecer diffcil agora, mas não perca a
esperança. Vamos trabalhar juntos nisso. Você não está
sOzinho.
Ele me olha nos olhos, com certeza pode perceber a
sinceridade com que falo. Pelo menos uma ponta de
esperança, posso garantir que ele sentiu.
Braga: Talvez... só talvez você possa ser diferente dos
outros. Vamos ver o que pode fazer.
Sorrio amplamente, me sentindo grata por ter
conquistado um pouco de confiança.
-E tudo que peço, Braga. Vamos começara trabalhar no
seu cas0 e provar sua inocência juntos.
Braga: Inocência? Que inocência? -Fala gargalhando
Tú tá ligada que eu sou culpado de tudo, né? Reviro os
olhos.
–0 único caso que eu não pego para defender é estupro
ou agressão, e outros aí, mas fora isso, você me pagando
bem eu finjo que você é inocente. - Ele ri negando.
Braga: E doutora... parece que vamos nos dar bem. – Me
da um sorrisinho malicioso e eu sorrio fraco.
Não posso negar que ele é um gostoso, o tipo de cara que
meu pai me mandaria para outro país se soubesse que
estou me envolvendo.
Eu posso te perguntar algo?- Decido tocar no assunto
da minha irmã.
Braga: Fala aí, pô.
Do seu morro, você conhece alguma Camille Laurent?
Braga: Conheço, mulher do meu sub, por quế?
Pergunta estranhando.
-Eu preciso subir seu morro.
Braga: E por que eu deixaria?
–Camille é a minha irmã. Fomos separadas a anos por
conta do meu, eu preciso vê-la. Me deixa ver a minha
irmã em segurança, por favor!
Braga: Jae, vou desenrolar issO pra tu, mas meus mano
vẫo ficar na tua cola. Fala depois de um tempo.
Não tem problema, obrigada! Eu prometo fazer o que
eu puder pra te tirar daqui. . . .