Dois dias depois...
Estou com tanta dor de cabeça, só de pensar que o Polegar já está chegando, ele me ligou e disse para preparar a casa, ele vem almoçar com os filhos dele, e aqui está a trouxa, fazendo almoço que nem uma i****a para ele, os filhos dele e a p***a daquela desgraça daquela mulher.
Lobão: eu não vou comer essa comida aí não - fala se encostando no balcão da pia - com essa má vontade que você tá fazendo vai me dar dor de barriga- fala rindo e eu olho para ele de cara fechada.
Eu: se eu fosse você eu calava a boca, antes que sobre para você - falo voltando a cortar algumas temperos.
Lobão: pra que tanta irritação Rebequinha?
Eu: porquê a p***a da minha paz acabou, porquê eu estou sendo a cozinhar para o canalha do meu marido e a baranga da ex mulher dele, porquê eu vou ter que fingir amar aquele filho de uma grande p**a- falo irritada- eu tô com nojo só de pensar em beijar aquela boca asquerosa, ter que sentar naquela rola velha murcha- falo fazendo careta de nojo.
Lobão: engraçado que quando você amava ele, você adorava sentar na rola murcha- fala rindo.
Eu: eu estava apaixonada Hugo, perdidamente apaixonada, quando você ama alguém, aquela pessoa não tem defeitos, até a rola murcha é perfeita - falo e ele estoura de dar risada.
Lobão: pensa pelo lado bom, é temporário Rebequinha, logo teremos nossa vingança - fala e eu confirmo com a cabeça.
Eu: mas quanto tempo eu ainda vou ter que apanhar calada? Quanto tempo eu vou ter que ser humilhada por ele?- pergunto baixo.
Lobão: ei, olha aqui- fala se aproximando - eu não vou deixar ele te machucar mais, tá me ouvindo? Ele confia em mim, ele me escuta, eu não vou deixar mais ele encostar em você, tá bom?- fala e eu n**o com a cabeça.
Eu: as coisas não funcionam assim Hugo, você pode passar vinte e quatro horas com ele, mas ele sempre vai dar um jeito de vir aqui descontar as frustrações dele em mim- falo e ele olha bem no fundo dos meus olhos.
Lobão: eu sei, só não quero te ver com essa cara triste, não quero imaginar ele te machucando, nenhuma mulher merece passar por isso- fala e seca uma lágrima que corre pelos meus olhos com o polegar.
Eu: eu já estou acostumada - falo me afastando dele e volto a cortar as coisas do almoço.
[...]
Assim que termino de montar a mesa do almoço sobre o olhar do Hugo, escuto o barulho do carro do Lucas encostando na porta de casa, respiro fundo e continuo montando a mesa do almoço.
A porta se abre e o Polegar entra com os filhos dele e a ex esposa, na mesma hora eu olho para o Hugo com uma cara de "eu avisei", volto a focar nos meus afazeres até o Lucas me abraçar por trás e me puxar para mais perto dele.
Polegar: sentiu minha falta, minha gostosa?- pergunta beijando meu pescoço.
Eu: orra, muita - falo irônica e olhando para a ex dele com um olhar mortal, Hugo me disse que tudo que eu estou passando é por culpa dessa vagabunda, não tirando a culpa do meu desquerido marido, claro.
Polegar: o cheiro da comida tá uma delícia, mas o seu tá melhor ainda- fala beijando meu rosto e eu me afasto.
Eu: o que essa mulher faz na minha casa?- pergunto olhando fixamente para ela.
Mirian: é assim que você trata suas vizinhas?- pergunta irônica e eu estreito os olhos para ela.
Polegar: ela e as crianças vão almoçar aqui hoje- fala já se sentando e eu respiro fundo antes de servir a comida dele.
Mirian: me serve também- fala enquanto me vendo colocar o prato do Polegar na frente dele.
Respiro fundo segurando minha língua e olho bem para o armário onde eu guardo o veneno de rato, olho para o Hugo que segura o riso enquanto disfarça mexendo no celular, pego o prato dele e vou para perto do fogão.
Eu: arroz frio e feijão quente ou feijão frio e arroz quente?- pergunto pro Hugo.
Lobão: pode ser tudo quente- fala e eu volto para a mesa e sirvo ele com a comida que está na mesa.
Mirian: me sirva- a vagabunda repete a ordem e eu olho para o Polegar séria.
Polegar: a minha mulher não vai mais servir ninguém nessa p***a, se você quer comer você mesma se sirva, ou se manda da minha casa- fala se irritando.
Mirian: mas ela serviu vocês dois, o que custa ela me servir também?- pergunta se fazendo de sonsa.
Polegar: eu sou o marido dela e ele é o meu braço direito, ela só sabe como servir bem o marido dela, você só quer humilhar ela e ninguém vai humilhar dentro da minha casa ou do meu complexo - fala batendo a mão na mesa- põe sua comida e senta com a gente amor- fala voltando a comer.
Me sirvo calada enquanto a Mirian me olha no ódio, ela faz questão de pegar a colher de arroz da minha mão para servir a própria comida, eu respiro fundo e fecho a mão em punho na frente do nariz tentando manter a calma, olho para o Polegar com a mandíbula travada e depois para o Hugo.
Mirian: está estressadinha querida?- pergunta com deboche e eu tenho que respirar fundo mais uma vez.
Eu: Polegar- chamo o Lucas que me olha atentk.
Polegar: ignora ela amor, só ignorar- fala e eu termino de servir minha comida e olho para a mesa, vendo todas as cadeiras ocupadas.
Mirian: tá tudo ocupado, que pena queridinha, vai ter que sentar lá fora - fala e o Polegar me puxa para sentar no colo dele na mesma hora.
Polegar: minha mulher sempre vai ter onde sentar, uma cadeira exclusiva para ela- fala e eu olho bem para a cara dele.
Ignoro tudo e tenho almoçar na paz de Deus, só tento mesmo, porquê a todo momento a Mirian fica falando que a comida está r**m, que a comida que ela faz é melhor, que ela cozinha melhor e etc, etc, etc...
Como rápido e me levanto em um pulo, deixo a louça na pia e saio da cozinha soltando fogo pelas ventas, subo para o meu quarto igual um furacão e começo a desfazer as roupas do Polegar, tiro todas as roupas e jogo no cesto de roupas sujas, e no fundo da mala eu encontro uma caixa de presente, deve ser para uma das vagabundas dele.
Jogo a caixa na mesinha de cabeceira dele e termino de arrumar tudo, pego uma roupa para mim no guarda roupas e vou para o banheiro, tomo um banho longo e relaxante lavando meu cabelo, passo um creme no corpo e visto a roupa que eu havia separado, saio do banheiro vendo o Polegar sentado na cama.
Ignoro ele e vou pro guarda roupas, passo desodorante e um body splash, arrumo algumas coisas no meu guarda-roupa até sentir o senhor Polegar me abraçando por trás e beijando meu pescoço, que sensação asquerosa meu Deus.
Polegar: admite amor, você sentiu falta do seu marido- fala me virando de frente para ele.
Eu: sai Polegar, vai atrás da desgraçada da sua ex vai- falo me afastando dele.
Polegar: qual é Rebecca, se eu quisesse ela eu ainda tava casado com ela, não com você, quem vive de passado é museu- fala e eu n**o com a cabeça.
Eu: mesmo assim quem viajou com você foi ela- falo e ele senta me olhando com cara de frustrado.
Polegar: Rebecca, tô ligado que fui o maior filho da p**a que você já conheceu, mas eu tava conversando com o Lobão e ele colocou umas paradas na minha cabeça, virei a cabeça contigo por causa de intriga alheia, acabei com nosso casamento por causa de intriga alheia, vou me redimir com você n**a, fazer você me perdoar e voltar a me ver como o teu Polegar, vou estar evitando te bater e te trair- fala e eu confirmo com a cabeça.
Eu: vou descer para a lavar a louça.
Polegar: fica aqui c*****o, tô falando contigo namoral, me escuta p***a- fala se irritando.
Eu: escutar o que Lucas? Promessas sem sentido? Vazias? Que amanhã mesmo você já vai quebrar?
Polegar: confia em mim p***a, bota fé em mim c****e, trouxe até um presente para tu- fala apontando para a caixa - e amanhã vou contratar alguém para cuidar da casa e cozinhar, tu vai voltar para a faculdade e a andar livre por aí, com segurança, claro, não quero dar vacilo para tu fugir, só vai voltar a andar sem segurança quando eu tiver certeza que você não vai mais fugir de mim- fala e eu n**o com a cabeça.
Eu: tanto faz Polegar.
Polegar: da uma chance c****e, me dá a p***a de uma chance p***a- fala levantando com tudo e eu me afasto assutada, o que faz ele esfregar o rosto nervoso- não precisa ter medo de mim, vou te mostrar isso na raça n**a.