Capítulo 2

1296 Words
No caminho para o escritório, sua mente ficava vagando e pensando em todas as coisas que ela tinha que fazer bem para não ser expulsa de lá, ela não podia permitir outro erro em seu primeiro dia. De repente, ela percebeu que tinha chegado à sala onde a inseminação de Aurora estava ocorrendo. Ela entrou correndo, sem olhar muito, e entregou a garrafa de esperma para o outro médico sem sequer pensar. O médico pegou a garrafa e verificou rapidamente, dizendo que tudo parecia estar em ordem. Mas a nova enfermeira não tinha percebido seu erro, e ela se afastou sentindo grande alívio de ter uma tarefa a menos em sua lista. Após terminar o processo de inseminação, o médico permitiu que Aurora fosse para casa, lembrando-a de vir em duas semanas para encontrar os resultados. Aurora se dirigiu para a saída e viu Guilherme à distância que parecia estar com pressa, seguiu-o com os olhos até que ela se perdeu na porta. Por alguma razão, ela ficou intrigada com aquele homem, embora nunca o tivesse visto em sua vida. Ela retomou sua partida e foi para a casa de sua irmã para dar a notícia a ela e Oliveira. Ela saiu do táxi após pagar o motorista e subiu os degraus, e colocou a chave na fechadura. Entrou na casa que estava em silêncio. — Estou aqui! — anunciado. Inês saiu da sala com o marido e eles correram para abraçar a jovem. — Estou tão grata a você, você é um anjo — Oliveira emitiu beijando a testa de Aurora. — Tem a certeza do que fez? — perguntou à irmã. Inês estava grata, mas preocupada com a decisão de sua irmã de oferecer seu ventre para engravidar. Além disso, o relacionamento de Aurora com o namorado também estava em jogo. — Sim, tenho a certeza. Quero dar-lhe o que tem procurado tanto, embora devemos esperar pelos resultados. — disse Aurora lembrando o que a médica lhe tinha explicado. — E o que vai acontecer com Dilam, disseste-lhe o que está a fazer? — Inês perguntou. — Vou dizer, ficarei com ele esta noite para falar. — A irmã acenou com a cabeça. — Não se preocupe, ele certamente vai entender, sabe como é o Dilam. Inês segurou a mão de Oliveira com carinho. — Não sei como lhe agradecer pelo que está a fazer por nós. — A irmã abraçou durante alguns segundos e depois separou dela. — Prometo devolver o favor, além disso, pago se necessário… Oliveira negou. — O que faz por mim é suficiente, estamos juntos. Além disso, só estou a oferecer a minha barriga para o teu bebê, ele ou ela pertence a você e eu sei que você vai fazer um bom trabalho como pais. Expressou sinceramente fazendo com que Inês seja incapaz de conter as lágrimas. — Quando você sabe os resultados? — Oliveira perguntou enquanto abraçava a sua esposa acariciando-a suavemente nas costas. Ele também se sentiu em dívida com a sua cunhada, e ele planejava pagar o que ela estava fazendo por Inês, que tinha sofrido mais. — No prazo de quinze dias. — Aurora respondeu com certeza que tudo acabaria bem. Tive a sensação de que ela iria engravidar. — Que tal sairmos por um tempo? — Oliveira propôs com a intenção de encorajar sua esposa que parecia um pouco triste. Inês sentiu uma mistura de emoções misturadas quando descobriu a decisão de sua irmã. Por um lado, ela sentiu profunda gratidão a Aurora por se oferecer para ajudá-la e seu marido a ter um filho. Ele nunca esqueceria a generosidade e bondade de sua irmã em tomar uma decisão tão importante e significativa. No entanto, ela também sentiu grande tristeza quando confrontada com a realidade de que ela mesma não poderia conceber um filho com o marido. A notícia lembrou-a novamente da dolorosa realidade de que ela não poderia ter filhos e que precisaria da ajuda de sua irmã para criar uma família. — Ótimo, vou mudar — A Aurora disse à vontade com a ideia de sair por uns tempos. Os três decidiram ir a um restaurante, o lugar era elegante e caro. Mas ele queria desfrutar com sua esposa e cunhada um bom jantar, além de sentir que a ocasião o justificava. Ele não queria estar sob nenhuma ilusão, no entanto, era inevitável não imaginar o quão feliz ele ficaria ao ouvir um menino dizer pai. Ele certamente estava especialmente grato a Aurora por se sacrificar por eles. Depois de um tempo, sua irmã e seu cunhado a deixaram no shopping onde ela encontraria Dilam. Aurora estava nervosa pensando em como dizer ao namorado que ela ia ter um bebê e que havia sido uma barriga de aluguel, mas ela tentou relaxar para dar-lhe a decisão que ela tinha feito. No final, era o corpo dela e não deveria pedir permissão a ninguém. No entanto, ela não queria que seu namorado acreditasse em mais nada sobre ela. Quando ela se aproximou da mesa onde Dilam estava, seu coração se sentiu batendo cada vez mais rápido. Ela respirou ar antes de encurtar os poucos metros restantes e parar na frente dele. Olá! — disse beijando a bochecha. — Pensei que não viesse. — Dei um sorriso. — Eu estava com a minha irmã e Oliveira. — explicou o motivo do seu atraso —. Já encomendou? — Não, estava à espera que encomendasses juntos — Dilam começou por colocar a mão em cima da Aurora. A jovem sorriu. Seu namorado não era apenas bonito, mas também um cavalheiro. Após pedir um tiramisu de chocolate, ambos decidiram caminhar pelo shopping. Eles estavam de mãos dadas, como ele disse a ela sobre seu dia de trabalho. Aurora ouviu com atenção, interessada no que seu namorado lhe disse. — E você, me diga o que você fez? — Danilo perguntou, observando que ela estava em silêncio o tempo todo. Aurora mentalmente preparada para falar com Danilo, ela sabia que essa conversa mudaria tudo. — Na verdade, tenho algo importante para te dizer. — Ela confessou. — Claro, o que se passa? — perguntou ao namorado a sentir-se curioso. Aurora olhou para suas mãos apertadas e suspirou antes de divulgar a notícia. — Decidi que quero ter um bebê. As sobrancelhas de Danilo se levantaram de surpresa, ele não podia imaginar ouvir isso. — Um bebê? — ela assentiu — Entendo que esse é o seu desejo, mas ainda somos jovens demais para pensar em ser pais, não acha? Aurora negou e foi em frente para dizer. — Não, não é o que está a pensar. Veja, a minha irmã e o marido não podem ter filhos e eu decidi ajudá-los emprestando a minha barriga usando inseminação para realizar a gravidez. — explicou. Danilo franziu a testa. — Espera, quer dizer que o bebê não seria nosso? — questionado cada vez mais confuso. — Exatamente, o bebê seria da minha irmã e do marido, mas eu o carregava na barriga. — respondeu Aurora. — E, por que não procuras outra pessoa? Além disso, há também outros métodos que poderiam servir. — Que o namorado comentou em desacordo com a decisão precipitada que Aurora tomava. — Danilo, eles tentaram e não podem ter filhos. Quero ajudar a minha irmã e o marido a terem uma família. É algo que sempre quiseram e não suporto ver que estão a sofrer com tudo isto. — Que ele emitiu dizendo porque tinha vindo tomar aquela importante decisão. Mas Danilo não entendeu por que sua namorada teve que fazer um sacrifício tão grande por sua irmã. Tudo isso parecia loucura para ele. Por outro lado, ele não podia deixar de pensar que talvez fosse uma desculpa para encobrir seu possível engano.
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