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O escritório de Gael estava mergulhado na penumbra da tarde que se despedia lentamente, as sombras projetando desenhos irregulares nas paredes de pedra. O ar carregava um peso invisível, como se as paredes fossem testemunhas silenciosas do que estava prestes a acontecer. Gael se manteve de pé atrás da mesa robusta de carvalho escurecido, os olhos de um azul intenso fixos em Vitor, que permanecia na frente dele, os ombros tensos e o queixo erguido, como se lutasse contra um peso maior que seu próprio corpo podia suportar. "Fui te ver na enfermaria mais cedo e você não estava lá", começou Gael, a voz firme como aço temperado. "Posso saber por onde andou?" Vitor demorou um instante para responder, como se medisse cuidadosamente cada palavra antes de deixá-la escapar. O olhar cinzento dele e

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