capítulo 9

1075 Words
Não consigo respirar. Enquanto minha mente continua uma bagunça, a mensagem ainda continua brilhando na tela, mesmo sabendo que as chances dele estar blefando eram poucas, eu liguei, com a esperança de que o meu amigo fosse atender. Mas não obtive sucesso, deixando o nervosismo se apoderar dos meus pensamentos, fitei os meus braços e não pensei duas vezes antes de afundar as unhas na pele clara, buscando de alguma maneira um alívio, e só obtive quando comecei a sangrar. Ouço alguém batendo a porta e pigarreio me levantando da cama. __ quem é? __ questiono. __ sou eu senhorita Bella, a camareira. __ explica e abro a porta do quarto, escondo o braço machucado e a observo pegar o cesto que pedi e se retirar logo em seguida. Respiro fundo e tento ligar novamente para o Kai, só que ao invés de me atender e agir feito a p***a de um homem, aquele cretino mandou mensagem, e o número não pertence ao meu amigo. " Não machuque a sua linda pele, deixe que eu o faço por você " Doente do c*****o! Digitei de volta sem pensar duas vezes. " Me deixa em paz e vai se f***r" Ele demorou cerca de dois minutos para me responder e eu só consegui pensar no que podia estar fazendo com meu amigo. " Paz? Você não pode ter paz quando o seu amante é o próprio d***o " Revirei os olhos e quase atirei o telefone na parede. " O que você fez com o meu amigo? i****a! Ele não tem nada a ver com isso " Outra demora, parece ter prazer em me torturar. " Seu amigo está em um bom lugar agora, e pare de se machucar, ou terei que tomar providências e não vai querer que eu faça isso" Solto um suspiro e a porta é aberta de maneira brusca pelo meu irmão. Seus olhos vasculham o quarto em busca de algo ou alguém, e infelizmente pousam no meu braço. __ Lorenzo... eu posso explicar. Seus olhos, antes passivos e calmos, agora parecem me julgar. __ eu vi o presente no cesto, pretendia contar alguma coisa? __ sim. __ minto. __ por que sinto que está mentindo? __ p***a! Estou falando a verdade, e toma, rastreia esses números aqui. __ desconverso jogando o celular para ele, já cansada da brincadeira de gato e rato na qual Gabriel Marine está me metendo. __ o que é isso? __ pergunta se referindo a mensagem. __ eu não sei, só verifique de onde são os dois números, e em seguida eu explico... por favor. __ peço e ele suspira. __ Bels, você tem que contar para o pai. __ não! Você não pode ser desleal a mim, eu nunca fui a você, então não vai contar. __ exijo e meu irmão assente a contragosto. __ eu volto daqui a trinta minutos, se recomponha, está péssima, qualquer um com cérebro que entre aqui, irá perceber que você está com problemas. __ fala e engulo em seco, mas concordo, espero que saia, e tiro minhas roupas, caminho em direção ao banheiro e enquanto a água cai sobre o meu corpo me permito pensar em como ele soube que estava me machucando? Como conseguiu entrar aqui sem ser visto? Eram muitos" porquês" e nenhuma reposta parecia certa e isso me leva a acreditar no que Kai disse. Ele é a p***a de um stalker e por mais que eu o conheça, sinto medo... e odeio sentir medo de quem gosto... e gostar é muito pouco perto do que sentia e talvez ainda sinta por ele. Mas a sensação dele estar me espionando como um maldito Serial-Killer maluco, me dá nos nervos. Depois de alguns minutos de banho e me sentindo melhor, visto uma roupa confortável e espero que meu irmão venha até mim. Suspiro me ajeitando no colchão e fito o prato com sanduíche mastigado, p***a! Até a minha comida aquele figlio de una puttana se apossou. Lorenzo bate na porta e se senta ao meu lado com o notebook sobre as suas pernas. __ me diz que conseguiu algo?__ pergunto esperançosa. __ o celular do Kai continua no alojamento da faculdade, então se alguém o pegou deixou o telefone para trás, mas já mandei dois homens de minha confiança para verificar, e quanto ao segundo número. __ olhei ansiosa pela resposta, queria saber onde ele havia se metido durante todos esses anos. E dentro de mim ainda existe aquela Bella que anseia curiosa para saber como ele ficou depois de tantos anos. __ sinto muito sorella, mas esse número é impossível rastrear. __ está me dizendo que não podemos achá-lo? __ pergunto e ele pensou que estava me referindo ao Kai o que não era uma inverdade. Mas se queria saber onde meu melhor amigo estava, preciso primeiro da localização do meu stalker. __ sim, a tecnologia que essa pessoa está usando é de última geração, e mesmo que consigamos rastrear, nunca vai nos dar uma localização exata. __ p***a! Que merda! __ esbravejo e ele deixa o notebook de lado e me puxa para um abraço, encosto a cabeça no seu peito e sinto sua carícia suave em minha costa. __ eu não sei o que está acontecendo, mas é melhor contarm... __ por favor, não faça isso, se conseguíssemos descobrir o segundo número daria certo contar ao papai, mas agora... não tem nada que ele possa fazer. E uma parte dentro de mim, não o queria envolvido naquilo, não quando as chances de sucesso eram mínimas. __ se o papai descobrir isso, vai me odiar ao saber que estive te acobertando, tem certeza de que não sabe quem é? Respiro fundo e engulo em seco. __ tenho... ou não, eu não sei... estou confusa. __ falo me sentindo péssima por omitir que de fato sabia quem era o meu espião. Mas eu já estava colocando sua relação com papai em extremo risco, Lorenzo é como os olhos e ouvidos dele, e se Pietro Ferrari souber que o filho mais velho tinha todas as informações do herdeiro de um velho inimigo e não contou, abalaria a relação e por isso tomei a decisão de não envolver nenhum dos meus irmãos, se eu tiver que enfrentar o meu passado, o farei sozinha. __ tutto bene, descanse, não existe m*l nesse mundo, que não possa ser remediado. __ fala e me concentro nas carícias, deixando ser vencida pelo cansaço.
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