Samba e fuzis

696 Words
JAMES SMITH- Estou puto, muito puto. Agora além de tudo o que eu tenho para fazer nessa base militar, o Capitão teve a brilhante ideia de recrutar brasileiros e trazê-los para cá, ele só pode estar ficando louco, louco para c*****o, poderia ser soldado de qualquer lugar, mas Brasil? Sério?! Será que ele não sabe da fama que esses caras têm? Eles vão vir fazer o que aqui? Dançar samba com os fuzis? -Você está louco Capitão? Não por trazer soldados, mas brasileiros? -Escuta aqui, não é porque você é meu filho que eu devo satisfação, e digo mais, o Capitão do batalhão de lá é meu amigo e serviu comigo a uns anos atrás, eu sei que ele só mandará pessoas extremamente competentes. Só pode estar de brincadeira com a minha cara mesmo. -E como vai ser? Quando eles chegam? -O combinado é semana que vem, e como meu filho é um dos tenentes desse lugar você deverá apresentar a base e dividir as patentes novamente e treiná-los. -Ok pai- estarei ansioso para transformar a vida desses brasileiros em um inferno e fazer com que todos eles voltem com o rabinho entre as pernas para onde nunca deveria ter saído- estou liberado? -Está- quando eu estava quase na porta ele fala novamente- nossa... quase me esqueci, o Capitão Alvez me disse que teremos um tenente, o tenente Clarke e ele me disse que esse cara é um dos melhores para treinamento e ele pediu se poderíamos manter a patente dele, o que você acha? Eu ri, porque só pode ser uma pegadinha, mas o rosto do meu pai dizia outra coisa. -hum... eu posso pensar sobre, mas não sei onde eu colocaria. Pra lavar pratos provavelmente. - Então eu vou escolher a patente dele, e você se preocupe com os outros apenas, certo? Dispensado. -ok capitão- eu e minha boca grande, era só eu ter dito qualquer coisa ou só concordado. Depois dessa péssima notícia eu preciso descarregar essa minha raiva, e nada melhor do que fazer isso batendo em alguém não é mesmo? Meu método de treinamento é o seguinte: eu coloco os soldados para lutarem comigo, bato neles para c*****o, como se fossem sacos de pancada, uma troca justa a meu ver... eu desconto minha raiva e eles aprendem a lutar. Depois de ter derrubado uns 30 soldados no soco eu vou para meu dormitório tomar um banho porque eu tenho uma missão amanhã e espero que ela não demore para terminar, a previsão é ficarmos quatro dias fora para recuperar umas armas que foram contrabandeadas a uns dias. De forma resumida uma facção interceptou nossos caminhões e levou uma carga de armas e agora iremos atrás delas e eles estão fodidos, porque faz tempo que eu não saio para uma missão e estou com sede de sangue. É estranho ser um militar e fazermos essa missões, às vezes me sinto em uma máfia, mas é assim que funciona aqui no pouco conhecido Fort Albion. Aqui temos apenas os mais sanguinários soldados de todo o mundo, até porque nosso serviço é o que ninguém mais quer fazer. -Bora c*****o! Não temos o dia todo- gritei para os soldados, para que acelerassem e subissem no caminhão logo. Seguimos para o sul que foi para onde conseguimos o sinal dos rastreadores da carga, mas o que me lasca é saber que vai demorar uns dois dias para chegarmos lá mais dois para a volta, ou seja, já se foi quatro dias nessa brincadeira. Quando chegamos no lugar nos deparamos com um lugar muito bem planejado e equipado, tinha cinco galpões enormes e todo o lugar estava murado e com muitos soldados, nós fomos em vinte soldados, não dava nem para sonhar em entrar. Merda. -Ligue para meu pai e peça reforço. - O soldado assentiu e fez o que eu pedi e retornou rápido. -Ele falou que está mandando de imediato. -Assenti. E o que nos restava era esperar, e o tempo da missão aumentou novamente, quem sabe eu não dou sorte e perco a chegada dos brasileiros e me livro de ter que ensinar a eles a como se faz para dar um soco.
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