JAMES SMITH-
Nossa missão foi um sucesso, comigo no comando não seria diferente. Bom, eu perdi a chegada dos brasileiros o que me deixou muito feliz, eles chegaram de manhã e agora já era noite, eu estava com um corte no antebraço, nada muito feio não foi muito fundo, mas precisaria de pontos.
Resumindo a missão, esperamos os reforços chegarem e isso demorou dois dias e logo que chegaram nós já invadimos o local com toda a força, minhas ordens eram não deixar ninguém vivo para contar história, e foi o que fizemos .Entramos atirando em qualquer um, e eu aproveitei para descarregar a tensão, torturando os caras que estavam no comando.
-Por que vocês interceptaram um caminhão militar em vez de apenas comprar no tráfico de armas? – o cara continuou quieto, e eu já tinha desfigurado o rosto dele no soco, então tive que apelar, comecei com o básico: arrancando as unhas dele, uma a uma, os gritos dele eram como música pra mim e quando ele começou a chorar, ah foi melhor que Beethoven.
-Nunca que eu vou falar, britânico de merda! – foi aí que notei o sotaque francês, não é novidade que franceses e britânicos não se dão bem, mas eu preciso extrair pelo menos uma informação, né?
-Ahh! Você vai falar sim- cortei todas as falanges dele e ele continuou gritando e chorando, mas eu queria que ele implorasse pela vida, então arranquei uns dentes, um pedaço da orelha, martelei os pés dele ,coloquei fogo nas pernas e na cabeça e só apaguei quando ele ficou careca...
-Tá legal, tá legal, eu vou falar -foi uma pena, porque eu ainda tinha ideias- Meu chefe não gosta do Capitão Smith, não sei o porquê, mas ele odeia o Smith... Eu sei que ele se prepara a anos pra derrubar o cara, esse ataque foi para apresentar ao Smith que ele tem inimigos agora.
-Fale mais, tem mais de vocês então?
-Tem, essa base que você entrou não é 20% dos homens que meu chefe tem, nós fomos iscas.
-Adorei a historinha, mas quero nomes agora, qual o nome do seu chefe?
-Eu não sei o nome dele... Mas chamamos de Capitão Leroy... é tudo o que eu sei, não me mate, por favor.... eu te ajudei cara.
-Mas também me chamou de britânico de merda e seu chefe quer matar meu pai- ele arregalou os olhos, que mesmo quase fechados pelo inchaço e sangue pareciam que iam saltar para fora do rosto- é cara, sou James Smith- eu ri alto, porque eu sei da minha fama, e eu a amo – adorei a conversa francês.
Finalizei com um tiro na testa mesmo, para poupar tempo. Depois disso conversei de uma forma bem amigável com os outros quatro que estavam no comando e tive as mesmas informações, parecia que o tal Leroy tinha criado essa base e deixado esses cara para morrerem mesmo, e para que deixassem apenas aquelas informações.
Eu estava cansado e coberto de sangue quando estávamos na estrada e eu não dormi em momento algum, os outros soldados vieram dormindo ou conversando felizes pela vitória, eu passei a viagem todas tentando juntar peças do que aconteceu e ver se não deixei passar nada.
Quando chegamos na base a sirene tocou, avisando que chegamos e eu fui direto para a enfermaria, entrei batendo a porta, assuntado quase todas as enfermeiras que estavam lá, mulheres se assustam tão fácil, a única que não teve muita reação, foi uma loira alta pra caramba e eu nunca tinha visto ela ali, deve ser nova e ficaram me olhando e nada de me atender, que porra.
-Estão esperando o que suas inúteis, eu estou com um corte no braço, venham logo c*****o.
A loira alta cerrou os olhos e se aproximou.
-Deixa eu olhar- ela pegou meu braço e olhou com atenção- certo, deita na maca por favor – temos uma senhorita educada, vamos ver até quando vai isso, enquanto eu me deitava ela foi pegar os matérias e eu olhei para ela, alta e loira, e deve ser gorda pelo tamanho da roupa mas eu não consegui ver mais que isso pois ela estava de jaleco descartável, máscara e touca. Quando ela voltou com uma bandeja de metal com agulha, linha e outras coisas para a sutura ela se sentou perto do meu braço e eu fiquei tentando descobrir a cor dor olhos dela, era um azul meio verde, sobrancelhas médias e cílios longos.
-Passa, vira, pinça...nó- ela resmungava, que c*****o.
- Cala a boca, para de resmungar e só sutura essa merda! - ela juntou as sobrancelhas, deve ser o olhar de brava dela e ela ficou um pouco vermelha.
-Você é minha primeira sutura, estou tentando não errar ou você quer uma cicatriz feia? - ela disse levantando uma sobrancelha e cruzando os braços.
-Não, então resmungue menos, isso está me irritando. -ela suspirou brava e não disse mais nada, que mulher estressadinha, eu em.
Depois de uns dez minutos ela termina e posso ver o orgulho nos olhos dela.
-Saca só Karen, ficou muito bom...mas também, fui eu que fiz- que convencida.
-Ficou muito bom Elena- Karen disse e se afastou.
-Certo...você é? - como não sabe quem eu sou? Que insolente.
-Sou o tenente Smith, seu superior- pude notar que ela segurou para não revirar os olhos.
-Certo tenente Smith, você deve voltar daqui três dias para retirar os pontos e caso sinta dor tome essa medicação aqui... e seu corte passa em um nervo que pode afetar a sensibilidade dos dedos... caso sinta que perdeu essa sensibilidade me avise.
-Você é enfermeira, vai fazer o que a respeito? – ela bufou, eita mulher difícil.
-Sou fisioterapeuta, na verdade tenente, estou aqui apenas para ajudar.
Assenti e sai da sala, mas pude escutar ela falando baixo " cara petulante do c*****o" eu dei um leve sorriso, vai ser interessante ter uma pessoa que tem a língua afiada e que é fácil de estressar.