— Me solta, p***a! Tá ficando doidona? Não fode. — Disse, soltando o braço dela com força.
— Quando você vai parar com essa palhaçada? Não somos mais crianças. Vamos resolver as coisas como adultos, Terror. Você nunca precisou dessa merda aqui para se satisfazer, você tem a mim. Já deu essa briga, vamos para casa! — Falou ela, tentando me puxar pelo braço.
— Mano, bota de uma vez por todas na tua cabeça que eu não quero mais você. Enjoei! Era isso que tu queria escutar? Não fode, p***a, me deixa em paz. Tu não me satisfaz mais; na verdade, nunca satisfez. Então abaixa a tua bola e tira essa sensação de poder absurda que você tem. Se tu me encostar mais uma vez, eu vou te enfiar a porrada e tu vai ter que ir embora sozinha, se arrastando, porque eu não vou deixar ninguém te ajudar. Tá sendo inconveniente já, se valoriza, p***a, não é de graça. — Disse, gritando com ela, puto pra c*****o.
— Para de falar essas coisas pra mim. Sei que tá com raiva e tá bêbado também. Vamos pra casa comigo, amanhã a gente conversa, vai ser melhor. Sabe que eu não vivo sem você, o que a gente tem é antigo e vai ser para sempre. Eu sempre soube te satisfazer; o que você sabe é graças a mim, o aluno não pode ser melhor que a professora, minha vida. — Falou ela, debochada e tentando me abraçar novamente.
— Mano, com todo respeito? Vai tomar no seu cu, p***a! — Disse, empurrando ela com força e acertei um soco na cara dela. f**a-se, perdi o controle mesmo. Que mulher chata do c*****o.
— Você tá maluco, cara? Olha o que você fez! Você nunca me tratou assim, nunca encostou um dedo em mim. O que tá acontecendo com você? O que você está se tornando? — Gritou ela, vindo para cima de mim, me arranhando e me enchendo de tapas.
Nem me dei ao trabalho de responder; segurei ela e enchi a cara de porrada até que ficasse caída no chão, totalmente desacordada. Cheio de ódio da cara dessa filha da p**a. Quando vi que ela já estava sem forças, meti o pé e acionei apenas os seguranças pelo rádio, numa frequência exclusiva. Entrei no carro, puto da vida, e eles seguiram em silêncio; eles me conhecem bem.
Não demorou muito e eu já estava chegando aos acessos do morro. Com a cabeça quente, botei o carro para correr na pista, voando igual um doido. Cheguei em casa e não falei nem com os seguranças da porta, nem com os que já estavam aqui fazendo a proteção da minha casa. Fui direto para o meu quarto e tomei um banho demorado e gelado. A minha vontade era matar aquela desgraçada, ainda estragou o meu momento.
Fui para o closet, vesti uma cueca e saí para a varanda do meu quarto para fumar um, no escuro mesmo. Acendi o baseado e, ao soltar a fumaça, escutei um barulho de água lá embaixo. Olhei e vi a outra diaba na piscina, de calcinha e sutiã, querendo infernizar a minha vida. Eu não tenho paz; na verdade, acho que só vou ter quando morrer, talvez.
Fiquei ali, parado, observando ela mergulhar para lá e para cá. Soltava a fumaça devagar, de olhos fixos na cena dela na piscina. Aos poucos fui me acalmando, a raiva passou e o meu corpo parou de tremer, mas aí outra coisa começou a se mexer. Acho que ela percebeu que estava sendo observada, ficou olhando ao redor, mas era impossível dela me ver aqui, tudo escuro e na sombra. A bandida saiu da piscina, se secou com calma e eu reparei em cada centímetro do seu corpo: a b***a gostosa que ela tem, os s***s fartos — nem tão grandes e nem tão pequenos —, aquela barriga desenhada, as pernas grossas, coxões definidos, linda pra c*****o. Nem parece ter a idade que tem, papo reto. Ela é perfeita sem fazer nenhum esforço; acho que é a mulher mais linda e gostosa que já vi. Fiquei viajando nela, filho, não tem para ninguém.
A cachaça foi passando e eu me questionei se não era para estar pensando nisso, nada a ver, estou sendo filho da p**a pra c*****o. Mas foi inevitável, para mim ela já estava ali, dormindo nos meus pensamentos. Ela terminou de se secar e meteu o pé para o quarto, me deixando aqui com o meu baseado e as minhas neuroses. Essa cena dela na piscina não sai da minha mente, p**a que pariu. Tem coisas que parecem acontecer só comigo, mano. Não é vitimismo, não, é realidade.
Depois de um tempo, entrei para o quarto, escovei os dentes e caí na cama. Cheio de neura e a cabeça a mil. Pelo menos com aquela filha da p**a não tive problema para dormir; ela consegue me fazer apagar rápido, nunca dormi tanto assim na minha vida. Essa mina sabe das coisas, papo reto. Ela tem o tempero, mano, alguma parada ela tem. Ou pode ser macumba, feitiçaria ou sei lá o que nesse c*****o, tá querendo bagunçar a minha mente. Deve ter feito alguma p***a para mim.
Caralho, devo estar muito bêbado. Olha as coisas que eu estou pensando. Esse whisky deve estar falsificado, só pode. Se essa filha da p**a da Leandra estiver vendendo bebida adulterada, dessa vez não vou perdoar, vai de ralo. Já tratei da questão das menores de idade, agora bebida falsificada é o fim. Tô aqui neurótico e alucinado, parceiro, que loucura! Pensando em várias coisas nada a ver!