Meu corpo começou a se debater, o ar faltava e estava ficando cada vez mais asfixiada. Mas o meu corpo não reagia mais, esse infeliz venceu, acabou com a minha vida e me fez assinar a minha própria sentença de morte.
Não sei o que estava acontecendo, mas me via deitada no chão. Acho que realmente morri; a dor foi mais forte do que eu. Não queria ser tão fraca, mas não aguentei a pressão. Fiquei olhando o meu corpo ali, naquele chão. Eu tinha tantos sonhos, era uma menina com tanta vontade de viver, cheia de planos para o futuro. A dona da risada mais gostosa, como o meu pai sempre dizia e um cara conseguiu acabar com tudo isso. Talvez Deus não olhe para o meu espírito, pois fiz algo que na Bíblia é abominável; dizem que os suicidas não reinam no reino dos céus. Mas viver em um inferno viva, prefiro viver em um inferno morta.
Olhei para trás e vi o meu pai. Ele me olhou chorando e disse só isso: "Volte, ainda não é a sua hora. Vá e vença." Fui até ele, mas não conseguia abraçá-lo, parecia que era só vento. Comecei a gritar descontroladamente, mas a voz não saiu. Estava desesperada e não consegui entender o que estava acontecendo. O espírito do meu pai sumiu, e eu voltei a me olhar no chão. Tentei fazer o que ele pediu e me deitei sobre o meu próprio corpo.