- Ele demorou um pouco pra reagir… como se estivesse longe. Mas depois obedeceu. Sentou na cadeira da sala, soltando o corpo, pesado… cansado de um jeito que não era só físico. Era a alma. - Fui pra trás dele. Coloquei minhas mãos nos ombros dele com cuidado… e comecei a massagear devagar. Sentia cada músculo tenso, duro, travado… parecia pedra. - No começo ele nem reagiu. Mas eu continuei. Com calma, com carinho. Como se, naquele toque, eu pudesse tirar um pouco do peso que ele carregava. - E aos poucos… ele foi cedendo. Os ombros começaram a baixar. A respiração ficou mais lenta. A cabeça inclinou levemente pra frente… E ali, naquele pequeno gesto… eu vi ele relaxar. - Nem que fosse só um pouco. Nem que fosse só por alguns minutos. Mas pra mim… já significava tudo. Olhei pro pote de

