82

1108 Words
Maria Clara Narrando - Quando ouvi o barulho da porta do cofre sendo aberta, minhas pernas travaram, prendi a respiração de tanto nervoso. Quando vi era ele, me deu um alívio imediato ao mesmo tempo fiquei mega nervosa, ele estava todo sujo de sangue, abracei ele e fiquei vendo se estava ferido. Fiquei tão desesperada de acontecer alguma coisa com ele, não sei explicar o que sinto por ele, mas a cada dia que se passa, ele me tem de uma forma única e pura. - Depois ele veio com papo de que precisava conversar comigo sério, gelei na hora. Eu sabia que era o Ferrugem, ele não ia me deixar em paz e estava tudo muito tranquilo pra ser verdade, quando a minha vida está uma paz, eu desconfio logo, já que é tempestade em cima de tempestade. Tive que esperar ele tomar banho e a ansiedade acabando comigo pra saber o que ele queria falar e nessas horas, a minha mente é a minha pior inimiga, fiquei pensando um monte de coisas. Talvez ele queira acabar esse lance que a gente tem, na verdade o que nem começamos. Ou ele não quer mais me ajudar, estou trazendo muitos problemas pra ele. - Depois de banho tomado e vestido de preferência, a gente conversou e eu me senti muito m*l pelos caras que morreram, querendo ou não isso tem culpa minha sim, se eu não tivesse aqui, esse desgraçado não teria mandado ninguém vir aqui fazer essa chacina. Ele me tranquilizou, porque realmente poderia ser o Ferrugem ou qualquer outra pessoa invadindo e eles escolheram estar ali defendendo o morro. Mas mesmo assim me sinto culpada, não sei explicar. São oito vidas, oito famílias chorando hoje por esse desgraçado que não me deixa em paz. Como uma pessoa quer alguém que a rejeita, tem nojo e repulsa. Nunca vou entender. - Terror disse sobre ele ser obcecado por mim e isso me dá mais medo, se um dia ele colocar as mãos em mim, acho que não vai sobrar um fio de cabelo pra contar história. E o sentimento que tenho não é só de tristeza, agora carrego comigo um ódio que eu não sei explicar, esse desgraçado quer acabar com a minha vida custe o que custar, mas ele não vai conseguir, nem que eu morra tentando, ao lado dele eu não fico nunca mais. Sem contar que o Ferrugem tem esse ódio do Terror por conta da ex mulher dele, eu não sei como funciona o mundo do crime, mas na vida normal, se a pessoa diz que ela é solteira, a palavra dela é o que vale. Ninguém vai puxar o histórico da vida da pessoa pra saber se ela está ou não falando a verdade. Quem devia fidelidade a ele era a safada da ex. Uma pena que isso aconteceu, porque ele podia está com ela até hoje e nunca teria pensado na minha existência. - Ficamos conversando e brincando, na verdade um colocando ciúme no outro. Eu sempre perco, não me aguento, mas também não demonstro. Nunca que eu vou demonstrar, pra ele montar em cima? Jamais! Não tenho experiência com relacionamento, mas tenho na vida, quem muito se mostra, muito se fode. Posso morrer de amor, mas se ele não demonstrar, eu nunca vou falar. Mas ele também não aguenta, eu falo merda e ele quer logo me enforcar, me provoca e não gosta de ser provocado. Agora você ver. - Fui pra cozinha fazer uma janta, estou com tanta fome de comida. E eu amo cozinhar nessa cozinha, aqui tem tudo que preciso e o melhor, tem tudo que eu tenha vontade de comer. Fiz um arroz soltinho, temperei feijão, porque faço um kg e vou congelando em potes, assim todos os dias comemos fresquinho. Fiz bife acebolado, batata frita e uma salada. Com uma coca bem gelada, ver se não é a combinação perfeita. Aproveitei e fiz um pudim, eu amo. Deixei o Pudim no forno assando, fui tomar banho no meu quarto enquanto ele estava no dele mexendo no celular e falando com não sei quem. Prefiro nem bater neurose, hoje foi tenso e acredito que ele tenha muitas coisas pra resolver, mas escolheu estar aqui comigo. Então que resolva pelo celular. - Uma coisa que ele odeia é que eu tomei banho ou faça qualquer coisa no meu quarto. Mas eu fico super sem jeito de fazer no quarto dele, ainda mais que não temos nada pré estabelecido, não gosto de passar do ponto e tirar a privacidade dele. Mesmo ele insistindo muito e brigando com isso, prefiro fazer essas coisas no meu quarto. Até mesmo porque gosto de ter minha privacidade. - Tomei banho e fui chamar ele pra comer que veio rindo e mexendo no celular. Não muito satisfeita, perguntei logo. Maria Clara: Está rindo do que? - Disse descendo as escadas. Terror: Tem certeza que tu quer saber? - Perguntou rindo. Maria Clara: Fala logo, Terror! - Disse sem paciência. Terror: Terror não, pra você é Bernardo ou amor. Cadê o respeito? - Falou rindo. Parece até que dormiu com o bozo, ta muito palhacinho. Maria Clara: Ta me irritando, não quero mais saber. - Disse pegando as coisas e colocando na mesa pra gente jantar, desliguei o fogo do pudim e coloquei no freezer pra gelar, com essa geladeira é rápido. Terror: Toma, olha aí. - Falou me dando o celular. - Li e claramente dava pra saber que era o Ferrugem e comecei a rir com a resposta do Terror. Fiquei chocada com esse negócio de comer comida e depois me comer, o cara lá deve tá surtando e eu fico até com medo dele armar outra invasão. Maria Clara: Você provoca também né. - Disse colocando nossas comidas e sentamos pra jantar. Terror: Lógico, entro na mente de qualquer um fácil. - Falou comendo e ficamos em silêncio. - Depois de comer, ele quis mais, pra variar. Coloquei e enquanto ele comida pela segunda vez, desenformei o pudim e ele ficou louco. Terror: c*****o, aí tu foi grandona po. Tirou muita onda, minha sobremesa preferida. - Falou comendo o pudim com os olhos. Maria Clara: Não se acostuma não amado, isso aqui é só de vez em quando. - Disse rindo. Terror: Pesou o clima. - Falou comendo. - Fiquei rindo e nem respondi, quem diria que esse cara frio, de postura super seria, cara de r**m que dá até medo. Fosse esse homem bobo aqui comigo hahahahah deixa ele, se ficar de graça, falo pros cara que na rua ele é o brabo, mais aqui dorme de bundinha pra mim.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD