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590 Words
— Que cena ridícula é essa que tu fez agora? — Disse um pouco alterada. — Tá gritando por quê, c*****o? Cena quem estava fazendo era tu, pô. Falei pra ficar na paz, curtir teu bagulho tranquila, mas tu quis testar minha fé. Não fode. Fez isso com a intenção de me deixar puto e conseguiu. — Falou gritando de volta. — Pode parando de gritar, senão vou falar no mesmo tom. Não tenho motivo nenhum pra te deixar puto, nós não temos nada. Que maluquice é essa? Tu tá dando um de maluco, surtando com uma mulher que não é tua. Nós nunca nem ficamos, sequer nos beijamos ou fizemos algo. — Falei cheia de raiva, olhando firme na cara dele. — Independente de tudo, c*****o, você é minha. Eu pedi pra ficar na paz, você foi lá querer fazer graça e me deixar desnorteado. Por isso que acontecem os feminicídios. Vocês são umas diabas do c*****o, fazem nós perder a cabeça e os sentidos, mano. Que isso, que doideira, parceiro. — Falou andando de um lado para o outro, todo agitado. — Cara, me desculpa. Mas eu não sou sua, nunca fui. A gente nunca teve nada, tira isso da sua cabeça. Você tá se confundindo e tentando fazer o mesmo comigo. Eu sou solteira, fico com quem eu quiser. Será que não consegue entender que nós não temos nada? Você nunca tentou nada, então não vem dar um de maluco pra cima de mim, querendo me tratar como se fosse má. Agi lá como em qualquer lugar, sendo solteira e mantendo a minha postura. — Disse com calma, tentando fazê-lo entender a realidade. — Eu nunca tentei nada porque você nunca me deu a******a, c*****o. Desde a primeira vez que te vi, botei na minha cabeça que não chegaria em você porque parecia muito pra mim e eu ia ficar feio levando um não. Mas f**a-se, você é minha. Tu não pode ficar comigo, mas tu nunca vai ficar com ninguém aqui desse morro e nem de lugar nenhum. Se eu não for o teu homem, ninguém nessa p***a vai ser. Agora tu pode me chamar de maluco, psicopata e o c*****o que for. Mas o papo é esse, abraça se quiser. — Falou todo desnorteado e virou as costas, indo direto pro quarto. Sentei na sala com o coração disparado, sentindo o peso daquelas palavras ecoando em mim. Mano, eu nunca imaginei que ele sentia essa mesma confusão que eu. Achava que ele não queria nada e ele pensando o mesmo de mim, que maluquice. Tentei assimilar tudo isso que rolou agora; não foi uma declaração de bom tom, mas foi. Ou será que não? Tô tão perdida que nem sei o que pensar. Esse sentimento de posse que ele tem sobre mim, a forma que ele fala e quer dominar tudo, me controlar, a firmeza que diz que sou sua... mexeu muito comigo. Era pra eu ter medo, talvez. Mas muito pelo contrário, despertou tudo de mais perverso em mim e reacendeu um sentimento que eu tava tentando matar. Será que eu sou maluca? Gente, passada com esse bofe. Mas juro que amei a parada: se não for dele, não serei de mais ninguém. Sim, isso foi uma declaração, não tem como não ser. E aquela frase que ele disse ficou martelando na minha cabeça toda hora. Tomei coragem e fui tomar banho no quarto onde ficam minhas coisas e da Eloah, vou tentar dormir, foi muita informação pra minha mente de uma vez só.
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