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504 Words
Fechei os olhos tentando ficar na paz e pegar no sono. Olha onde fui parar, meu parceiro, doideira pura. A maldita pegou o celular e ficou mexendo, isso mesmo, uma maldita, é isso que ela é. Pensei que ela já tava dormindo, virei pro outro lado, me controlando pra não quebrar aquela p***a. É surreal como ela mexe comigo, mano. Que ciúme doentio é esse? Nunca nem transei com a mina e já tô ficando neurótico. Fiquei inquieto, virando de um lado pro outro e ela na mesma posição, mexendo no celular. Essa aí sabe exatamente como me desestabilizar. — Vai dormir ou vai ficar falando com macho? — Falei puto, não aguentei, foi mais forte que eu. — Ah bofe, vai dormir você. Estou sem sono, quer que eu vá pro outro quarto? Se estou te incomodando é só falar. — Respondeu ela, como a boa abusada que é. — Vai pra outro quarto c*****o nenhum, desliga essa p***a logo, vamos dormir. Tô cansadão e cheio de brigar com você! — Falei, tentando ficar num tom mais tranquilo. — Você está brigando sozinho, eu estou tranquila. — Disse ela levantando e saindo do quarto. Fui logo atrás, ela foi parar na cozinha. A bandida pegou uma cerveja na geladeira, abriu, colocou no copo e começou a beber. p***a, eu tô dizendo que ela é maluca, bagulho de psiquiatra e tudo. Fiquei olhando pra ela, deu até vontade de rir, cara. Se eu falar isso na boca, os caras não acreditam. Que mulher doida, mano! — Quer um copo? — Falou rindo, toda debochada. — Quero mesmo! Tu me deixou estressado e com sede. — Falei malicioso, entrando na onda dela. — Eu te deixo com tantas coisas, né, tadinho. — Disse e foi na sala colocar uma música. Não tô entendendo qual é a dela, mas vou jogar igual. A bandida colocou Oruam, já gostei. Ficamos sentados na mesa da cozinha, tomando cerveja e ouvindo som, ficando mais calmos e curtindo a vibe. Ela passou por mim com aquela micro-roupa, rasgava isso no dente muito fácil. Pegou mais uma cerveja e encheu meu copo bem do meu ladinho, ela quer e não tá sabendo pedir. Aí começou a tocar uma música do mano que não conheço tão bem, mas já tinha ouvido falar. — CÊ SABE QUE O TREM É NÓS, ENTÃO ME FALA O QUE TU SENTE QUANDO TU ESCUTA A MINHA VOZ... — Cantou ela, sentando no seu lugar. — Tu quer saber mesmo o que eu sinto quando escuto tua voz? — Falei rindo. — Ódio, eu sei, hahahahah. — Disse rindo e eu ri também, palhaça pra c*****o. — Também, hahahahah. — Falei curtindo. — Posso te fazer uma pergunta? — Falou me olhando e rindo ainda. — Quantas tu quiser. — Disse bebendo minha cerveja, tava descendo redondinha, nem eu sabia que precisava tanto disso. — Por que esse ciúme todo se nós não temos nada? Não vamos brigar, tá? Eu só quero entender mesmo. — Perguntou tranquila.
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