Bianca Narrando
Eu não pensei.Dessa vez… eu só senti. Quando o Gabriel me puxou mais pra perto, não tinha mais espaço pra dúvida. Meu corpo respondeu antes da minha cabeça, como se reconhecesse aquele lugar… como se lembrasse que era ali que eu sempre pertenci.
- O toque dele era diferente, não era pressa, não era só desejo. Era cuidado!
Cada movimento, cada aproximação… como se ele tivesse medo de me quebrar de novo. E, ao mesmo tempo, como se quisesse me mostrar que eu ainda era inteira, que eu ainda era dele.
- Fechei os olhos quando senti ele mais perto, minha respiração falhando sem controle. Meu coração batia tão forte que parecia que ele podia ouvir e talvez pudesse.
- Minhas mãos se perderam nele, segurando, puxando, precisando sentir. Precisando ter certeza de que aquilo era real… que eu não ia acordar e tudo ia desaparecer de novo.
GB: Eu tô aqui… — ele repetiu, baixo, firme, como uma promessa.
- E eu me agarrei nisso, na voz dele, no toque dele. Na forma como ele me segurava… como se eu fosse tudo. A insegurança ainda tentou aparecer. A cicatriz queimou na minha memória. O medo sussurrou dentro de mim.
Mas, quando abri os olhos e encontrei o olhar dele… não tinha julgamento. Não tinha rejeição! Só tinha desejo… e algo ainda maior, amor.
- E aquilo foi mais forte do que qualquer medo. Me entreguei, sem pensar demais, sem me sabotar. Só sentindo cada toque do meu homem.
- Sentindo o corpo dele junto ao meu, o calor, a proximidade… a forma como tudo parecia se encaixar de novo, como se nunca tivesse deixado de existir.
- Um suspiro escapou de mim, involuntário… carregado de tudo que eu tava guardando há semanas. Saudade, vontade acumulada e muito amor.
- Ele respondeu no mesmo ritmo, sem me apressar, sem me pressionar… como se estivesse me acompanhando, respeitando cada limite, cada silêncio. E isso me fez ir mais fundo, mais inteira.
- Escondi o rosto no pescoço dele, tentando conter tudo que tava transbordando dentro de mim.
Bianca: Eu senti sua falta… — saiu baixo, quase um choro. - Senti ele me apertar mais forte.
GB: Nunca mais foge de mim assim… — ele respondeu, com a voz carregada.
Meu coração apertou… mas, dessa vez, não foi dor, foi pertencimento, foi amor.
- Aos poucos, tudo foi se intensificando… não de forma brusca, mas crescente, envolvente. Como uma onda que vai tomando conta, sem pedir licença. E eu fui junto, sem medo, sem vergonha, sem pensar na cicatriz… sem pensar no que eu perdi.
- Porque, naquele momento… eu não me sentia incompleta, eu me sentia a mulher mais desejada do mundo, amada, viva.
Me agarrei a ele com mais força, deixando tudo que eu sentia vir à tona, sem travar, sem esconder.
- E, pela primeira vez em muito tempo… Eu me permiti sentir prazer sem culpa, sem medo, só sendo.
- Fomos para sala, eu em seu colo naquele grude gostoso e sem vontade nenhuma de se afastar. Eu precisava sentir o meu homem, é muita saudade e desejo acumulado, a forma que ele me faz sua, não tem espaço para qualquer pensamento sobre me diminuir.
- Ele o tempo inteiro atento aos sinais, ambos românticos um com o outro, coisa que era bem raro, já que somos dois selvagens. Chegamos na sala e ele deitou sobre mim, acariciando cada parte do meu corpo.
GB: Coloca uma lingerie pro teu marido e dança pra mim. Me deixa daquele jeito que só você sabe! - Disse sussurrando em meu ouvido.
Bianca: Gabriel... - Disse um pouco tímida.
GB: Vai, quero que hoje seja diferente. Faz isso por mim! - Disse em tom de súplica.
- Não disse nada e levantei, fui para o quarto como uma adolescente, cheia de borboletas na barriga e com uma vontade absurda de impressionar meu homem.
- Escolhi uma lingerie vermelha, a parte de baixo minúscula e com um forro avermelhado mas transparente. A parte de cima é um espetáculo, um bordado em tom vermelho aveludado, minúsculo, só tampava o bico dos s***s.
- Tomei um banho calmo, me depilei, fiz tudo que tinha direito pra me sentir bem comigo mesmo. Sai do banho, passei meu hidratante, desodor e meu perfume Una, esse é meu preferido. Fiz uma maquiagem leve, mas com um batom vermelho, destacando bem a minha boca. Dei uma bagunçada no cabelo, deixando ele volumoso e me sentindo cada vez mais atraente. Coloquei um robe por cima e optei por um salto fino, preto e bem elegante.
- Olhei pra minha irmã na cama, com um misto de sentimentos. Essa entrega também é por ela, hoje eu volto a ser quem eu sempre fui, tanto pra ela, quanto pra ele. Dei um beijo nela e sai do quarto
- Desci as escadas com o coração batendo cada vez mais forte. Cada passo que eu dava até a sala, o nervosismo tomava conta e minha i********e formigava involuntariamente.