Fael Narrando
- Depois que conversei com o Terror e GB, fiquei mais tranquilo. Sabe como é, gosto de jogar na transparência com geral pra não ter mancada. Estou com saudades da minha Rocinha, aqui é até maneiro, mas nada melhor do que o nosso lar. Não tem jeito, nosso morro é nosso morro. Aqueles pagofunk, um baile de respeito, um salseiro de mulheres lindas e gostosas, é isso que eu preciso.
- Aquela mina que falei daquela vez, acabou que a gente se conheceu, antes a gente ficava só se encarando, aquela troca de olhares intenso e pá, mas nunca passava disso. Até que fui curtir no bar com os mano e ela estava lá com algumas amigas. Nós trocou uma ideia, o nome dela é Viviane, gostei até do papo da mina, é experiente na vida, tem assuntos, não é chata e não quer status. Pelo menos é o que parece. Ficamos esse dia, o bagulho foi louco pra c*****o, levei ela até pra casa que eu to ficando, não curto isso, mas estava embrazado e quando fui ver ela já estava comigo, mó paz também.
- O sexo foi parada de outro mundo, bagulho de química é f**a. Fiquei maluco nela, ela sabe muito, profissional do job literalmente. Ela acabou comigo de uma forma que nenhuma fez, depois ficamos trocando ideia, não foi só sexo. Depois disso, dormimos juntos, no dia seguinte, quando ela ia embora, peguei uma meta pra dar a ela e ela se sentiu super ofendida. Disse que não estava me pedindo dinheiro e os caralhos e que eu estava tratando ela como p**a, aí eu disse que ela não tinha que se sentir porque afinal de contas, era esse o trabalho dela.
- Ela pegou as paradas dela, saiu meio que chorando e nem olhou pra trás, depois disso nunca mais olhou na minha cara e eu tô malzão com essa situação. Porque quero a mina, gostei de ficar com ela, tem algo nela que me prendeu e eu não sei explicar o que é, como nunca aconteceu com nenhuma outra. Mas infelizmente eu não aceito que ela seja da vida, no meu meio da bandidagem, os cara zoa mesmo e bota na boca de geral. Como vou ficar com uma mina, que possivelmente no trabalho, possa ter dado pra algum mano meu? Nunca se sabe né.
- Aí tô maluco com essa parada, doido pra meter o pé daqui e esquecer essa mina, o que tá difícil pra c*****o. Porque ela mora exatamente na rua da boca principal, eu vejo essa mandada todo dia e ela passa falando com alguns cria que ela conhece, toda toda e não olha nem na minha cara.
- Se não fosse isso, eu ficaria com ela pra hora filho. Não sou exemplo, mas pra mim como homem é f**a pra c*****o aceitar um bagulho desses. Podem falar o que quiser, mas meu pensamento é esse. Tratei de deixar isso pra lá e fui resolver as coisas que eu tinha pra resolver. Subi na moto e fui abastecer algumas bocas, aqui eu faço tudo, não tô ligado legal na de ninguém, então prefiro ficar fazendo tudo até eu pegar confiança em alguém.
- Quando cheguei na outra boca, quase no pé do morro, a maldita passa de mãos dadas com um filho da p**a que eu nunca vi aqui. Olhei pra cara dela com um ódio mortal mesmo, pra ela ver que eu to vendo essa patifaria dela na minha frente, a maldita olhou e sorriu. Engoli a seco pra não fazer uma merda e meti o pé pra boca principal, não abasteci nem p***a nenhuma.
- Chegou na boca principal, dava pra ver eles vindo lá de trás. Mandei os dois vapores dar uma revista legal nesse cuzão, afinal, não conheço, vai que é x9, nunca se sabe né.
- Quando eles foram se aproximando, os menor já enquadrou revistando ele, perguntando de onde era e o que ele era da Viviane. Fiquei só de canto observando.
Viviane: Pra que isso? Sou cria daqui desde que me entendo por gente, jamais vou trazer alguém aqui que daria algum problema pro movimento, não entendi vocês. Ele é meu namorado. - Falou com os vapores e me olhou p**a de relance.
Vapor: Sabe como é né Vivi? Recebo ordens, mas ele tá suave, podem ir lá. - O vapor disse e eles seguiram.
- O cuzão mesmo não falou p***a nenhuma hahahahah peidou na farofa. Agora ela quer dar uma de braba, deixa ela comigo. Namorado é meu piru p***a, não fode. Quer me perturbar, isso sim. Passou com o pela saco aqui pra tirar com a minha cara, deixa ela comigo, tá fudida.